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Realidade no palco

Peça teatral no Rio de Janeiro retrata morosidade da Justiça

Por Ronaldo Herdy

A existência de diversos recursos legais que, se utilizados plenamente, protelam por quase uma década o julgamento de um réu virou tema de peça teatral no Rio de Janeiro. O autor do enredo é o empresário Alberto Queyroi. Para produzir o texto, ele se inspirou numa reportagem publicada pela revista Veja, intitulada “Temporada de caça aos ratos”.

Corrúpcia ficará em cartaz de 11 de julho a 23 de agosto no Teatro Clara Nunes, no Shopping da Gávea, um dos mais balados centro de artes e de lojas de decoração do Rio. O espetáculo tem direção de Cláudio Handrey, o mesmo que comandou as encenações das peças Surto e Como o diabo gosta.

O espetáculo procura divertir e provocar uma reflexão sobre a Justiça brasileira. Na história, o Rei Salafrárius IV, um político desonesto e inescrupuloso que governa o Principado de Corrúpcia, “um pequeno país situado no coração do Mercosul”, usa todo seu poder para evitar a todo custo a condenação de seu filho, o primogênito Príncipe Junior, acusado de comandar um esquema de corrupção à frente do Ministério da Cultura. As falcatruas contam muitas vezes com a participação da Princesa Ilícita, sua irmã.

Salafrárius IV é auxiliado em suas ações, quase sempre inescrupulosas, pelo Bobo da Corte e por Dúbius, advogado oficial da Coroa. No elenco, estão os atores Luka Ribeiro, no ar na novela Floribella, da Rede Bandeirantes, Aldo Perrotta, Bárbara Martins, Fábio Nascimento e Ana Karine.

Revista Consultor Jurídico, 3 de julho de 2006, 3h23

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