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Pontos de vista

Juiz desmente advogado e diz que não impediu vista de processo

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A lista de inimigos da OAB de São Paulo pode ganhar mais um integrante: Fausto Martin de Sanctis, juiz da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, está em guerra com o advogado Carlos Ely Eluf. Juiz e advogado do caso Credit Suisse, os dois entraram em um conflito paralelo. Eluf diz que foi impedido de ver o inquérito contra o seu cliente mesmo depois de ordem do Tribunal Regional Federal da 3ª Região. Já Sanctis acusa Eluf de mentir, pois afirma que câmeras do cartório filmaram o estagiário de Eluf olhando os autos.

Diretores do banco Credit Suisse são investigados por evasão de divisas e formação de quadrilha. Eluf defende um deles. Em novembro, protocolou o segundo pedido de liminar no TRF-3 para poder ver o inquérito contra seu cliente. No pedido, alegou que, mesmo munido de liminar do tribunal, foi impedido pelo juiz de ver os autos. Pediu que a conduta do juiz fosse investigada pela Corregedoria do tribunal.

Agora, foi Sanctis quem recorreu ao tribunal. No ofício, ele afirma ter provas de que um estagiário de Eluf pôde ver o inquérito assim que saiu a primeira liminar, no final de outubro. Portanto, não havia necessidade da segunda liminar. O juiz enviou ao tribunal cópias das gravações feitas no cartório, em duas ocasiões em que o estagiário teria ido ver os autos. No ofício ao TRF-3, Sanctis afirma que vai representar contra o advogado na OAB e no Ministério Público Federal, por falsidade ideológica.

Eluf rebate as acusações de Sanctis. “É mentira”, diz. “”Ele está falando isso para se defender contra atos que tem praticado.” O advogado conta que só teve acesso aos autos na semana passada, munido da segunda liminar do TRF-3. “Ao que me consta, nenhum estagiário meu viu o processo. E, mesmo que tenha visto, não pôde tirar cópias.” Para o advogado, o juiz está se tornando inimigo dos advogados ao tentar impedi-los de exercer seu trabalho na defesa dos clientes. O ofício enviado à OAB e ao MPF, para Eluf, não passa de uma tentativa de intimidação do advogado.

Vale lembrar que, no mesmo caso do Credit Suisse, o advogado Alberto Zacharias Toron teve de pedir três liminares ao TRF-3 para ter acesso ao inquérito contra seu cliente. “Se esse juiz continuar praticando esses atos arbitrários encoberto pelo seu cargo, vou requerer providências à OAB”, diz Eluf. A lista de inimigos da advocacia pode ganhar mais um nome.

Sanctis é um juiz de decisões polêmicas. Foi dele a iniciativa de expropriar a mansão e as obras de arte do ex-banqueiro Edemar Cid Ferreira e com o produto da expropriação criar um museu público. Apesar da bela intenção, especialistas sustentam que a idéia não tem base legal.

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 19 de dezembro de 2006, 7h00

Comentários de leitores

17 comentários

Lembrem-se qdo proporem uma Representação contr...

Carlos (Advogado Sócio de Escritório)

Lembrem-se qdo proporem uma Representação contra um juiz, vá até o final, NÃO desista só pq a Corregedoria arquivou, pois ela vai arquivar na maioria dos casos. CONTINUE EM FRENTE, Recorra ao Conselho da Magistratura e depois ao Conselho Nacional de Justiça.

Juninho Flausino e/ou Dr. Flausino (Procurador ...

Carlos (Advogado Sócio de Escritório)

Juninho Flausino e/ou Dr. Flausino (Procurador do Município - - ) 21/08/2007 - 17:46 CONCORDO COM O SENHOR. Na verdade, o problema começa na forma como são selecionados os candidatos à Magistratura. Decorar códigos e doutrinas APENAS ISSO. Se o candidato tiver a sorte de cair no concurso aquilo que ele decorrou, É JUIZ. Reciclagem??? É POUCO. Se houvesse uma análise psicológica SÉRIA dos Magistrados em atitvidade, boa parte (não todos lógico) seria impedida de exercer a função. Mas como as coisas não irão mudar tão cedo, entendo que todo aquele que se sentir lesado no seu direito, ENFRENTE QUEM SEJA. Se for o juiz que afrontou um direito seu. NÃO CEDA, NÃO TENHA MEDO, NÃO ACHE QUE ELE VAI ENROLAR O SEU PROCESSO, NÃO TENHA MEDO!!!!!!!!bater de frente com algum juiz, pq acham que poderá ficar marcado e ser prejudicado em uma futura ação que esteja propondo. Nunca tive receio nenhum e nunca terei, Juiz que achar que vai afrontar meus direitos, vou ser duro. Se todos fossem assim, esta tal de "juizite" não existiria. Juizite é problema de juiz que não ouve o que tem que ouvir. Se passar a ouvir, ser representado em todas as instâncias, forem enfrentados sem receio, lhes digo, o sujeito fica manso manso. Vai por mim. Carlos Alberto Alvares Rodrigues Chaves Medeiros & Rodrigues Advogados Associados berodriguess@yahoo.com.br

Infelizmente nós advogados temos que nos depara...

Juninho Flausino e/ou Dr. Flausino (Procurador do Município)

Infelizmente nós advogados temos que nos deparar com tais situações. Juizites agudas que tomam conta do ser de certos despreparados para exercer tal sacerdócio. Referidos funcionários públicos (juizes) pesam que estão acima do bem e do mal. Chegou tarde, mas o CNJ veio para ficar. Nada que uma representação não resolva essa atitude bossal desse funcionário público que ainda teima em ser juiz de direito. Indico um curso de reciclagem!!!

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