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Parto da cegonha

Quadrilha que exportava brasileiros para os EUA é indiciada

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Doze dias após as prisões dos principais integrantes de uma quadrilha especializada em levar pessoas para os Estados Unidos, principalmente crianças e jovens, o Ministério Público Federal oferece denúncia contra 20 participantes do bando.

Os detidos em diversos Estados foram pegos pela Polícia Federal na chamada Operação Cegonha, na quinta-feira (9/2). O processo elaborado pela procuradora Izabella Brant será julgado pela 5ª Vara Federal, no Rio.

Para levar pessoas irregularmente para os EUA, o grupo produzia documentos falsos, simulando relação de parentesco entre os menores e as pessoas encarregadas de levá-las ao exterior. O passo seguinte era a obtenção de visto nos consulados americanos. Os adultos embarcavam apresentando-se como babás ou empregados da falsa família do menor.

Quatro dos denunciados tiveram sua prisão preventiva decretada: Fátima Eliane Taumaturgo de Mesquita (chefe da quadrilha), Maria Júlia Silva de Oliveira, o PM Billy Grahan Pimenta de Mendonça e Raimundo da Silva Parente, servidor público em Goianorte, Tocantins, onde trabalhava num cartório. De lá saíram inúmeros documentos de registro civil destinados a encobrir o crime. Os demais indiciados responderão aos processos em liberdade.

Segundo o MPF, no período de cinco anos, a quadrilha realizou 52 embarques ilegais de crianças e adolescentes para os Estados Unidos.

A procuradora Brant admite que alguns menores possam ter sido entregues efetivamente a parentes ou aos próprios pais quando pisaram em solo americano. “Mas as investigações deixaram claro que não havia controle efetivo sobre a maior parte das pessoas embarcadas”.

Para o golpe funcionar a contento, a quadrilha buscava atrair pessoas humildes, que sonhavam em viver naquele país, ou crianças cujos pais vivem irregularmente em solo americano. Cada menor rendia à quadrilha de US$ 13 mil a US$ 15 mil.

 é jornalista.

Revista Consultor Jurídico, 21 de fevereiro de 2006, 16h50

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