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Caso Richthofen

Julgamento de Suzane e Cravinhos entra no quarto dia

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É retomado na manhã desta quinta-feira (20/7) o julgamento de Suzane von Richthofen e dos irmãos Christian e Daniel Cravinhos. O Tribunal do Júri entra em seu quarto dia. Os três são acusados pelo assassinato dos pais dela, Manfred e Marísia.

Nesta sessão serão lidos os autos e exibidas fitas, fotos e a entrevista concedida pelos irmãos Cravinhos à rádio Jovem Pan. Na ocasião, os Cravinhos disseram que Manfred abusava sexualmente de Suzane e de seu irmão, Andreas.

A leitura do processo deve durar quase todo o dia. Segundo o promotor Roberto Tardelli, essa foi a estratégia encontrada pelos advogados de Suzane para que a nova versão do depoimento de Christian não fique tão presente na memória dos jurados. Na quarta-feira (19/7), o co-réu admitiu ter dado golpes com barros de ferro em Marísia.

O depoimento foi marcado por uma forte emoção. Christian chorou o tempo todo. Seu pai, Astrogildo Cravinhos, não se conteve e subiu no plenário para abraçar o filho. A sessão teve de ser suspensa para que o clima de comoção não prejudicasse o trabalho dos jurados.

A expectativa é a de que a sentença seja conhecida nesta sexta-feira (21/7). Neste dia, haverá a sustentação dos advogados, Ministério Público e assistente de acusação.

O crime

Os três réus foram denunciados pelo Ministério Público por duplo homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, meio cruel e com impossibilidade de defesa da vítima. Christian Cravinhos, especialmente, também responde por furto no mesmo processo. O assassinato aconteceu em outubro de 2002.

A estratégia traçada pela defesa dos irmãos Cravinhos é de que foi Suzane quem arquitetou o plano. Os advogados da jovem afirmam o contrário: para eles, Suzane sempre foi inocente e não poderia ter planejado o assassinato dos pais, porque se relacionava muito bem com eles.

 é repórter da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 20 de julho de 2006, 11h10

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