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Visita às faculdades

OAB paulista quer promover debate sobre Exame com estudantes

No próximo semestre, no início do ano letivo, a OAB-SP vai iniciar um novo projeto chamado OAB Vai à Faculdade que pretende levar aos estudantes de Direito um debate sobre ética, prerrogativas profissionais e Exame de Ordem. O projeto pretende levar advogados voluntários para discutir o assunto na maioria das 213 instituições de ensino superior.

Segundo o presidente da OAB paulista, Luiz Flávio Borges D´Urso, a OAB-SP detectou três grandes problemas no universo universitário de Direito: o primeiro foi a ausência da disciplina de ética na maioria das grades curriculares das faculdades. “O estudante tem de conhecer a importância da ética no exercício profissional. Para cumprir a lei e ser eficaz em sua missão, o advogado vai exercer seu múnus público balizado pela ética”, afirma D´Urso.

Para o presidente da OAB SP, as prerrogativas profissionais também não constam das grades curriculares e são importantíssimas. “Se o advogado não conhece seus direitos, não pode defender os direitos dos cidadãos”, explica.

Quanto ao exame de Ordem, o objetivo é debater com os estudantes de Direito sobre as deficiências das faculdades para se passar no exame, cujo índice de aprovação está reduzido a menos de 20% dos inscritos.

O projeto é integrado pelos advogados Alessandro Rostagno (presidente do projeto), Braz Martins Neto, Ivette Senise Ferreira e Mário de Oliveira Filho, como vice-presidentes.


Revista Consultor Jurídico, 9 de julho de 2006, 12h12

Comentários de leitores

38 comentários

Prezados colegas, Na última sexta-feita, dia ...

Fernando Lima (Professor Universitário)

Prezados colegas, Na última sexta-feita, dia 11 de agosto, a Rádio Justiça, de Brasília, realizou uma série de entrevistas sobre o exame de ordem. Não foi um debate, porque apenas os jornalistas fizeram as perguntas. Eu fui ouvido em primeiro lugar, criticando o Exame, e os outros quatro o defenderam, com as mesmas razões de sempre, ou seja, sem razões jurídicas, mas apenas dizendo que o Exame é necessário. Foram eles o Vice da OAB federal, Aristóteles Ateniense, o dono de Curso Preparatório, Dr. Damásio de Jesus, o deputado federal Marcelo Ortiz Filho, e o Presidente da Comissão do Exame de Ordem da OAB/Ba, Eduardo Argolo. Eu consegui gravar todas as entrevistas em mp3, de modo que os colegas podem fazer o "download" em seus computadores, para ouvi-las, no endereço: http://www.icomputer.com.br/links.htm Podem também ler a transcrição dessas entrevistas, nos endereços: http://www.profpito.com/fernandolima.html http://www.profpito.com/aristotelesateniense.html http://www.profpito.com/damasiodejesus.html http://www.profpito.com/marceloortizfilho.html http://www.profpito.com/eduardoargolo.html Um abraço do Fernando Lima

O exame de Ordem é o exemplo vivo da nefasta si...

ATANAZIO (Consultor)

O exame de Ordem é o exemplo vivo da nefasta situação que vivemos num todo no país. A triste realidade reside no quanto pior melhor. “Democracia é quando nóis manda. Quando eles manda é ditadura!” É claro que a inconstitucionalidade praticada por aqueles que deveriam proteger a Constituição é muito mais cruel, sujo e desonesto. Mas, vejam Senhores, o retrato do que é o nosso país, em texto tão bem elaborado pelo Dr. Antonio Ermírio de Moraes: ANTÔNIO ERMÍRIO DE MORAES >Pense e vote NESTES TEMPOS de eleições, o Brasil é pintado de rosa pela situação e >de preto pela oposição. Isso é próprio de qualquer campanha eleitoral. No meio do tiroteio, o povo fica perdido, recebendo informações Manipuladas, todas aparentando verdades. Nesse ambiente, há pouco espaço para análises objetivas. Por isso, antes que comece o massacre das mensagens no rádio e na televisão, alinho alguns dados objetivos que, no meu entender, Registram os principais problemas do Brasil de hoje. 1 - No período de 1996 a 2005, a economia mundial cresceu 3,8% ao ano; O Brasil cresceu 2,2%. 2 - Nesse ritmo, o mundo dobrará a renda per capita em 30 anos; o Brasil levará cem anos. 3 - Entre 1995 e 2004, os países emergentes investiram cerca de 30% do PIB em atividades produtivas; o Brasil investiu 19%. 4 - O investimento público, que estava em 4% do PIB em 1970, já irrisório!, caiu para 0,5% em 2005. 5 - Nesse período, a carga tributária quase dobrou, chegando perto de 40% do PIB. 6 - Para crescer 3,5% ao ano, os investimentos em energia elétrica, petróleo, gás, telecomunicações e transporte teriam de ser de, no mínimo, US$ 27 bilhões por ano, enquanto, na realidade, não passam de US$ 14 bilhões. 7 - Dentre os 127 países estudados pelo "Program for International Student Assessement" (Pisa), o desempenho dos alunos brasileiros está Em último lugar em matemática e penúltimo em ciências. 8 - Em pleno século 21, temos 16 milhões de analfabetos e, entre os que Sabem ler, mais de 50% não entendem o que lêem. Vários desses dados fazem parte de um artigo publicado na "Revista Indústria Brasileira" em abril de 2006, cujo título já diz tudo: "Sem Crescer, não há saída". O mínimo que se espera é que os candidatos ataquem essas questões de Frente, dizendo claramente o que farão para inverter o quadro atual. Isso faz parte da educação dos cidadãos e da construção da democracia. Há tempos, Roger Douglas, ex-ministro da Fazenda da Nova Zelândia, Contou-me que, no seu país, toda vez que um candidato diz na televisão O que vai fazer sem dizer o "como", o seu adversário, no dia seguinte, Ocupa o seu espaço na mesma televisão, para desmascarar as promessas Vazias. Desde que esse sistema foi implantado, narrou Douglas, a demagogia diminuiu bastante e o povo votou mais consciente. Os problemas estão aí. Cabe aos candidatos dizer "como" resolvê-los. Não seria uma boa idéia para praticar no Brasil? ANTÔNIO ERMÍRIO DE MORAES

