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Desistência de herança

Suzane deve entrar com ação nesta quarta para desistir de herança

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O advogado Denivaldo Barni deve entrar, nesta quarta-feira (19/7), com o pedido de desistência de herança de Suzane Von Richtofen. A afirmação foi feita na terça-feira (18/7) pelo advogado Mauro Octávio Nacif, durante o depoimento de Andreas, irmão da ré. Andreas disse não acreditar que sua irmã abriria mão da herança por que não deixa tramitar tranqüilamente a ação do inventário e da deserdação.

"Ela entra com recursos e mais recursos. Não deixa a ação ir para frente", disse o irmão da Suzane. "A contagem dos bens da casa foi cômica. Ela queria que fosse precisado na ação do inventário a quantidade de talhares, copos, sofás, cadeiras. Essa só foi uma das coisas que minha irmã fez para impedir o andamento do processo", acrescentou.

Nacif queria que Suzane entrasse no plenário, durante o depoimento de Andreas, para dizer ao irmão que abriria mão da herança em favor dele. O juiz rejeitou a pretensão do advogado. "Se o doutor Barni vai fazer isso, não há porque trazer a Suzane aqui. Até porque a ação cível não tem relação com a penal", decidiu.

Júri

Suzane, Christian e Daniel Cravinhos são acusados de planejar e matar os pais dela na casa em que a família vivia, na zona sul da capital paulista. Os réus estão presos. Foram denunciados pelo Ministério Público por duplo homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima. Christian Cravinhos, especialmente, também responde por furto no mesmo processo. O crime aconteceu em outubro de 2002.

A estratégia traçada pela defesa dos irmãos Cravinhos é de que foi Suzane quem arquitetou o plano. Os advogados da jovem afirmam o contrário: para eles, Suzane sempre foi inocente e não poderia ter planejado o assassinato dos pais por que se relacionava muito bem com eles.

 é repórter da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 19 de julho de 2006, 10h44

Comentários de leitores

1 comentário

Ela vai desistir da herança? Ora! Que nobre de...

Rodolfo Ferroni (Advogado Assalariado - Empresarial)

Ela vai desistir da herança? Ora! Que nobre decisão. "Que as forças cegas se domem Pela visão que a alma tem! E assim, passados os quatro tempos do ser que sonhou, A terra será teatro Do dia claro, que no atro Da erma noite começou." (Fernando Pessoa)

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