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Comentários de leitores

25 comentários

Presenciei um absurdo ontém, 14/09/2006, que es...

Wagner Brandão (Advogado Autônomo - Civil)

Presenciei um absurdo ontém, 14/09/2006, que esta me causando indignação, pois, o nosso direito CONSTITUCIONAL, é esbulhado de forma descarada e a OAB fica de braços cruzados. Um advogado, acusado de infiltrar 6 aparelhos de telefonia celular, em uma prisão em Máua - SP. esta preso no centro de detenção provisória na cidade de Santo André juntamente com presos comuns, quando deveria estar recolhido em prisão especial conforme determina a Constituição Federal, ou na falta desta deveria estar preso em Regime Domiciliar. Será que se fosse um Magistrado ou Promotor ele estaria preso em uma cadeia comum ? Mais uma vez torno a frisar que a minha indignação esta no fato de uma prerrogativa tão importante estar sendo esbulhada de mais um profissional da aréa do direito, fica aqui os meus protestos.

Presenciei um absurdo ontém, 14/09/2006, que es...

Wagner Brandão (Advogado Autônomo - Civil)

Presenciei um absurdo ontém, 14/09/2006, que esta me causando indignação, pois, o nosso direito CONSTITUCIONAL, é esbulhado de forma descarada e a OAB fica de braços cruzados. Um advogado, acusado de infiltrar 6 aparelhos de telefonia celular, em uma prisão em Máua - SP. esta preso no centro de detenção provisória na cidade de Santo André juntamente com presos comuns, quando deveria estar recolhido em prisão especial conforme determina a Constituição Federal, ou na falta desta deveria estar preso em Regime Domiciliar. Será que se fosse um Magistrado ou Promotor ele estaria preso em uma cadeia comum ? Mais uma vez torno a frisar que a minha indignação esta no fato de uma prerrogativa tão importante estar sendo esbulhada de mais um profissional da aréa do direito, fica aqui os meus protestos.

Prezado João: Em que pese as interpelações f...

Fábio (Advogado Autônomo)

Prezado João: Em que pese as interpelações feitas por V. Sa., no que se refere o clamor público para que sejam esclarecidos os fatos da morte do policial Gianfranco, a primeira vista contraditórios, alguns cuidados devem ser tomados, entre os quais, o dever legal e, mesmo religioso, de respeito ao próximo, seja ele um estranho ou não. A Constituição, através de cláusula pétrea já traz tal ordem, pelo o que, antes de se levantar suspeita sobre a idoneidade de uma pessoa, seja ela quem for, deve o expositor, no caso V. Sa., se resguardar da certeza do que alega, sob pena de incorrer nos termos §2° do artigo 138 do CP. (Caluniar o morto). Ademais, artigos de circulação pública como o presente, dão ensejo aos chamados crimes de imprensa, que em consonância com os direitos e garantias fundamentais da Constituição, podem dar início a várias medidas legais em seu desfavor. Portanto, entendo que V. Sa. deveria, utilizando-se do mesmo veículo de informação que levantou suspeita contra o policial morto e, na mesma forma exposta, retratar-se publicamente. Por conhecer a verdade dos fatos, tenho certeza que suas insinuações são caluniosas e desrespeitosas, mas que não cabe a minha pessoa trazer ao público, em respeito ao policial e sua família, de quem é o legítimo direito. Portanto, resta dizer que é lamentável o ocorrido, onde prevaleceu a falta de cuidado, motivada por um impulso pessoal, que demonstrou a nítida intenção de V. Sa., através das insinuações feitas, fazer com que leitor desconfia-se da idoneidade do Policial, para denegrindo sua imagem, em desrespeito não só aos seus familiares, bem como do próprio público leitor, pudesse embebecer o seu ego pessoal. Assim, espero que V. Sa., na próxima vez que dirigir-se a terceiros, seja não só mais prudente, como também mais respeitoso, pois respeito ao próximo é um dever e não uma faculdade. Abraço ao demais colegas,

Acaloradas considerações as realizadas pelos co...

Ari (Contabilista)

Acaloradas considerações as realizadas pelos comentaristas - que devem ser respeitados, ao menos quanto ao seu direito à livre expressão, exceto se alguma norma tiver sido violada no afã de defenderem o seu pensamento. Divergências à parte, o autor deve ser cumprimentado pela propriedade com que se reveste o texto apresentado, porquanto estimula a reflexão permeada pela crítica que supera o dogmatismo ingênuo. Parabéns!

Sr. Ottoni, Quem debate com burro, burro é. ...

