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Ordem do juiz

Juiz manda soltar mãe que matou rapaz por abusar de seu filho

O juiz da 2ª Vara Criminal de São Carlos, na região de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, João Batista Gaiado Júnior, concedeu liberdade provisória à dona de casa Maria do Carmo Ghislotti. Ela matou um adolescente de 15 anos, acusado de violentar seu filho de 3 , no dia 7 de fevereiro, no distrito de Santa Eudóxia. O crime ocorreu na Delegacia de Defesa da Mulher, em São Carlos.

Maria do Carmo foi libertada após o interrogatório e o marido a levou para a casa de parentes, pois existe um clima de comoção social no distrito. A informação é do jornal O Estado de S. Paulo, repórter Brás Henrique.

Na segunda-feira (13/2), o promotor Marcelo Mizuno havia oferecido denúncia contra a dona de casa por homicídio qualificado. Após conceder a liberdade provisória, o juiz recomendou que Maria do Carmo não se exponha à mídia e a defesa tentará mantê-la incomunicável. A promotoria poderá recorrer ao Tribunal de Justiça na próxima semana.

No interrogatório, Maria do Carmo repetiu a versão dada no dia em que foi presa. Após seu marido ter surpreendido o adolescente violentando seu filho, todos foram à delegacia. Lá, provocada pelo rapaz, ficou nervosa e o esfaqueou no pescoço. O adolescente morreu em seguida e Maria do Carmo foi detida em flagrante e levada para a cadeia feminina de Ribeirão Bonito.

Revista Consultor Jurídico, 18 de fevereiro de 2006, 7h42

Comentários de leitores

29 comentários

Parabéns ao Meritíssimo Juiz Dr. João Batista G...

Irene (Serventuário)

Parabéns ao Meritíssimo Juiz Dr. João Batista Gaiado. Estou satisfeita com a decisão, realmente somente quem é mãe pode entender, não admitimos nunca que alguém faça mal ao nosso filhos. Se o individuo continuasse vivo, com certeza iria repetir com outras crianças inocente. eu faria o mesmo que ela. Não devemos fazer justiça com a própria mão, mas infelizmente eu não queria estar na pele desta mãe...ela merece perdão pelo ato praticado ela defendeu seu filho indefeso.

Parabéns ao Meritíssimo Juiz Dr. João Batista G...

Irene (Serventuário)

Parabéns ao Meritíssimo Juiz Dr. João Batista Gaiado. Estou satisfeita com a decisão, realmente somente quem é mãe pode entender, não admitimos nunca que alguém faça mal ao nosso filhos. Se o indeividuo continuasse vivo, com certeza iria repetir com outras crianças inocente. eu faria o mesmo que ela. Não devemos fazer justiça com a própria mão, mas infelizmente eu não queria estar na pele desta mãe...ela merece perdão pelo ato praticado ela defendeu seu filho indefeso.

A discussão nesses casos sempre é acalorada, te...

Rodrigo  (Advogado Autônomo)

A discussão nesses casos sempre é acalorada, tenho convicção que a questão não pode ser tratada emocionalmente. Eu como ser humano e pai, também mataria o adolescente, talvez com mais crueldade, porém, como técnico em direito, não posso admitir que as pessoas façam justiça com as próprias mãos. A mãe praticou um assassinato e deve responder por seus atos, se havia excludente de ilicitude, atenuantes ou não, ela vai ter o devido processo legal para se defender (que foi negado ao violentador adolescente), ou seja, se todos nós formos fazer justiças com as próprias mãos, quando estivermos envolvidos diretamente nos crimes,seja como vítima ou como parente da vítima, não há necessidade do poder judiciário nem das leis. As Leis devem ser cumpridas e respeitadas, mesmo quando tivermos parentes (filhos, pais, irmãos etc.) envolvidos. Acredito que em tais casos a sociedade, deveria se mobilizar para exigir que a lei seja aplicada nos seus exatos termos e, não para pedir penas de morte (comprovado está que, não reduz a criminalidade), que apenas sacia o desejo de vingança das pessoas. Os nossos Códigos tem penas severíssimas em tais casos, o problema é a efetiva aplicação. Até mesmo o ECA que prevê internações de até 03 anos (excluir a liberdade durante três anos de um jovem)não é pouca coisa. PS: Todas as pessoas têm o direito de defesa, até o mais sanguinários dos marginais, portanto, os advogados que defendem essa turba, não são "advogadozinhos", e sim profissionais trabalhando dignamente.Não defendo criminosos,por não ser criminalista, mas defendo piamente o direito de defesa dessas pessoas (párias ou não).

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