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De volta à cadeia

A pedido do MP-SP, Justiça decreta prisão dos irmãos Cravinhos

Comentários de leitores

10 comentários

Será que será sempre assim? A corda só arrebent...

Joao Daniel dos Santos (Comerciante)

Será que será sempre assim? A corda só arrebenta do lado mais fraco: Enquanto Suzanne (que é rica) aguarda julgamento curtindo férias no litoral de São Paulo,os irmãos Cravinhos (que são pobres) voltam à prisão. Não estou defendendo os mesmos, mas o certo é que TODOS deveriam estar presos, tanto os irmãos quanto Suzanne.

Realmente o relato com frieza dos detalhes do c...

Alcides Vergara (Advogado Autônomo - Civil)

Realmente o relato com frieza dos detalhes do crime me parece um ótimo argumento para a promotoria, principalmente no que tange a satisfação da opinião pública. Será que esse fato vai manter a acusação na mídia? Não será também uma maneira de demonstrar que a justiça funciona,de dar uma satisfação àqueles que só se satisfazem com a degola pública? Em um país tão bem organizado, onde "não existem excessos" com certeza não é este o caso. Deve ter sido mera coincidência. Por quais páginas vamos começar a rasgar a Carta Magna? Neste caso o bom seria onde consta o art.5, incisos IV, VI, LVII, LXV. E vamos seguindo neste sistema justo e imparcial, com certeza estamos no caminho certo. Espero conseguir me formar antes que nossos juizes, promotores e congressistas resolvam que não serão mais necessários julgamentos e respeito a legislação vigente (vigente mesmo?).

Homicídio é homicídio. Os detalhes de hedionde...

Ottoni (Advogado Sócio de Escritório)

Homicídio é homicídio. Os detalhes de hediondez, crueldade e outros não essenciais ao objetivo de tirar a vida, são matéria cuja apreciação é privativa do juiz leigo, o jurado, que irá aferir as razões morais de tais detalhes. Já se reconheceu em julgamentos feitos pelo tribunal do Júri que a quantidade de facadas desnecessárias, desferidas num corpo já sem vida, é sinal de privação dos sentidos, pois, a criminoso perde tempo precioso para iniciar a fuga, desferindo golpes inúteis num cadáver. Há, como esse, inúmeros fatores que podem modificar a idéia inicial da ação humana que se chama crime, mormente nos crimes de sangue. Os adjetivos que a imprensa utiliza, em matéria de crime de morte, para vender jornal aos ignorantes, geralmente não encontram eco por ocasião do julgamento pelos jurados, representantes da sociedade e pares do acusado. Isso provoca um choque na opinião pública ignorante que, esperando um veredicto final extremo, vê uma absolvição, ou mesmo uma pena mínima. Os “julgadores amadores” que opinaram neste fórum não estão habilitados a formar juízo de valor sobre o ocorrido e os não amadores, sem o conhecimento do processo e invadindo competência privativa dos jurados, também deveriam controlar suas emoções, mormente quando sabem que não há pena de prisão perpétua no Brasil. Os irmãos foram presos em razão de uma infeliz entrevista não compreendida pela soberba dos donos da verdade. Vamos esperar a reação do júri diante da alegação vazada de que a ré sofria abusos sexuais por parte de seu pai. É o melhor que se pode fazer para evitar desapontamentos e desilusões com respeito à administração da Justiça. Data vênia, é claro.

A justificativa para o pedido de prisão dos men...

Andrade Filho (Advogado Autônomo)

A justificativa para o pedido de prisão dos meninos tem um paralelo com o clamor publico, ou coisa que o valha, cujas motivações têm interpretação extensiva, com julgamento em instância superior que garantiu a liberdade provisória, perdida por conta de prisão preventiva, decretada em primeira instância. Razão, tenha ou não os meninos, a serpente aqui fez seu efeito venenoso, e com outro anti-virus, eles caíram numa armadilha - fascínio da comunicação - que os profissionais de imprensa sabem farejar, fazendo-o com muita competência, traduzindo-se, na consciência coletiva, como quarto poder. Essa estória de poder de imprensa parece com a história da raposa que foi incendiada e direcionada para o meio do milharal, em época de palha seca, ou colheita, incendiando o sustento do inimigo, matando-os de fome. As vítimas contam suas histórias para alguns repórteres, não sabendo das consequências servidoras de provas para o incendiário, o que não pode ser assim, caso contrário como prevalecer o direito de manifestação dignificada pelo inciso IV, da CF. Apesar desta aparente autorização de manifestação da expressão verbal, sem saber como tirar proveito da comunicação, mas servindo de prova para o chamariz do notório clamor público, ou paralelo que o valha, a verdade é que os exemplos negativos de vida são iníquos, e a conseqüência é uma coletividade reproduzindo o que achar como digna uma iniqüidade iniciada em Caim, reproduzindo-se em seus descendentes, por eras afora. Como este preferiu fugir do arrependimento, fugindo da presença digna do próprio Deus – Gen 4:14,16 - como toda uma casta costuma dizer, que “não se arrepende do que faz”. Diante de tal empirismo, presume-se que tem muita gente utilizando esta frase como princípio, sem saber a verdadeira origem, atraindo multiplicidades de maldições sociais, forçando a rigidez da lei, cada vez maior, claro que nunca de forma eficaz, mas equilibra em parte, motivo pelo qual é de se perceber que os verdadeiros homens de boa vontade – portadores do cajado da justiça, ainda que perfectível - detém os melhores princípios, os quais estão depositados na eternidade, empiricamente, ipsis literis, é o que se constata na motivação de Lameque quando se orgulha, na presença de suas duas mulheres, de ter matado um homem porque lhe feriu e um rapaz porque lhe pisou – Gen 4:23 – Sem domínio próprio quando Deus julgava, sem domínio próprio quando o Estado assume; mas o controle estatal justifica melhor a justiça entre os homens, afinal a própria palavra dá o melhor comando: “O homem foi feito para dominar até sôbre seus próprios sentimentos”, seus prazeres pessoais; isto é domínio próprio, e quando isto não acontece, apesar da utilidade que oferece, termina sendo manipulado pelo espírito dos interesses pessoais, traduzido pela vantagem, esperteza, empiricamente concentrados no conceito iniqüidade, iniciado com a semente da serpente, resultando no efeito dragão, socialmente é um princípio para comparação e avaliação de como escolher valores para o cuidado de nossos filhos, nossos pares próximos ou distantes. A piedade não seria uma medida inicial, como valor inverso da iniqüidade para se evitar o efeito dragão? É uma proposta a ser viabilizada - anjoandradefilho@hotmail.com