João Bosco Ferrara (Outros)

Sr. Ottoni, Quem debate com burro, burro é. Talvez até mais burro ainda, pois se dá o trabalho de tentar falar com burro. Depois do seu comentário, se algum dia eu passar pela rua em vir um engravatado zurrando com um jumento, poderei suspeitar de quem se trata: daquele que gosta de dialogar com burros... De outro lado, como cultor do direito, e principalmente como cidadão, contribuinte, que paga seus impostos em dia, não me sinto nem um pouco compelido a crer no que me dizem sem provas. Acredito e formo minha opinião a partir de fatos. E certos fatos exigem investigação e explicação ao público, pois afinal, são nossos impostos que servem para pagar os salários de todos os agentes públicos. Por isso, não basta o senhor sair em defesa do falecido policial para que as pessoas inteligentes se dêem por satisfeitas. Outrossim, as pessoas inteligentes não caem na cilada sub-reptícia armada pelo senhor, quando faz uma interpretação totalmente equivocada dos argumentos e da opinião de outrem. Das duas uma: ou não sabe ler, e isso explica o errôneo entendimento do que foi escrito; ou sabe, mas propositadamente, com um fim escuso, informado por alguma vontade não revelada, distorce o que leu, cometendo uma interpretação forçada e invertida, à moda do que já previa George Orwell, em seu livro “1984”. De qualquer modo, é flagrante em suas palavras o recurso ao argumento “ad hominem” ofensivo, “ad verecundiam”, “ad ignorantiam”, bem como da falácia da impertinência e do desvio forçado. Quer porque quer que todos acreditem no que diz. Só que nisso equivoca-se. Ninguém tem de crer no que o senhor afirma sem apresentar as bases de sua afirmação. O que o senhor faz é apenas agitar um monte de palavras sem secundá-las de elementos bastantes para cometer-lhes foros de veracidade. Torno a repetir, para que dúvida não paire, já que podem existir outros que, como o senhor, não entendem o que lêem: não formulei nenhuma acusação, muito menos contra quem não pode defender-se. Objetivamente falando, na condição de cidadão e de pessoa que não conhece e nem possuía qualquer laço afetivo com o policial morto, não tenho nenhum compromisso de solidariedade com os familiares e amigos que choram-lhe a perda. Por isso, tal circunstância não me interessa e vergar-me a ela significa apenas sujeitar-me ao seu desiderato de conduzir o debate para o campo do subjetivismo emocional, no qual não tenho a menor pretensão de trilhar ou construir meus argumentos. Cumpre aqui esclarecer a esse respeito, também de modo assaz objetivo, pois o subjetivismo vicia os argumentos transmudando-os em passionais, o que não é de todo curial, os entes queridos sempre são pranteados por aqueles que o cercam e que lhe tinham afeto quando perdem a vida, inimportando sua condição de homem de bem ou do mal. Mas, voltando ao tema, partindo da forma como fui apresentado aos fatos, pela imprensa, e conhecendo a realidade da Polícia brasileira e do valor dos salários que seus componentes percebem, é legítima minha indagação. Mais ainda, minha indignação em saber que um policial foi morto dirigindo um carro importado de luxo. Se esse policial provém de um berço de ouro, isso deveria ter sido informado pelo mesmo órgão que veiculou a notícia sobre as circunstâncias do seu passamento. E mais, essa informação deve basear-se em dados concretos para que não espargir dúvida. Segundo, o leitor esclarecido não cai na sua armadilha leviana. Percebe o seu estratagema para causar um desvio do tema a fim de conduzir o debate para o campo das ofensas pessoais. Por isso que deve ser repudiado. Não convence e não tem lastro algum, pelo menos entre os seres inteligentes, que conseguem manter uma postura digna em um debate sem partir para ofensas pessoais dirigidas contra os debatedores, seres que jamais se prestariam a dialogar com burros. Finalmente, após essa explanação, que espero seja lida tanto pelo senhor que me ataca pessoalmente desde o seu primeiro comentário, quanto pelos demais leitores deste prodigioso fórum, dou a discussão por encerrada. E nem poderia ter outra atitude, pois não sou chegado a debater com quem sói discutir com burros...

Este comentarista "Aurilio" que escreve neste e...

Mauro Garcia (Advogado Autônomo)

Este comentarista "Aurilio" que escreve neste espaço deu um ótimo recado, recomendo: Que a Receita seja informada do contrato de honorários a ser firmado com o meliante. Se não houver comprovação de origem dos recursos, inviabiliza-se a contratação. Por óbvio, se excluirmos o bom-senso da discussão é fácil comparar o serviço de um médico que combate a doença do advogado que defende o criminoso. Também seria fácil demonstrar por A mais B que um carro Lada é um carro muito superior a um Mercedez e por aí vai. Papel (tela de computador) aceita tudo. Argumentos são infindáveis. Trinste sina do Brasil, ganha quem tem melhores argumentos e não quem tem razão.

Mauro Garcia (Advogado Autônomo O PRINCÍPIO É ...

