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Caso Richthofen

Advogados de Suzane decidem se vão pedir nulidade do júri

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Os advogados de Suzane von Richthofen vão se reunir, nesta quinta-feira (20/7), para decidir se pedem ou não a nulidade do júri. A argumentação poderá ser embasada no abraço de Astrogildo Cravinhos no filho Cristian no fim do depoimento de quarta-feira (19/7). O depoimento foi marcado por emoção. Além de Cristian, alguns presentes choraram. Astrogildo subiu ao plenário para abraçar o filho, que mudou suas declarações após um acordo com o Ministério Público para ter a pena reduzida.

Segundo Mário Sérgio de Oliveira, um dos advogados de Suzane, a defesa irá analisar se a cena comoveu o júri. Se chegar a conclusão que isso pode influenciar o conselho da sentença, a nulidade será pedida logo no começo da sexta-feira (21/7) – dia da decisão.

Mauro Nacif, outro advogado de Suzane, já deixou claro que essa não é a posição dele, mas dos colegas Denivaldo Barni e de Mário Sérgio de Oliveira. Na quarta-feira, ele próprio retirou a reclamação feita no plenário quando a cena aconteceu por entender que Astrogildo foi movido por emoção.

Mas se não pedirá por um motivo, Nacif promete requerer a nulidade se tiver menos de duas horas e meia de sustentação oral. "Pode ter certeza que se eu só tiver 29 minutos e 59 segundos para defender minha cliente esse júri estará anulado", afirma.

O juiz aposentado, Luiz Flávio Gomes, professor e doutor em Direito Penal, assistiu a cena no plenário. “O abraço não é motivo para pedir a nulidade do júri. Um argumento como esse é inválido”, avalia.

Acusação

Suzane, Cristian e Daniel são acusados pelo assassinato dos pais dela. Os três foram denunciados pelo Ministério Público por duplo homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima. Christian Cravinhos, especialmente, também responde por furto no mesmo processo. O crime aconteceu em outubro de 2002.

A estratégia traçada pela defesa dos irmãos Cravinhos é a de que foi Suzane quem arquitetou o plano. Os advogados da jovem afirmam o contrário: para eles, Suzane sempre foi inocente e não poderia ter planejado o assassinato dos pais porque se relacionava muito bem com eles.

 é repórter da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 20 de julho de 2006, 17h37

Comentários de leitores

10 comentários

No caso presente, de ampla repercussão, justa...

Richard Smith (Consultor)

No caso presente, de ampla repercussão, justamente pela hediondez manifesta do crime, uma patricinha bem-nascida, num comportamento absolutamente soez, por qualquer ângulo que se possa olhar, introduz pessoas estranhas no seu próprio lar, de madrugada, para assassinarem os seus próprios pais, que dormiam, inocentemente! O que pior do que isso? Aí começam a surgir "factóides" e teorias, as mais absurdas, na tentativa de amenizar ou desclassificar o inominável, principalmente através do "protetor" Sr. Denivaldo Barni e agora o Dr. Mauro Nacif, inclusive com sórdidas acusações contra as vítimas (homossexualismo, abuso sexual, etc.) que não mais podem se defender, numa tentativa - muito coerente aliás, com os dias atuais, de relativismo e de inversão completa de valores - de criminalizar as vítimas! Como se isso pudesse ser suficiente para justificar a conduta dos réus! Quer dizer que todo mundo que fumar maconha matará os pais? Todos os que apanham em casa podem fazê-lo? Tudo numa absurdez tamanha que ao extrato médio da sociedade somente pode abismar. E isto é, efetivamente, obra da astúcia de homens como o Dr. Nacif, o "Principe-das-Nulidades" (Ô apelido mais apropriado, não acha?). A repórter Priscyla somente fez reportar as condutas espalhafatosas do mesmo, sob a sua ótica, no que foi severamente censurada pelos "operadores do direito" que se manifestam neste espaço, principalmente o Sr. Dr. Soibelman, que desceu do Olímpo por alguns instantes para admoestá-la de forma tão propedêutica e caridosa: "Se eu quisesse escreveria com a forma mais rebuscada e ácida, NUM ESTILO BEM SUPERIOR A ESTE, mas preferi essa linguagem informal e simples, para dizer-lhe Priscyla que vc. pisou na bola mesmo..." Que triste Dr. Félix. Que ego mais distorcido! Em outra "pérola" da missiva: "Juízes e promotores não são porcaria nenhuma a mais do que advogados para ter-se a opinião dos mesmos como parâmetro de ALGUMA COISA". Que chique! Quer dizer que a única opinião que vale é a do "enciclopédico" e "indesprezável" Dr. Soibelman? Acho que urgiria então se avisar ao Exmo. Sr. Juiz do Jurí e também aos srs.promotores e assistentes da acusação. E o seu veredito, Dr. Félix, virá quando? Caberá recurso dele? Mas, de tudo sobra um pouco. Do alto (?)da sua retórica irônica conseguiu o Dr. Soibelman dizer uma verdade: sim, à matricida/parricida CONFESSA, seriam justos os castigos mencionados. Quanto ao advogado...

