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Fraude na rede

MPF denuncia hackers presos na operação Control+Alt+Del

O Ministério Público Federal no Pará entrou na terça-feira (26/12) com ações criminais contra 46 pessoas envolvidas em fraudes pela internet. Todos estão presos desde o dia 7 de dezembro, quando a Polícia Federal deflagrou a operação Control+Alt+Del. Foram seis meses de investigação. Os presos foram denunciados pelos crimes de furto qualificado, violação de sigilo bancário e telemático, e formação de quadrilha.

Segundo a denúncia do procurador da República José Augusto Torres Potiguar, os acusados agiam de várias maneiras. Espalhavam pela internet programa de computador chamado “cavalo de tróia” ou “trojan”, que capturava informações inseridas pelos usuários. Essas informações eram enviadas para e-mails da quadrilha.

Uma segunda maneira de atuação da organização era a emissão de mensagens que anunciavam uma suposta inadimplência da vítima com serviços de proteção ao crédito. Nas mensagens, eram pedidos dados bancários do internauta. Outra forma de atuação da organização era a criação de uma página “clone” sobre as páginas das instituições bancárias.

Além da pena de prisão, o MPF pede que os acusados tenham seus bens apreendidos e que o dinheiro seja revertido em favor da União.

Revista Consultor Jurídico, 27 de dezembro de 2006, 19h04

Comentários de leitores

3 comentários

O trecho mais interessante dessa matéria é que ...

Roberto (Engenheiro)

O trecho mais interessante dessa matéria é que uma das acusações fundamentais para o sucesso dessa ação é o enquadramento dos acusados no crime de violação telemática! Contudo, a violação telemática prevista em Lei aplica-se ao extinto TELEX e o mais curioso é que já li inúmeras matérias aqui no Conjur onde advogados e juristas defendiam a tese de que não há violação da comunicação via Internet! Nessas matérias advogados e juristas se esmeravam em defender que uma analogia entre a violação de um email não podia ser estabelecida em relação à violação de uma correspondência em papel (CORREIO); do mesmo modo essas matérias tentavam justificar quaisquer métodos imagináveis para interceptar as comunicações dos usuários da Internet sem nenhuma "burocracia". Pois bem, essa tese é de fato muito interessante para as empresas monitorarem o "bom" uso da internet pelos seus funcionários, e acho que daí surgiu essa tese equivocada de que qualquer um pode interceptar ou ler as correspondências eletrônicas (EMAIL) alheias! Exemplos de funcionários punidos pelo "mau" uso do email temos aos montes sem que nenhuma autorização judicial tenha amparado essas ações. Contudo, essas idéias sempre foram um grande equívoco, eu sempre defendi o contrário: a violação telemática e dos emails só deveriam ser possíveis mediante autorização judicial! - Agora dependemos de uma analogia de violação telemática para incriminar acusados de crimes graves e não temos muito amparo... está na hora dos advogados e juristas repensarem a verdadeira gravidade de uma violação telemática e de emails! Só assim será fácil condenar os acusados de crimes na Internet!

Caro bira, obrigado pela dica. Da próxima vez t...

Ronaldo de Oliveira (Advogado Autônomo)

Caro bira, obrigado pela dica. Da próxima vez tbm repassarei para a PF.

Recebo 1 por dia e repasso a PF. Sai um entra o...

Bira (Industrial)

Recebo 1 por dia e repasso a PF. Sai um entra outro. Os provedores são os principais culpados por manterem paginas gratuitas com arquivos maliciosos e falta de filtros em todo o mundo. Qualquer link com arquivos .scr,.pif,.cmd, .exe deve ser bloqueado no servidor, mas não o fazem.

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