Ottoni (Advogado Sócio de Escritório)

Mauro Garcia (Advogado Autônomo O PRINCÍPIO É UNIVERSAL? ENVOLVE O MÉDICO QUE CUIDA DE MOLÉSTIA DE PELE, COMO A HANSENÍASE? E OS ORTOPEDISTAS SÃO PARASITAS DOS ACIDENTES DE TRÂNSITO? HÁ UM UNIVERSO DE PROFISSIONAIS QUE "VIVEM" DA DESGRAÇA ALHEIA. QUAL O RAMO A QUE O COLEGA DEDICA SEUS PRÉSTIMOS? AOS BANCOS? AOS RURALISTAS? AOS POLÍTICOS? Com a máxima vênia, é claro!

A longa, e equivocada, defesa do cometarista do...

Ottoni (Advogado Sócio de Escritório)

A longa, e equivocada, defesa do cometarista do grupo "Outros", contém a sua própria contradição em si mesma. Quem tem que investigar ANTES de atacar é o acusador e não o acusado. Isso é elementar para quem entende da ciência do Direito, objeto desse nosso fórum. Por outro lado, um dos males que assolam os subdesenvolvidos como nós é o "juiz amador" que, acreditando no princípio simplista de que "Direito é bom senso", julga situações e pessoas sem a mínima condição cultural para fazê-lo. Policial que tem patrimônio será, necessariamente, corrupto. Para atacar a memória de alguém, ainda pranteado, intensa e dolorosamente, por seus familiares, é preciso ter responsabilidade, mormente quando a acusação é colocada num veículo de circulação específica junto aos profissionais de uma mesma área e a vítima está morta. A notícia acendeu a chama da maledicência e a pena traçou o julgamento irresponsável. O burro bom, consciente da sua burrice, vive quieto e não causa prejuízos a ninguém. O burro mau é uma tragédia, pois, burro como o outro, pensa que é inteligente, genial, e sai zurrando asneiras pelo mundo, sem consciência dos males que pode causar. O jovem policial, que não está em condições de vir defender sua honra, vê-se acusado, com leviandade criminosa, de prevaricador, corrupto e todos os demais adjetivos que a infeliz mensagem insinua, apenas por não ser pobre como os policiais em geral. Foi um profissional destacado entre os 14 membros da equipe de elite a que pertencia, respeitado por colegas e superiores, com cursos no exterior, inclusive na famosa Swat americana. Tudo isso APESAR de ter nascido em berço rico.

Pior do que o discurso enojante dos fariseus de...

Comentarista (Outros)

Pior do que o discurso enojante dos fariseus de plantão é ter que aturar pseudo-profissionais do direito que, por medo ou incapacidade, nunca advogaram na área criminal e se auto-intitulam "juristas". Mas, queiram ou não, sempre se sentirão frustrados por nunca terem advogado no sentido lato da palavra (tendo em vista que área criminal é a essência da advocacia), bem como sempre terão que responder a algum leigo a pergunta que nunca se cala: Doutor, se o senhor é advogado, por que não trabalha na área criminal? Resposta? Um momento angustiante de silêncio e a mesma ladainha de sempre: "Não faço por que minha área é outra e não tenho inclinação para a área criminal". E o pior de tudo é, ao menos por um momento, imaginarem que o leigo que fez a pergunta acreditou na resposta! Isso tudo, se não fosse patético, seria apenas lastimável. Infelizmente. Esta é, data vênia, a minha opinião. Um grande abraço a todos.

SEJAMOS SIMPLES E DIRETOS: ADVOGADO CRIMINALIST...

Mauro Garcia (Advogado Autônomo)

SEJAMOS SIMPLES E DIRETOS: ADVOGADO CRIMINALISTA (NOTADAMENTE ESTES QUE LABUTAM COM CLIENTES CONTRAVENTORES DE CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO E TRÁFICO), SÃO SÓCIOS DOS BANDIDOS. QUANTO MAIS MELIANTES HOUVEREM E QUANTO MAIS CRIMES COMETEREM, TANTO MELHOR PARA OS I. CRIMINALISTAS. SE TRAFICANTE/BANDIDO NÃO BATE PONTO; NÃO RECEBEU HERANÇA; NÃO TEM PAI RICO, ENTÃO DE ONDE VEM O RICO DINHEIRINHO PARA PAGAR O CAUSÍDICO, SENÃO DE SEUS CRIMES? ESTES PROFISSIONAIS DESMORALIZAM TODA UMA CLASSE. ESTA CADA DIA MAIS DESCONFORTÁVEL INFORMAR QUE SOMOS ADVOGADOS.

Dijalma Lacerda - Pres. da OAB/Campinas/Cosmópo...

