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Só falta a origem

PF indicia sete pessoas pela compra do dossiê PT-sanguessugas

Sete pessoas foram indiciadas pela compra do dossiê PT-sanguessugas, que teria sido encomendado pelo PT para prejudicar o tucano José Serra. As informações são da Folha Online

De acordo com o site, a Polícia Federal encerrou nesta sexta-feira (22/12) o inquérito que investigou a compra do dossiê. Os nomes não poderão ser revelados porque o inquérito corre em segredo de Justiça.

Dois foram indiciados por crime eleitoral, três por lavagem de dinheiro e outros dois por crimes contra o sistema financeiro e lavagem de dinheiro.

A Folha Online apurou que a PF teria indiciado integrantes da campanha do senador Aloizio Mercadante (PT-SP) ao governo de São Paulo, mas não teria responsabilizado diretamente Ricardo Berzoini (SP), ex-presidente do PT e ex-coordenador da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição.

Hamilton Lacerda, ex-coordenador de comunicação da campanha de Mercadante, é acusado de ter levado R$ 1,7 milhão a Gedimar Passos e Valdebran Padilha no hotel Íbis, em São Paulo, onde seria feita a compra do dossiê. Gedimar trabalhava no núcleo de inteligência do comitê de campanha do PT e Valdebran seria o elo entre o partido e o empresário Luiz Antônio Vedoin --o vendedor do suposto dossiê.

Depois de 96 dias de investigações, a PF não conseguiu desvendar a origem do R$ 1,7 milhão que seria utilizado para comprar o dossiê. O delegado da PF Diógenes Curado, responsável pelas investigações, reconhece, no relatório, dificuldades para identificar a origem uma vez que não existem registros de transações bancárias que poderiam facilitar o rastreamento.

A PF concluiu apenas que os US$ 248,8 mil também seriam usados na compra do dossiê saíram de Miami, seguiram para um banco na Alemanha, depois foram encaminhados ao banco Sofisa e, posteriormente, à casa de câmbio Vicatur.

Em seguida, os dólares teriam saído da casa de câmbio do Rio de Janeiro — que utilizou laranjas para esconder a identidade dos compradores dos dólares. O relatório aponta que, até a chegada do dinheiro à Vicatur, a transação com os dólares foi legal. A partir daí, laranjas foram envolvidos na operação.

O relatório deve ser encaminhado ainda nesta sexta à 2ª Vara da Justiça Federal em Cuiabá. O relatório tem 1,4 mil páginas e reúne análises de um milhão de movimentações bancárias e mil quebras de sigilos telefônicos dos envolvidos na compra do dossiê. A PF não descarta instaurar novos inquéritos para dar continuidade às investigações sobre o dossiê.

Revista Consultor Jurídico, 22 de dezembro de 2006, 20h51

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