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Reação à notícia

Promotores respondem à reportagem da Veja sobre Blat

A APMP — Associação Paulista do Ministério Público divulgou, nesta terça-feira (14/2), nota à imprensa em resposta à reportagem publicada pela revista Veja. Na nota, a associação afirma que “vê com preocupação a afirmação de que o MP-SP trata com desigualdade os investigados”.

A reportagem veiculada pela Veja conta a trajetória do promotor José Carlos Blat, que integrou o grupo de elite Gaeco — Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado. A revista afirma que o procurador-geral de Justiça, Rodrigo Pinho, em vez de promover quebras de sigilo para “esclarecer por completo as suspeitas” contra Blat, “recomendou o arquivamento de tudo”.

Leia a íntegra da nota

Nota à imprensa

A APMP — Associação Paulista do Ministério Público vê com preocupação a afirmação de que o Ministério Público de São Paulo trata com desigualdade investigados, contida em reportagem veiculada pela Revista VEJA sob o título de "O intocável sob suspeita".

A matéria, usando um caso isolado, de responsabilidade exclusiva do Procurador-Geral de Justiça, põe em xeque a credibilidade e o afinco de mais de 1500 promotores e procuradores de Justiça que, em sua esmagadora maioria, atuam com imparcialidade, isenção, correção e transparência. Não se questiona o legítimo direito da imprensa em fiscalizar a atuação dos agentes públicos.

Entretanto, eventuais deslizes de seu Chefe não podem se prestar à generalização sobre o perfil do Ministério Público de São Paulo. Fatos como esse maculam a imagem de toda uma Instituição, que vem defendendo com denodo e determinação o Estado Democrático de Direito e a sociedade.

Fica reafirmado o compromisso inabalável do Ministério Público de São Paulo com a verdade e com a Justiça.

Revista Consultor Jurídico, 15 de fevereiro de 2006, 7h00

Comentários de leitores

13 comentários

Realmente há bons e maus profissionais em qualq...

Alan (Procurador Autárquico)

Realmente há bons e maus profissionais em qualquer atividade e carreiras públicas, inclusive no MP e Magistratura, de modo que alguns privilégios não podem ser aceitos ao argumento de independência funcional ou algo semelhante. Ao se permitir que supeitos de crimes sejam investigados pelos próprios colegas de instituição e não por um outro órgão imparcial, no meu entender, já está a se preparar a massa da pizza. Tal escrecência, por mais que se argumente ser pequena e restrita a alguns casos isolados, prescisa ser imediatamente revista. O câncer também começa pequeno e imperceptível e de repente pouco pode se fazer para evitar a morte.

E ainda há quem tenha coragem de erigir o Minis...

BARROS (Delegado de Polícia Estadual)

E ainda há quem tenha coragem de erigir o Ministério Público, como o "salvador da pátria". Pois é, defeitos, todas as instituições tem, umas com defeitos mais graves, outras com defeitos menos graves. Já é passada a hora de se extirpar do nosso pais, legislações protecionistas, como as do M.P. que impede, por exemplo, que seus membros sejam investigados pela Polícia, como todo mortal, que seus membros sejam demitidos, observadas as formalidades legais, também como qualquer outro funcionário público pode ser. A quem interessa esconder a verdade . . . No episódio em destaque, o próprio Conselho Nacional do M.P. deveria investigar, a Assembléia Legislativa também, o Judiciário, idem e a Polícia, se pudesse, já deveria ter aberto inquérito policial, tudo no afã de se apurar se tais indícios levam a alguém ou a alguma coisa.

Acato, "in totum", a manifestação da Associação...

Luís da Velosa (Advogado Autônomo)

Acato, "in totum", a manifestação da Associação Paulista do Ministério Público. A sociedade há de separar o joio do trigo. O Ministério Público presta relevantíssimos serviços à democracia, à justiça, ao país. Devemos venerar o "parquet". A ingratidão é o pior vício do caráter humano, portanto, inaceitável.

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