Dijalma Lacerda (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Dijalma Lacerda - Pres. da OAB/Campinas/Cosmópolis/Paulínia/SP. 1.) Alguém trabalhou todo um mês, inclusive fazendo horas noturnas e extraordinárias para uma empresa. Um dia antes do recebimento de seus salários, estoura um escândalo e todos os jornais noticiam que aquela empresa é de fachada e que ali se pratica pura lavagem de dinheiro. Pergunta: ao pai de família trabalhador, honesto, que labutou dias e dias com afinco seria exigível que, sabendo agora da eventual iliceidade do dinheiro que lhe advirá como conseqüência de seu sagrado labor, se recuse em receber seus salários? E o recebimento, será legítimo ou não? 2. Uma determinada empresa, devedora do fisco, cujos titulares foram processados, julgados e condenados por crime de sonegação fiscal e evasão de divisas, dirige-se ao caixa da receita federal e, com DINHEIRO VIVO manifesta a intenção de pagar todos os impostos devidos. Será que o fisco deixará de receber os valores, sob a suspeita de que o dinheiro poderá ser sujo? 3. O Estado, em muitas oportunidades, praticou ações ou incorreu em omissões as quais, não fosse ele uma entidade simplesmente, responderia por crimes os mais variados. Ninguém negará que o bloqueio do dinheiro nosso, nos moldes em que se deu, seria um bom exemplo do que estou dizendo, e tanto foi que o Poder Judiciário mandou desbloquear. Agora a pergunta: diante de tantas iniqüidades do Estado, seria exigível que os funcionários públicos, milhares deles ( procuradores, professores, militares, médicos, engenheiros, delegados de polícia, juízes, promotores, etc...etc...) deixassem de receber pelos seus proventos? Seria exigível que dissessem "não, eu não vou receber porque o Estado está simplesmente "roubando" para pagar-me"? 4. O banco, ao receber pagamentos de qualquer coisa que seja, pergunta ao pagador de onde vem o dinheiro? Bem, lembremo-nos de um princípio inafastável de Direito Comercial, alusivo ao dinheiro, qual seja o da CIRCULARIDADE . Assim meu caro, se você respondeu NÃO a todas as perguntas acima, pelo amor de Deus, deixe de tentar enodoar a dignidade de quem igualmente só está trabalhando honestamente para a auto-mantença e da própria família! Dijalma Lacerda.

Dijalma Lacerda - Pres. da OAB/Campinas/Cosmópo...