Os nobres operadores do Direito acima assinados...

Adriano P. Melo (Advogado Autônomo - Trabalhista)

Os nobres operadores do Direito acima assinados só se esqueceram de justificar o motivo que 3 criminosos permanecem por tanto tempo sem julgamento (motivo pelo qual conseguiram o Habeas Corpus). Da maneira como os senhores estão pregando eles são culpados sem a necessidade de um júri popular. Se assim devemos acreditar temos que rasgar nossa constituição e esquecermos que não existem culpados até que sejam estes julgados e, legalmente, condenados. A "celeridade" da justiça se justifica principalmente pelo caráter circense que dão a algumas decisões arbitrárias e sensacionalistas. Será que o caso Maluf causou tanta revolta ao nobres signatários quando o mesmo foi libertado?

Tirando-se, obviamente, a hediondez do crime, e...

Comentarista (Outros)

Tirando-se, obviamente, a hediondez do crime, esse é - talvez - o primeiro caso pátrio em que se determinou a prisão de alguém por causa de uma simples entrevista no rádio. Do ponto de vista da liberdade de expressão (já que dar entrevista não é considerado crime no país), é um retrocesso inominável...

Até que enfim, acordaram!!! Como diz o ilustre ...

Jose Antonio Dias (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Até que enfim, acordaram!!! Como diz o ilustre magistrado Dr. Edgard Cruz Coelho, voltaram para onde nunca deveriam ter saído. E a filha...Deveria retornar para a prisão, também, de onde nunca deveria ter saído...Vamos ver se o MP acorda neste caso, e requer a sua volta para a prisão, pois sem a sua ajuda, talvez, este hediondo crime não fosse perpetrado. É a principal culpada!

Voltaram para onde nunca deveriam ter saido e o...

Edgard Cruz Coelho (Juiz Estadual de 2ª. Instância)

Voltaram para onde nunca deveriam ter saido e onde deveriam permanecer para sempre, em face da perversidade e frieza com que abateram o casal de vítimas. Parabens Dr.Tardelli ("vigilantibus non dormientibus").

A justificativa do clamor publico ainda é arma ...

Andrade Filho (Advogado Autônomo)

A justificativa do clamor publico ainda é arma indiscriminada, ainda mais quando se trata de órgão da imprensa, que dá palha a quem tem fogo. Essa estória de poder de imprensa parece com a história da raposa que foi incendiada e direcionada para o meio do milharal. As vítimas contam suas histórias para alguns repórteres, não sabendo as consequencias servidoras de provas para o incendiário. Sem saber como tirar proveito da comunicaçao, mas servindo de prova para o chamariz do notório clamor público, a verdadeira maionete se disponibiliza e entra em cena, aproveitando o glamour de um poder que este boneco não tem necessidade. Este é o fascinio inescrupuloso. O homem foi feito para dominar até sôbre seus próprios sentimentos, prazer pessoal, e quando isto não aconotece, pela utilidade que oferece, termina sendo manipulado. anjofilho@ig.com.br

Por essas e outras é que fica a ca...

hammer eduardo (Consultor)

Por essas e outras é que fica a cada dia mais dificil querer que o Povão pagador de impostos acredite em alguma coisa parecida com Justiça?. Esses "irmãos cravinhos" ja tinham sido soltos em Novembro graças aos advogados espertos de plantão que conseguiram o mesmo beneficio absurdo daquela ferinha de cabelo oxigenado. Agora passados dois meses , chega-se a conclusão que não é nada disso e que os meliantes tem é que ficar em cana mesmo, so pode ser brincadeira! Absurdo maior é a caracterização de que podendo pagar bons advogados , ninguem fica na grade muito tempo , no maximo se aborrece um pouco e gasta algumas moedas. Podem esbravejar naquela nauseabunda posição corporativa mas essa é a VERDADE! O crime em que o casal foi barbaramente assassinado no quarto de dormir pela propria filha e essas duas feras de aluguel , ja fala por si só. Em qualquer Piais com "P" maiusculo e um minimo de noções de civilidade , ou iriam para a camara de gás ou então apodrecer na cadeia , aqui não , joga-se o processo na ciranda das chicanas e o tempo passa , o tempo voa , só a Poupança Bamerindus é que não continua numa boa porque o banco acabou. É simplesmente nojento e uma verdadeira desmoralização da nossa justiça? aos olhos de quem tudo assiste e nada pode fazer a não ser financiar este verdadeiro CIRCO do absurdo atraves de seus suados impostos. O resto é conversa para adormecer a boiada. Ah Brasil.........

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