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Não à greve

Policiais federais e delegados decidem não fazer greve

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As federações de agentes e delegados da Polícia Federal decidiram não fazer uma nova greve na corporação. A paralisação como forma de protesto estava prevista para esta terça ou quarta-feira (8/2).

O movimento seria um desdobramento daquele ocorrido em novembro do ano passado, quando delegados e servidores da Polícia Federal cruzaram os braços em três estados, em protesto contra condições de trabalho inadequadas e pelo abandono do canal de negociação salarial com o governo. Na ocasião, a paralisação contou com servidores e delegados de São Paulo, Rio Grande do Sul e Espírito Santo. A paralisação recebeu nome de Movimento pela Valorização da Polícia Federal.

Armando Rodrigues Coelho Neto, presidente da Federação Nacional dos Delegados da PF, diz que o movimento vindicaria o reajuste de 30% nos salários, uma proposta, segundo ele, oriunda de plano apresentado pelo diretor da Polícia Federal, delegado Paulo Lacerda.

“Mas no final de março entra em vigor a Lei de Responsabilidade Fiscal, que proibirá esse aumento. Não vamos fazer mais greve: vamos, sim, na época das eleições, mostrar ao povo brasileiro como o policial federal paga do próprio bolso para fazer essas operações da PF que todos os dias aparecem na mídia”, afirmou Coelho Neto.

Francisco Carlos Garisto, presidente da Fenapef — Federação Nacional dos Policiais Federais, expediu comunicado contra quaisquer movimentos rumo à greve.

Leia o comunicado

Os sindicatos que haviam aprovado a greve para esta terça-feira, 7, em suas Assembléias Regionais decidiram suspender o movimento paredista acatando a sugestão da Fenapef. Rio Grande do Sul, Goiás, Maranhão, Pernambuco, Pará, Distrito Federal, Sergipe, Espírito Santo e Alagoas decidiram pela suspensão do movimento no dia de hoje.

Alguns presidentes que entraram em contato com a presidência da Federação informaram que a categoria, com o compromisso do Ministro da Justiça de que o reajuste da PF sairá efetivamente, resolveram atender as ponderações da Fenapef e deixar a paralisação para uma data ainda a ser analisada e definida, de acordo com os próximos acontecimentos.

Os estados do Espírito Santo, Sergipe decidiram, através de suas assembléias, pela suspensão do movimento e já comunicaram oficialmente à Fenapef. Já o Distrito Federal realizou assembléia no final da tarde desta segunda-feira e divulgou, através de seu site, o cancelamento da paralisação. O estado de Alagoas, aprovou em Assembléia o cancelamento da mobilização e deve, segundo um de seus diretores, comunicar a Fenapef oficialmente ainda hoje.

Alguns estados já haviam feito Assembléias Regionais onde decidiram acatar as sugestões da Federação Nacional dos Policiais Federais de não realizar greve ou paralisação nesse momento e somente o farão após a deliberação coletiva do Conselho de Representantes da Fenapef.

 é repórter especial da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 8 de fevereiro de 2006, 11h32

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