Dijalma Lacerda (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Dijalma Lacerda - Pres. da OAB/Campinas/Cosmópolis/Paulínia/SP.. No interiorzão onde eu fui criado, naquela que naqueles tempos era ainda uma cidadezinha com "meia dúzia de gatos pingados", havia um médico especialista em análises clínicas, dono de um laboratório. Era ele quem, naqueles idos que já se vão longe, analisava o sangue, a urina, a saliva e as fezes das pessoas, para constatar a existência ou não de alguma doença. Não tardou para que algum infeliz o apelidasse de "Doutor Bosta". Lembro-me de alguém ter dito que era possível mesmo sentir o odor do excremento humano quando ele estivesse por perto. Era a confusão que maldosamente alguém fazia com o profissional e o objeto de sua lida, de sua faina diária. Evidente era que o valoroso facultativo apenas analisava cientificamente as fezes humanas como imposição de seu ofício, porém daí a apelidá-lo com o nome do produto já era demais. Tardou para que a ignorância fosse superada e todos entendessem que numa outra cidadezinha, vizinha da nossa, não eram todas as pessoas tuberculosas, e sim apenas alguns, tratados no hospital especializado para tal que lá existia. O povo de então, todavia, já rotulava toda a cidade de "tossinhas", o que evidentemente era o maior dos absurdos. Na outra cidade ao lado, havia sim alguns comerciantes de pescado, tendo em vista a exuberância do produto que por ali existia. Não tardou, igualmente, para que todos da cidade recebessem, o apelido de "peixeiros"; numa outra cidade mais ao lado, o apelido de todos era "canequinha", alusão aos leprosos que pediam água e comida brandindo uma caneca de metal. Tudo isso sendo dito aqui, assim de maneira tão informal, parece pertencer ao mundo do fantasmagórico, do irreal. Algumas histórias daqueles ignotos rincões poderiam até ter sido copiadas pelo magnânimo Edgard Alan Poe, ou sido objeto da observação poética do chamado "poeta maldito" Augusto dos Anjos, mas não foram. Contrário a isso, tudo foi verdadeiro, e passou a pertencer à imperdoável crônica do real. É exatamente isso que está acontecendo, num misto de maldade e ignorância, com a nossa profissão: confundem-nos com o nosso objeto. Não são capazes de saber que nós trabalhamos sim cientificamente com o crime, já que precisamos conhecê-lo e muito bem, porém não somos o crime, e muito menos criminosos. Não há, assim, como confundir-nos com os nossos clientes, eles sim eventualmente criminosos, na maioria das vezes inocentes. Seria o mesmo que confundir o médico pulmonologista com o tuberculoso, o infectologista com o portador de uma doença profundamente contagiosa e assim por diante. É chegada a hora de dar um basta à ignorância dessa turba, dessa caterva, desses irresponsáveis que tanto criticam, mas são justamente os primeiros a procurar Advogados para si e para os seus parentes. Quanto a eventuais críticas de colegas, felizmente poucas e dos mal informados apenas, é lamentável que esses que nunca sentiram a maravilhosa emoção de entregar à mãe o filho inocente e livre dos grilhões da tirania do Estado, que nunca bradaram inaudíveis nos porões do despotismo, que nunca se posicionaram contra toda uma multidão, levando seu cliente a júri e tirando-o de lá com um decreto absolutório, morram de inveja daqueles que já saborearam esse maravilhoso nectar que nos é trazido pela vitória do Direito contra a força, do justo contra o injusto, da inocência contra a tirania. Inveja, inveja pura, dor de cotovelo mesmo. Pobres, não sabem o que é bom. Não sabem o quanto é gratificante. Mas isso tudo tem um remédio : trabalhem muito, estudem muito, sejam dignos, se dediquem ao máximo, e quando puderem e tiverem coragem para tal, defendam um inocente perante o Tribunal do Júri por exemplo, e se tiverem um filho jovem advogado como eu tenho graças a Deus, leve-o junto, e faça-o saborear consigo o sagrado sumo fruto do auspicioso labor que só a Advocacia pode propiciar. Parabéns Doutor Vinicius Augusto, e embora eu não o conheça pessoalmente, posso avaliar as dificuldade que o senhor tem encontrado por essas paragens, já que eu tenho advogado igualmente também por esses rincões. Seu artigo é simplesmente veraz, real, digno portanto de nota e digno sim das eloqüentes observações desse outro exponencial do Direito, Dr. Félix Soibelman, cujas palavras eu peço licença para adotar e avalizar em gênero, número e grau. Enquanto isso, lembremo-nos do poeta: "...os cães ladram e a caravana passa". Pelo amor de Deus, pérolas aos porcos? Dijalma Lacerda.

A verificação da origem dos recursos pagos a ti...

Aurilio (Funcionário público)

A verificação da origem dos recursos pagos a titulo de honorários aos advogados será fácil e pratica, basta querer. Ao ser contratado para a defesa de algum traficante, seqüestrador, assaltante, etc., a lei obrigaria o causídico a informar imediatamente o valor do contrato a receita federal. Ora, nada mais obvio. De posse da informação, a receita faria um analise das declarações do cliente, e então emitiria um documento aprovando o contrato, e comunicando a legalidade ao juiz, ao delegado e ministério publico. Se a analise apontar a impossibilidade legal do cliente dispor dos valores, iniciaria uma investigação fiscal, e o advogado seria informado que não pode receber aqueles valores, sendo então nomeado um defensor publico. Caso minta, o causídico será cassado sumariamente. Simples assim.

A idéia de se criar uma lei que obriga alguns t...

Comentarista (Outros)

A idéia de se criar uma lei que obriga alguns tipos de criminosos a serem defendidos apenas por defensores públicos, além de absurda, é absolutamente impraticável. Ora, como é que se pode auferir se o dinheiro de um criminoso é ou não é lícito? Aliás, tal trabalho (investigar a provável ilicitude do dinheiro de criminosos) é da polícia e, ao que tudo indica, não está sendo feito corretamente... Por outro lado, criar uma lei para meia dúzia de criminosos seria algo irreal, pois ela seria considerada inconstitucional antes mesmo de entrar em vigor (mesmo aqui, na nossa republiqueta das bananas). Por fim, a idéia de se obrigar os advogados a investigarem a origem do dinheiro recebido a título de honorários advocatícios nem merece ser contestada, pois além de cômica é simplesmente estúpida. Parece que alguns "iluminados" estão querendo criar a idéia (no imaginário popular) de que, no mundo, existem dois "tipos" de dinheiro, ou seja: o limpo (ou "do bem") e o não-limpo (ou "do mal"). Francamente, isso já é zombar da inteligência alheia! Esta é, data vênia, a minha opinião. Um grande abraço a todos.

Sr. Ottoni, Ninguém se esconde detrás de out...

