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Decreto revisado

Senado aprova novo texto sobre profissão de jornalista

Comentários de leitores

6 comentários

SOU FAVORAVEL A REGULAMENTAÇÃO NA AREA DE JORNA...

marco (Jornalista)

SOU FAVORAVEL A REGULAMENTAÇÃO NA AREA DE JORNALISMO COM NIVEL SUPERIOR.SÓ ASSIM VALORIZA A CARREIRA.APROVAÇÃO JÁ.

Como especialista da Engenharia não vejo nenhum...

Pedro (Engenheiro)

Como especialista da Engenharia não vejo nenhuma anormalidade neste projeto aprovado pelo Senado. Entendeo que é um direito que o jornalista também deve ter, assim como tiveram nós engenheiros, advogados, médicos e tantos outros profissionais que tiveram suas profissões regulamentadas. Pelo debate que assisti na TV Senado com membros da OAB e de outras importantes entidades, o projeto em nada impede que um engenheiro, um advogado, um médico ou qualquer outro profissional se expresse em um jornal ou qualquer outro tipo de veículo de comunicação. O que se fez, foi limitar o trabalho que é privativo de jornalista. Eu não entendo o por que de tantas polêmicas, se para exercer as outras profissões há também suas limitações e exclisividades. Acho que devemos analisar melhor a lei antes de emitirmos qualquer comentário, até mesmo para não sermos injustos com os jornalistas, que apesar de alguns exageros por parte de uma pequena minoria, prestam um grande serviço ao Brasil. O que seria do mundo sem a imprensa e um Jornalismo qualificado. O Jornalismo é essencial para a democracia e para a sociedade. Att, Dr. Pedro Santana (engenheiro civil).

Na verdade, esse 'congresso que aí está' não te...

jorge.carrero (Administrador)

Na verdade, esse 'congresso que aí está' não tem mais moral pra legislar sobre qq coisa ou fato. É o congresso mais inépto e desqualificado que o Brasil já teve. Nada mais justo do que o jornalista ter a sua profissão reconheceida, mas o que se enxerga nesse projeto é de se lamentar. Mais uma vez, ficaremos inertes e aceitaremos o que está por vir. De nossa mistura de sangues herdamos a preguiça, a displicência, a covardia. "Uma andorinha só não faz verão', diz o ditado. Pura verdade!

Parabéns Dr. Bosco pelos comentários abalizados.

Dr. Raimundo Hermes Barbosa (Advogado Sócio de Escritório)

Parabéns Dr. Bosco pelos comentários abalizados.

A IMPRENSA É A MAIOR DITADURA DE QUE SE TEM NOT...

A.G. Moreira (Consultor)

A IMPRENSA É A MAIOR DITADURA DE QUE SE TEM NOTÍCIA ! ! ! A IMPRENSA É INTOCÁVEL ! ! ! A IMPRENSA ESTÁ ACIMA DA LEI ! ! ! A IMPRENSA INVADE A PRIVACIDADE E ANIQUILA QUALQUER CIDADÃO ! ! ! À IMPRENSA TUDO É PERMITIDO , COM A DESCULPA DA "LIBERDADE DE IMPRENSA" !!! O CIDADÃO TAMBÉM É LIVRE , MAS É OBRIGADO A CUMPRIR NORMAS E LEIS . QUANDO NÃO AS CUMPRE, É PUNIDO !!! MAS O JORNALISTA NÃO É UM CIDADÃO - É UM SENHOR CIDADÃO ! ! !

O projeto é simplesmente ridículo. De acordo co...

