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Acusada de homicídio

MP denuncia estagiária acusada de mandar matar colega por vaga

A ex-estagiária Carolina de Paula Farias de Souza, de 23 anos, foi denunciada pelo Ministério Público de São Paulo sob a acusação de mandar matar uma funcionária da empresa que trabalhava para ficar com sua vaga. Ela vai responder também por duas tentativas de homicídio — contra a mulher de um alto funcionário com quem teve um caso e outra empregadada mesma empresa, Renata Borelli, de 24 anos.

De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, repórter José Rodrigues, quando Carolina era estudante de administração de empresa, fez estágio na Petrocoque e iniciou o romance. Concluído o estágio, passou a procurar uma forma de continuar como amante e conseguir ser efetivada na empresa.

Sua primeira ação criminosa foi a tentativa de seqüestro da mulher do funcionário, que foi abordada perto de casa e recebeu ordem de entrar no carro. A mulher gritou e conseguiu fugir. Segundo o promotor Octávio Borba de Vasconcelos, da Vara do Júri de Santos, o objetivo era a morte da vítima, razão pela qual a ex-estagiária foi denunciada por tentativa de homicídio nesse caso.

Com a falha dessa tentativa, Carolina planejou a morte de Renata Borelli, que mora em São Bernardo do Campo, com a intenção de ficar com sua vaga na Petrocoque. Renata foi seguida na volta para a casa. Seu carro foi interceptado no km 34 da Via Anchieta por um Celta verde, dirigido pela ex-estagiária. De seu veículo, um dos ocupantes fez quatro disparos, sendo que um atingiu o ombro de Renata e os demais a lataria do carro. Não houve ligação entre os dois crimes e Carolina não desistiu.

Planejou, então, a morte de Mônica Tamer Cruz de Almeida, que acabara de voltar de licença maternidade. Mônica havia saído de casa, na Ponta da Praia para tomar o ônibus que a levaria até Cubatão, quando viu um carro se aproximando. Gritou e correu, mas foi atingida por vários tiros e morreu no local.

Carolina dirigiu o carro nos três crimes. Além dela, quatro foram denunciados: Aislan Dioniso Nascimento, de 25 anos, Rodolfo Queirós dos Santos, 25, Ewerton Moura de Andrade, 19, e Edson Siqueira dos Santos, 24. Aislan continua foragido. Os demais estão presos.

Revista Consultor Jurídico, 18 de fevereiro de 2006, 7h49

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