João Bosco Ferrara (Outros)

Sr. Ottoni, Ninguém se esconde detrás de outros. Tampouco se pretendeu acoimar a memória do policial falecido. Mas o cidadão, o povo, tem direito de saber e de desconfiar quando as coisas fogem da normalidade. E não é normal que um policial seja uma pessoa abastada. Também não porque o senhor afirma isso que temos de acreditar. O fato é que todo policial não ganha para possuir um Jaguar nem usar um Rolex. Não faz muito tempo e o noticiário divulgava o caso de outro policial morto em São Paulo. Dirigia um Audi A3. Se me lembro, disseram que era de um amigo ou da namorada. Por que não investigar? Por que não ir a fundo nessas indagações? Quem tem a perder? Devolvo aqui a máxima: “quem não deve, não teme”, a qual fora usada para desqualificar e submeter da forma mais vil os advogados quando se rebelaram - os verdadeiros advogados, não os de ocasião ou de algibeira, como algures já os qualificou outro comentarista - com a colocação de detectores de metais para adrede humilhar-lhes no seu local de trabalho, os fóruns, e quando se indignaram com as invasões de nossos escritórios. Há outros. Existe um grupo que está trabalhando para desmascarar a polícia, construindo um dossiê em que se relacionam os laranjas no nome dos quais policiais corruptos colocam empresas de segurança aqui no Rio de Janeiro e em São Paulo, carros importados, imóveis etc. O jornal Tribuna do Direito publicou, na edição de outubro de 2005, pg. 30-31, o desabafo da delegada Audrey Kanaan de Oliveira Sampaio, da Corregedoria na cidade de São José dos Campos, que se exonerou porque não tinha apoio de seus pares para fazer um trabalho sério de investigação de varredura dos maus policiais. Entre outras coisas ela apurou que policiais agiam seqüestrando filhos e familiares de presos e ex-condenados para extorqui-los, usando uma dependência policial – a Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) – para torturar as vítimas e obter o dinheiro exigido, ameaçando-as de falsos enquadramento por tráfico de drogas. Dentro da Dise policiais que deveriam combater o tráfico extorquiam traficantes. E o senhor ainda vem acusar-me. Como cidadão tenho todo o direito de ser bem informado e de não acreditar em informações pela metade, lacunosas, que deixam muita, mas muita margem para suspeitas e indagações que devem ser reveladas. Não basta alguém vir e dizer que este ou aquele policial já possuía portentoso patrimônio antes de ingressar no ofício. É preciso prová-lo. Assim como a imprensa consegue obter informações sigilosas consistente nas interceptações sigilosas que a Polícia diz que faz dos bandidos que estão presos (e soltos) e de advogados com seus clientes, tudo sem o menor pudor, sem se importar com a ilicitude da quebra do sigilo, sim, porque ainda que a interceptação tenha sido autorizada, sua divulgação pela mídia continua proibida, e se a imprensa, tem acesso a essas gravações é porque alguém de dentro da Polícia as forneceu, fazendo, em síntese, o mesmo papel que aquele funcionário externo contratado do Congresso Nacional, que afirmou ter vendido a fita de uma audiência da CPI dos bingos para uns advogados, mesmo que nada haja recebido por isso. Portanto, do mesmo modo que a imprensa consegue tais informações que deveriam ser sigilosas e as divulga para escrachar pessoas, deveria obter as informações sobre o patrimônio de policiais para dar uma satisfação ao povo, ao cidadão ordeiro, de modo convincente, explicando como um policial que ganha tão pouco consegue ter um patrimônio tão opulento. Isso não é irresponsável. Irresponsável é pretender que todos acreditem na palavra alheia quando a palavra neste país já não vale nem um traque, as pessoas são consideradas culpadas, pelo menos suspeitas, até que provem o contrário. É isso que estão fazendo com os advogados diante dos aplausos da populaça. Por que se indignar quando retorna contra si ou pessoas conhecidas? É muito fácil exercer o poder com dois pesos e duas medidas. Difícil é ter honestidade intelectual para admitir que não há santos nem auras santificadas neste país.

Notórios criminosos, como FERNANDINHO BEIRA MAR...

ANTONIO RAYOL (Delegado de Polícia Federal)

Notórios criminosos, como FERNANDINHO BEIRA MAR e MARCOLA do PCC, nunca trabalharam em empregos lícitos! Como podem pagar ADVOGADOS, senão com DINHEIRO SUJO, oriundo do CRIME! Deveria haver uma lei que obrigasse criminosos desse naipe a só usar a DEFENSORIA PÚBLICA! Seria uma maneira de evitar que DINHEIRO SUJO do crime fosse "lavado" através dos HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS!

"Um dia vieram e levaram meu vizinho que era ju...

Armando do Prado (Professor)

"Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei. No dia seguinte vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei. No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não me incomodei. No quarto dia, vieram e me levaram; já não havia mais ninguém para reclamar." Poema. Na vida real, se tivermos um advogado passamos a ter esperanças. Só quem precisou de um, sabe o valor.