João Bosco Ferrara (Outros)

O projeto é simplesmente ridículo. De acordo com ele ninguém jamais poderá redigir um panfleto para divulgar idéias, pois a redação de texto para divulgação tornar-se-á privativa do jornalista (art. 1º, incs. II e III). Erige o jornalista à categoria de professor da língua portuguesa, já que a correção do texto para divulgação também passa a ser prerrogativa exclusiva do jornalista (art. 1º, inc. II). Nenhuma outra pessoa, de qualquer profissão jamais poderá tecer comentário sobre qualquer matéria, a despeito de sua autoridade nela (art. 1º, n. III), se não for jornalista. Quer dizer: para comentar uma questão política, o cientista político, formado em Ciências Políticas, não poderá fazê-lo; um caso envolvendo engenharia civil, o engenheiro não poderá ser chamado a tecer comentários; uma questão jurídica, o advogado não poderá comentá-la; uma questão médica, o comentário do médico especialista será preterido em prol do jornalista etc. O que dizer então do inquérito, só o jornalista poderá fazê-lo. Será que apenas os versados em jornalismo têm discernimento para formular perguntas? Será que a curiosidade do jornalista é mais acentuada do que a das pessoas qualificadas em outras profissões? De acordo com o projeto nenhum jornal poderá jamais publicar um artigo da lavra de um sociólogo, ou de um antropólogo, ou de um cientista político, ou de um jurista de estofo. Os fotógrafos profissionais, que não ostentarem um diploma de jornalista não poderão mais ter suas fotografias publicadas em jornais e revistas. Mas o que fotografia tem a ver com jornalismo? Fotografia é arte, uma arte de que se servem os veículos de comunicação para documentar e complementar a notícia que divulgam, nada mais. A coleta de notícias também não pode ser prerrogativa do jornalista. Quando muito, não sem boa dose de esforço, poder-se-ia considerar que a seleção de notícias exige alguma técnica, mas já não sei se de jornalismo ou de marketing, pois a escolha tem por fim atrair a atenção alheia, instruir da melhor forma a matéria noticiada, e, obviamente, vender a matéria noticiada. Se a elaboração de texto informativo para transmissão através de teletexto, videotexto ou qualquer outro meio se tornar exclusiva de jornalista, todo o material didático-informativo de cursos a distância, as aulas remotas, enfim tudo só poderá ser realizado por jornalistas. Numa palavra, os jornalistas tornar-se-ão a solução para todos os males do País, já que todo o processo comunicativo passará às suas mãos, tornando-se prerrogativa exclusiva deles. Simplesmente ABSURDO!!!!!!!!!!!!!!!! E o que dizer do assessoramento técnico na área de jornalismo? Para ser assessor de imprensa uma pessoa não necessita de nenhum outro predicado senão ser bem relacionado com os veículos de comunicação e, quiçá, como jornalistas, pois o trabalho do assessor de imprensa é inserir o assessorado na mídia, só isso. Jornalismo é um amálgama de outros ofícios técnicos, mas que não chegam às raias da ciência, por isso nem deveria ser objeto de curso superior. Comunicação, Marketing, Letras entre outras, constituem formações superiores desejáveis em jornalistas, mas não imprescindíveis. Tanto é assim que o projeto recorre a uma enumeração das atividades do jornalista, inclusive exigindo que somente ele, o jornalista, possa ser professor de jornalismo. Isso confronta com as diretrizes do MEC, que exige professores com titulação pós-superior, e o jornalista não necessariamente será um Mestre ou um Doutor. Além disso, se só o jornalista pode ser professor de jornalismo, todas as cátedras de uma faculdade de jornalismo deverão ser ministradas por jornalista. Enfim, o jornalista exsurge como um profissional superqualificado, o mais qualificado de todos, polivalente, conhecedor de todas as áreas. Mas, será que o jornalismo resiste a uma análise epistemológica? Sim, porque se for ciência passará nesse exame, se não for, será reprovado e não sendo ciência, não se justifica seja objeto de curso superior nem de regulamentação específica. Tal é a dificuldade em se estremar os lindes do jornalismo sem invadir a seara de diversas outras disciplinas, estas sim, verdadeiras ciências, cujos resultados práticos são postos à disposição para serem utilizados pelos jornalistas, que não há como enquadrar o jornalismo no rol das ciências humanas. Jornalismo é atividade prática, eminentemente técnica, não tem nada de científico, antes, empresta o resultado do conhecimento desenvolvido em outras disciplinas.

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