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Caso Papatudo

Justiça reduz pena de prisão dos administradores do Papatudo

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Terminou nesta quarta-feira (12/7) à noite, no Rio de Janeiro, o julgamento dos controladores da loteria Papatudo. A 1ª Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região condenou os administradores da Interunion Capitalização, Arthur Falk e Pedro Góes, respectivamente, a nove e cinco anos de prisão.

Em primeira instância, eles tinham sido apenados em 14 anos e quatro meses e 10 anos e dois meses de detenção, respectivamente. No julgamento desta quarta houve uma redução porque a dupla livrou-se da acusação de apropriação indébita. Mantidas as acusações de gestão fraudulenta e emissão de títulos sem lastro.

Dois ex-funcionários da Interunion, Marcílio Teixeira Marinho Filho e Antônio Carlos Lamego de Souza Bandeira, foram absolvidos. As procuradoras Silvia Batini e Mônica Campos declaram-se satisfeitas com o resultado, mas vão estudar possíveis recursos.

O governo federal interveio na Interunion Capitalização, a empresa administradora do Papatudo, em 1996. Lançada três anos antes, a loteria teve crescimento meteórico graças aos consumidores de baixa renda, ávidos por cartelas que custavam R$ 3,00. Um ano antes de ter seu negócio encerrado pelo Ministério da Fazenda, o Papatudo faturou cerca de R$ 360 milhões.

 é jornalista.

Revista Consultor Jurídico, 12 de julho de 2006, 20h54

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