Estava demorando. Mais uma manifestação do gr...

Ottoni (Advogado Sócio de Escritório)

Estava demorando. Mais uma manifestação do grupo "outros", entidade oculta na generalização de uma pseudo e cretina idéia de democracia irresponsável. As considerações irresponsáveis e ofensivas, resultantes de uma completa ignorancia de fatos e teses e da arrogância dos donos da verdade, permitem a disseminação de sentimentos os mais rasteiros e subalternos. Não sabem o que falam e, muito menos, de quem falam, ocultando-se, com "outros", na generalidade dos fóruns democráticos, criados para possibilitar um congresso inteligente, ético e proveitoso entre pessoas que têm ideais, ética e cultura para intercambiarem. Desafio o "outros" responsável pelo amontoado de asneiras sobre o policial morto em assalto, que procure saber quem foi Gianfranco Cavalanti Junior. Se o fizer e tiver um fiapo de consciência, jamais se atreverá a zurrar suas frustrações sobre a memória de quem foi exemplo de retidão, coragem e caráter. Desde logo irá constatar que os bens que balizaram seu irresponsável julgamento já pertenciam, como muitos outros, ao policial desaparecido, muito antes de ter ingressado, por vocação, na carreira policial. A evidência dessa verdade dará ao missivista a medida da sua irresponsabilidade.

Dijalma Lacerda - Pres. da OAB/Campinas/C...

Dijalma Lacerda (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Dijalma Lacerda - Pres. da OAB/Campinas/Cosmópolis/Paulínia/SP.. No interiorzão onde eu fui criado, naquela que naqueles tempos era ainda uma cidadezinha com "meia dúzia de gatos pingados", havia um médico especialista em análises clínicas, dono de um laboratório. Era ele quem, naqueles idos que já se vão longe, analisava o sangue, a urina, a saliva e as fezes das pessoas, para constatar a existência ou não de alguma doença. Não tardou para que algum infeliz o apelidasse de "Doutor Bosta". Lembro-me de alguém ter dito que era possível mesmo sentir o odor do excremento humano quando ele estivesse por perto. Era a confusão que maldosamente alguém fazia com o profissional e o objeto de sua lida, de sua faina diária. Evidente era que o valoroso facultativo apenas analisava cientificamente as fezes humanas como imposição de seu ofício, porém daí a apelidá-lo com o nome do produto já era demais. Tardou para que a ignorância fosse superada e todos entendessem que numa outra cidadezinha, vizinha da nossa, não eram todas as pessoas tuberculosas, e sim apenas alguns, tratados no hospital especializado para tal que lá existia. O povo de então, todavia, já rotulava toda a cidade de "tossinhas", o que evidentemente era o maior dos absurdos. Na outra cidade ao lado, havia sim alguns comerciantes de pescado, tendo em vista a exuberância do produto que por ali existia. Não tardou, igualmente, para que todos da cidade recebessem, o apelido de "peixeiros"; numa outra cidade mais ao lado, o apelido de todos era "canequinha", alusão aos leprosos que pediam água e comida brandindo uma caneca de metal. Tudo isso sendo dito aqui, assim de maneira tão informal, parece pertencer ao mundo do fantasmagórico, do irreal. Algumas histórias daqueles ignotos rincões poderiam até ter sido copiadas pelo magnânimo Edgard Alan Poe, ou sido objeto da observação poética do chamado "poeta maldito" Augusto dos Anjos, mas não foram. Contrário a isso, tudo foi verdadeiro, e passou a pertencer à imperdoável crônica do real. É exatamente isso que está acontecendo, num misto de maldade e ignorância, com a nossa profissão: confundem-nos com o nosso objeto. Não são capazes de saber que nós trabalhamos sim cientificamente com o crime, já que precisamos conhecê-lo e muito bem, porém não somos o crime, e muito menos criminosos. Não há, assim, como confundir-nos com os nossos clientes, eles sim eventualmente criminosos, na maioria das vezes inocentes. Seria o mesmo que confundir o médico pulmonologista com o tuberculoso, o infectologista com o portador de uma doença profundamente contagiosa e assim por diante. É chegada a hora de dar um basta à ignorância dessa turba, dessa caterva, desses irresponsáveis que tanto criticam, mas são justamente os primeiros a procurar Advogados para si e para os seus parentes. Quanto a eventuais críticas de colegas, felizmente poucas e dos mal informados apenas, é lamentável que esses que nunca sentiram a maravilhosa emoção de entregar à mãe o filho inocente e livre dos grilhões da tirania do Estado, que nunca bradaram inaudíveis nos porões do despotismo, que nunca se posicionaram contra toda uma multidão, levando seu cliente a júri e tirando-o de lá com um decreto absolutório, morram de inveja daqueles que já saborearam esse maravilhoso nectar que nos é trazido pela vitória do Direito contra a força, do justo contra o injusto, da inocência contra a tirania. Inveja, inveja pura, dor de cotovelo mesmo. Pobres, não sabem o que é bom. Não sabem o quanto é gratificante. Mas isso tudo tem um remédio : trabalhem muito, estudem muito, sejam dignos, se dediquem ao máximo, e quando puderem e tiverem coragem para tal, defendam um inocente perante o Tribunal do Júri por exemplo, e se tiverem um filho jovem advogado como eu tenho graças a Deus, leve-o junto, e faça-o saborear consigo o sagrado sumo fruto do auspicioso labor que só a Advocacia pode propiciar. Parabéns Doutor Vinicius Augusto, e embora eu não o conheça pessoalmente, posso avaliar as dificuldade que o senhor tem encontrado por essas paragens, já que eu tenho advogado igualmente também por esses rincões. Seu artigo é simplesmente veraz, real, digno portanto de nota e digno sim das eloqüentes observações desse outro exponencial do Direito, Dr. Félix Soibelman, cujas palavras eu peço licença para adotar e avalizar em gênero, número e grau. Enquanto isso, lembremo-nos do poeta: "...os cães ladram e a caravana passa". Pelo amor de Deus, pérolas aos porcos? Dijalma Lacerda.

