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Efeitos colaterais

Laudo mostra que acusado de atropelamento é semi-imputável

O estudante Leonardo Falleiros Dias, acusado de atropelamento, é semi-imputável. A informação está no laudo da Junta Médica Oficial do Poder Judiciário encaminhado ao juiz Jesseir Coelho de Alcântara, da 1ª Vara Criminal de Goiânia.

Dias responde Ação Penal por ter matado Kennedy Alves Lima em 28 de julho de 2005. De acordo com os autos, sob efeito de crack, ele atropelou a vítima logo após uma discussão entre os dois. Dias passou o carro que conduzia de três a quatro vezes sobre Kennedy, segundo o processo.

De acordo com o laudo, assinado pelos psiquiatras Celso Costa Ferreira e Roberto William Borges, o réu era dependente de drogas e, embora entendesse plenamente o caráter ilícito de seu ato, tinha comprometida a capacidade de determinação, pois, seu comportamento estava alterado pelo uso de entorpecente. Os psiquiatras observam, ainda, que Leonardo não possui doença mental, perturbação mental ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado mas, como está em depressão, necessitaria, caso encarcerado, de acompanhamento psquiátrico e psicológico.

De acordo com o Ministério Público, o fato ocorreu na Rua 3, em frente ao Edifício Comodoro, Centro. Momentos antes, Leonardo havia usado crack e saiu de casa dirigindo o veículo Gol, de sua mãe. Trafegando pela Rua 24, ele quase atropelou Kennedy que, alcoolizado, ficou irritado com o incidente e deu tapas no capô do Gol, xingando o réu . Ainda de acordo com o MP, ao ouvir isso Dias, com o intuito de atropelar a vítima, deu ré, atingindo a perna de Kennedy e saindo do local em seguida.

Depois de socorrido por algumas pessoas que estavam no local e que se certificaram de que Kennedy não estava muito machucado, ele seguiu a pé. Ao perceber que a vítima havia seguido naquela direção, o réu, seguiu Kennedy, abordando-o e dando início a nova discussão. Ao final do bate-boca, Dias, ainda segundo a promotoria, deu a volta no quarteirão e atropelou a vítima.

Ele ainda deu seguidas marchas ré, passando por cima da vítima por três ou quatro vezes. Em seguida, fugiu do local. Ao ser interrogado em juízo,o réu disse que não se lembrava de nada, mas assumiu ter cometido o crime, informando que ficou sabendo do fato pela própria mãe.

Revista Consultor Jurídico, 29 de dezembro de 2006, 10h26

Comentários de leitores

2 comentários

Quantos assassinos mais virão nessa onda de bon...

Helena Fausta (Bacharel - Civil)

Quantos assassinos mais virão nessa onda de bonansa e privilégios que a justiça lhes oferece, basta ter um amigo médico para que se possa matar impunimente... Fins dos tempos...Fins da Justiça... Fim do respeito ao próximo...

A dependência de drogas devia ser agravante e n...

Luismar (Bacharel)

A dependência de drogas devia ser agravante e não causa de redução de pena.

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