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Corrida eleitoral

Ministro Nelson Jobim discute sucessão presidencial com Lula

Em conversa a portas fechadas com o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Nelson Jobim, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou claro que quer o PMDB como vice de sua chapa à reeleição. Jobim, que deve sair do STF em março, é cotado para a vaga, embora o comando do PMDB insista na candidatura própria.

Jobim não se furtou a conversar com Lula, apesar de ser criticado por ter dado a liminar que impediu a CPI dos Bingos de ter acesso a dados sigilosos do presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, que é amigo do presidente. A informação é do jornal O Estado de S. Paulo, das repórteres Vera Rosa e Mariângela Gallucci.

Segundo o jornal, o presidente do Supremo ainda não é filiado ao PMDB, mas pretende assinar a ficha em março se perceber que há condições favoráveis para que o partido apóie Lula. O problema para o governo é que o PMDB já marcou até prévia para a escolha do candidato à sucessão de Lula, em 19 de março.

Estão inscritos para a disputa interna o governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto, e o ex-secretário de Governo do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho. Lula disse a Jobim, no Palácio do Planalto, que não tem pressa, porque não anunciará a candidatura antes de junho. O presidente deu sinais de que, para ele, o que é importa é o PMDB em sua chapa, embora tenha dito que respeitará qualquer decisão do partido.

Por causa do encontro com Lula, Jobim faltou a um compromisso no Tribunal Superior do Trabalho. Oficialmente, os dois conversaram apenas sobre critérios para a escolha de um novo ministro para o STF. A 11ª cadeira da Corte está desocupada desde 19 de janeiro, quando Carlos Velloso teve de se aposentar compulsoriamente porque completou 70 anos.

Revista Consultor Jurídico, 3 de fevereiro de 2006, 15h12

Comentários de leitores

2 comentários

Como diz BORIS CASOY "É UMA VERGONHA!"

Cabral (Advogado Autônomo - Tributária)

Como diz BORIS CASOY "É UMA VERGONHA!"

A desculpa é tão grave quanto a notícia. O STF...

Ottoni (Advogado Sócio de Escritório)

A desculpa é tão grave quanto a notícia. O STF não participa da escolha de seus ministros, atribuição do Executivo e do Senado. Parece que a compostura perdeu, definitivamente, seu lugar na administração pública. Estamos num baixo astral político onde o inferno é o limite.

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