Aqueles que hoje criticam os advogados criminal...

Comentarista (Outros)

Aqueles que hoje criticam os advogados criminalistas são, via de regra, os mesmos que ontem aplaudiram os covardes golpistas tupiniquins e seus "métodos" de governo, o massacre do Carandirú, a invasão estadunidense ao Iraque, os ataques de Israel aos palestinos, etc.; e hoje aplaudem a recrudescência policial, a tortura, o assassinato indiscriminado de inocentes nas chamadas "operações ou reações duras contra o crime organizado" (a maioria dos mortos não tinham passagens pela polícia e tinham carteira de trabalho assinada, etc), etc. São os mesmos que também acham "normal" que haja crianças, velhos e famílias inteiras vivendo nas ruas, revirando os lixos em busca de restos de alimentos e dormindo nas calçadas das cidades. Alguns, inclusive, dizem que esses infortunados vivem assim por que "não gostam de trabalhar"... São esses que também defendem a pena de morte (desde que a mesma não seja aplicável, é claro, aos seu entes queridos ou a determinados tipos de criminosos, tais como os sonegadores de impostos, o pai de família espertalhão que molha a mão do guarda de trânsito para não ser multado, etc). São eles, ainda, os que acham que o aumento da violência policial vai trazer paz à nossa republiqueta das bananas (talvez não tenham lido o último relatório da ONU, que aponta a polícia de SP como a que mais mata em serviço no mundo, ou então as notícias sobre a China, país que mais aplica a pena de morte no mundo e vê seus índices de criminalidade crescerem vertiginosamente a cada dia). Já os pseudo-profissionais do direito que tanto criticam os seus "colegas" criminalistas "acham" que são advogados, mas na verdade nunca foram e jamais o serão de fato! São, via de regra, "profissionais" insatisfeitos e complexados por não terem sido aprovados em algum concurso público e que, sem opção, resolveram advogar mas dizem que não fazem a área criminal "por opção"... É uma pena, pois vão se aposentar sem jamais terem advogado de fato, no sentido lato da palavra, pois o direito nasceu justamente para regulamentar as ações humanas hoje previstas no código penal. Mais que isso! Quando se fala sobre advogados, qualquer leigo já se lembra - imediatamente - de algum filme onde um réu (normalmente algum acusado de homicídio) é julgado por um tribunal do júri. Ou seja, quando se fala em advogados, as pessoas imediatamente associam sua figura à do advogado criminalista, invariavelmente. E isto ocorre no mundo todo! Logo, quem nunca advogou na área criminal ou não participou de um tribunal do júri, por exermplo, data vênia, não exerceu plenamente a advocacia, pois tais funções são intrínsecas ao seu exercício. Por essas e outras é que sequer vale a pena contestar os que criticam os advogados criminalistas, por que, ontem ou hoje, repetem os mesmos argumentos sofistas e os despropositados e enojantes discursos dos fariseus. E os verdadeiros advogados criminalistas, por suas vezes, sabem de seu mister, bem como não devem se abalar com críticas estúpidas e nem esperar nenhuma "gratidão" de parte da população, pois só quem sente a ira do Leviatã sob os próprios ombros ou sob a própria cabeça é que vai entender qual a verdadeira e insubstituível misssão dos advogados criminalistas. E o resto é romantismo e sofisma de botequim. Esta é, data vênia, a minha opinião. Um grande abraço a todos (criminalistas ou não)!

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