Talvez não tenha uma mente tão privilegiada a...

Ivan Dario (Advogado Sócio de Escritório)

Talvez não tenha uma mente tão privilegiada a ponto de desvendar qualquer cognição a respeito do caso Richtofen. Explicarei. Inicialmente havia entendido que Suzane, Daniel e Christian seriam submetidos a julgamento pelo homicídio dos pais de Suzane. Agora, devido a alguns embasadíssimos comentários exarados neste espaço, começo a refletir acerca da realidade do caso. Vejamos. Os inicialmente acusados já foram condenados sem julgamento, este realizado não pelo Tribunal do Júri,mas sim pela imprensa. Assim sendo, a imprensa passou a ser o Júri ou o Magistrado? Agora, uma revelação bombástica: os acusados, ou melhor, já condenados, não são somente os três supracitados! Sim, pois há mais uma pessoa sendo julgada e talvez seja o pior de todos; o vil, mesquinho, sorrateiro, bicho-papão e boi da cara preta... Dr. Nacif!!! (OH! onomatopéia de surpresa) Ou melhor ainda, como já dito em devassos, perdão, diversos comentários, o Dr. Nacif é a personificação do pior ser que a humanidade já teve conhecimento, temido e abominado por todos. Aquele com cheiro de enxofre, aquele que bufa e ruge... o Advogado! Sendo assim, o Dr. Nacif deve ser considerado culpado, ou melhor, já foi condenado pela prática da advocacia. Pasmem, ele é...advogado! Que horror! Temos então que o Dr. Nacif foi condenado pelo homicídio do casal Richtofen. Ou será pela defesa do direito, a quem o advogado realmente defende? Ou por ser advogado? Ou por um advogado que fala muito... não, por falar não, porque jornalista também fala, assim como o faz o Magistrado o Promotor e também os papagaios e assim, fazendo o raciocínio regressivo seriam todos culpados por todas as hipóteses apresentadas. Então, o Magistrado, o Promotor, os joranlisatas e os papagaios seriam advogados, homicidas e condenados. Desculpem-me a falta de neurônios. Mas perdoem mais ainda àqueles que causaram tamanha confusão. Principalmente aos "coléguas" que utilizam este espaço de forma Kukluxkaniana (perdão pelo neologismo), para pugnar pela decadência de seus pares. Como as coisas caminham a Ordem poderá incluir como materia de seu exame a análise psicotécnica dos candidatos a exercer esta nobre profissão. Já exarei comentário fazendo um apelo pela solidificação dos colegas em defesa da profissão e agora o reitero. Se os próprios advogados não empunham a bandeira da profissão quem o fará? Felizmente há quem entenda isto de maneira plena. A solidariedade ao Dr. Nacif deve ser entendida como solidariedade à profissão. Dr. Soibelman, parabéns por mais um comentário que dignifica o presente espaço. E agradeço pela defesa da classe, frente a comentários vindos de profissionais de outras áreas e até mesmo desta que representamos, que buscam, tediosa e intangivelmente, denegrir a nobreza da profissão.

tenho o maior respeito pelo advogado Luiz Flávi...

trad (Advogado Sócio de Escritório - Criminal)

tenho o maior respeito pelo advogado Luiz Flávio Gomes. Contudo, creio, está faltando a ele o mínimo de ética profissional, quando se manifesta sobre o mérito da ação penal movida contra os acusados, o que vem fazendo reiteradamente. Assim agindo, ele ofende os princípios do devido processo legal e, via de conseqüência, os seus colegas de defesa que estão atuando no caso. Aliás, a pressão que a imprensa vem exercendo sobre o caso, aponta, sem dúvida, os malefícios que advirão quando da prolação do veredicto. É bom lembrar que uma coisa pedir justiça através da coação que a mídia vem exercendo, a outra é fazer justiça, sentando-se na cadeira dos jurados, onde todos e o próprio vocábulo indica julgarão sob o manto do juramento. Foi assim, empolgados e dirigidos por forças interessadas, que a opinião pública condenou Jesus Cristo à morte, preterindo-o ao ladrão Barrabás. Não sei se Suzane é culpada ou inocente. Após o transito em julgado da decisão condenatória, como manda a CF, é que se poderá avaliar a sua conduta.

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