Tudo o que vivemos hoje em termos de falta de v...

sousa (Economista)

Tudo o que vivemos hoje em termos de falta de valores, está diretamente ligado à falta de moral e caráter, não daqueles que estão ligados ao crime, é claro, mas, daqueles que detêm o poder, e, que os usam como verdadeiras armas contra a sociedade. É claro que os operadores do direito sabem o que é justo e direito. É claro que Ordem dos Advogados sabe que a atribuição de fiscalizar as universidades é privativa do MEC. É claro, também, que sabem que o exame de ordem é totalmente inconstitucional. Mas os interesses corporativos são aplicados acintosamente. Basta verificar que a partir do momento em que o Doutor Fernando Lima desafiou para que apresentassem algumas razões jurídicas, em defesa da constitucionalidade do exame de ordem, ninguém mais quis se fazer presente, nem mesmo o conselheiro da Ordem que faz questão de ser tratado por “DOUTOR” Dinamarco. Necessário se faz algumas reflexões da ótica de um verdadeiro jurista, escritor político brasileiro já falecido há 83 anos, em 1923, Ruy Barbosa, o Águia de Haia (em que língua vocês querem que eu fale, lembram das lições de historia?) algumas de suas citações, de uma época em que, a honra, a moral, a dignidade estavam acima de qualquer interesse corporativo ou individual. · "De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto”. · "A liberdade não é um luxo dos tempos de bonança; é, sobretudo, o maior elemento de estabilidade das instituições”. · "Saudade da justiça imparcial, exata, precisa. Que estava ao lado da direita, da esquerda, centro ou fundos. Porque o que faz a justiça é o “ser justo”. Tão simples e tão banal. Tão puro. Saudade da justiça pura, imaculada. Aquela que não olha a quem nem o rabo de ninguém. A que não olha o bolso também. Que tanto faz quem dá mais, pode mais, fala mais. Saudade da justiça capaz. (...) a injustiça, por ínfima que seja a criatura vitimada, revolta-me, transmuda-me, incendeia-me, roubando-me a tranqüilidade do coração e a estima pela vida." Lembrando Ruy Barbosa, e, convivendo com a pseudodemocracia que vivemos, não poderia deixar de lembrar Manoel Bandeira com seu velho adágio: Vou-me embora pra Pasárgada: Vou-me embora pra Pasárgada Lá sou amigo do rei Lá tenho a mulher que eu quero Na cama que escolherei Vou-me embora pra Pasárgada Vou-me embora pra Pasárgada Aqui eu não sou feliz Lá a existência é uma aventura De tal modo inconseqüente Que Joana a Louca de Espanha Rainha e falsa demente Vem a ser contraparente Da nora que nunca tive E como farei ginástica Andarei de bicicleta Montarei em burro brabo Subirei no pau-de-sebo Tomarei banhos de mar! E quando estiver cansado Deito na beira do rio Mando chamar a mãe-d’água Pra me contar as histórias Que no tempo de eu menino Rosa vinha me contar Vou-me embora pra Pasárgada Em Pasárgada tem tudo É outra civilização Tem um processo seguro De impedir a concepção Tem telefone automático Tem alcalóide à vontade Tem prostitutas bonitas Para a gente namorar E quando eu estiver mais triste Mas triste de não ter jeito Quando de noite me der Vontade de me matar — Lá sou amigo do rei — Terei a mulher que eu quero Na cama que escolherei Vou-me embora pra Pasárgada. Manuel Bandeira

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