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Efeito colateral

Ataques no Rio diminuem, mas Polícia continua em alerta

A onda de ataques contra alvos policiais e ônibus, ocorrida na quinta-feira (28/12), no Rio de Janeiro, gerou um pânico generalizado refletido na madrugada desta sexta-feira em ruas vazias e vigiadas por um reforço de 20.734 policiais. Apesar de terem diminuído desde a noite de quinta, novos ataques foram registrados nos subúrbios da cidade e em Niterói.

Por volta das 2h da madrugada desta sexta-feira (29/12), dois motociclistas dispararam contra um posto policial em Duque de Caxias e, em seguida, atiraram também contra o Centro Cultural Oscar Niemeyer, no centro. Houve perseguição e uma motocicleta foi abandonada, na entrada da favela Mangueirinha. A informação é do portal Estadão

Posteriormente, o proprietário, um motorista de ônibus, de 23 anos, compareceu à delegacia da cidade, afirmando que havia emprestado a moto a um rapaz conhecido como Michelzinho, que seria traficante. A polícia não descarta a hipótese de que o próprio dono da moto possa estar envolvido nos ataques. No entanto, ele não foi indiciado.

Antes, um grupo de cerca de 20 suspeitos, da Favela Furquim Mendes, em Duque de Caxias, invadiu a Linha Vermelha com a intenção de roubar veículos. O Agrupamento Tático Móvel da Polícia Militar foi acionado e durante 20 minutos houve tiroteio entre os acusados e a PM. Ninguém ficou ferido.

Suspeitos também incendiaram um ônibus da Viação Pendotiba, em Niterói. Com esse ataque, subiu para 13 o número de coletivos incendiados. Além disso, duas cabines — uma do Batalhão de Vias Especiais (BPVE) e uma do Batalhão de Policiamento Rodoviário (BPRv) — foram alvos de criminosos que passaram atirando de dentro de um carro roubado. Até as 23h30 não havia registros de feridos.

Além do reforço policial, as autoridades mantêm a ocupação em dez favelas, em cujas proximidades aconteceram os ataques que fizeram lembrar as madrugadas de susto e morte registradas durante o mês de maio em São Paulo.

A série de ataques, que começou na madrugada desta quinta-feira (27/12), já deixou 18 mortos no Rio. Entre eles, estão nove civis, dois policiais e sete suspeitos, segundo balanço da Secretaria de Segurança Pública do estado. Outras 25 pessoas ficaram feridas. À noite, por medo de novos ataques, a maioria das 48 empresas de ônibus que operam no Rio recolheu os coletivos mais cedo.

Revista Consultor Jurídico, 29 de dezembro de 2006, 11h47

Comentários de leitores

1 comentário

Aonde foi que chegamos . . .

Ricardo, aposentado (Outros)

Aonde foi que chegamos . . .

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