Consultor Jurídico

Notícias

Dia do advogado

Desafio da advocacia é resgatar credibilidade e prerrogativas

Comentários de leitores

  • Página:
  • 1
  • 2

26 comentários

Os advogados nunca estiveram tão desprestigiado...

advcanp (Advogado Autônomo - Civil)

Os advogados nunca estiveram tão desprestigiados. Com um judiciário falido, que não funciona, que presta um deserviço, hoje só busca o judiciário as grandes corporações que estão nos grandes escritórios. A pessoa física e o pequeno/médio empresário só busca o advogado depois que todas as tentativas de composição direta entre as partes fracassaram. Nunca foi tão dificil cobrar os honorários, os clientes como sabem que qualquer causa demora anos, anos e anos, querem vincular o pagamento ao final da ação. Os salários pagos pelas empresas e principalmente pelos escritórios nunca foram tão aviltantes !!! Não é raro ver anúncios com salários que são inferiores ao rendimento mensal de uma faxineira!!!

Caro Dr. Soibelman: Achei coerente e interes...

Richard Smith (Consultor)

Caro Dr. Soibelman: Achei coerente e interessante a sua atitude de se "distanciar deste espaço", pois, como já tive oprtunidade de dizer-lhe antes, se o senhor quer desfilar toda a sua enciclopédica sabedoria e a os seus comentários "agradáveis" e "humildes" como à jornalista Priscyla sem correr o risco de se deparar com opiniões contrárias, o senhor deveria "pontificar" no seu próprio site. Quanto à leitura e ao conhecimento dos doutrinadores, quando se lhas pede aos membros do juri popular? E o juri não é considerado o mais nobre de todos os corpos jurídicos? Que proferiu a condenação da Matricida/Parricida e dos seus cumplices "zés-manés"? Teria sido Beccaria? Quanto ao "direito de mentir", bem..bem, este nós o vemos permanentemente exercitado por aqui e por acolá, com os resultados que todos podemos ver. Mas diga-me Dr. Soibelman, defensor da mentira, o senhor a acha mesmo dignificante de um profissional tão nobre como o advogado? Será que a maioria dos cidadãos deste País concordaria com o senhor?

Caro Dr. Félix Soibelman: Acho que houve alg...

Richard Smith (Consultor)

Caro Dr. Félix Soibelman: Acho que houve algum engano de sua parte. Eu não chamei o senhor de empáfico, mas sim de enciclopédico. Empáfico é o Dr. Dinamarco, que não tem paciência com "tipos" com o eu. O senhor ao contrário já teve pelo menos alguma paciência comigo para me chamar de ignorante e de escravo. Como vê, aquele apodo não era para o senhor. Um abraço.

Da. Aline, que feriado ??? Qual foi o Advogado...

A.C.Dinamarco (Advogado Autônomo)

Da. Aline, que feriado ??? Qual foi o Advogado que deixou de trabalhar neste 11 de agosto ?? Eu mesmo dei quatro aulas na faculdade de Direito. Foi-se o tempo, prezada jornalista ; foi-se o tempo !!! acdinamarco@adv.oabsp.org.br

Já chega de blá, blá, blá. É hora de boa retóri...

M. Lima (Consultor)

Já chega de blá, blá, blá. É hora de boa retórica. Muito se discute a respeito do Exame de Ordem. Ora, não é necessário dizer que deve-se ser aprovado no Exame de Ordem para ser um Advogado. A Matéria acima é muito esclarecedora a respeito da crise em que se encontra a tal profissão. Portanto é hora de se perceber que todas as profissões refletem a cultura do povo. Desta maneira, será melhor a OAB Federal aplicar-se melhor na formação educacional do povo brasileiro ao contrário de estar comemorando futuros dias dos maus advogados. E tenho dito ...

No dia do Advogado,acredito que nós deveriamos ...

Valdir Ribeiro (Advogado Autônomo - Civil)

No dia do Advogado,acredito que nós deveriamos iniciar uma campanha junto a OAB - Conselho Federal,para que os advogados que deixassem de ser advogados fossem "realmente" punidos com a maior urgencia e sem "corporativismo". Aí então a sociedade constataria que somente os advogados corretos estariam disponiveis para atende-la.

Lamentavelmente os dias galopam as noites e o c...

Geguima (Outros)

Lamentavelmente os dias galopam as noites e o calendário se perde no labirinto das obrigações. Assim, mesmo em atraso, não poderia me furtar a cumprimentar a classe que se dedica e se empenha a construir, a defender dias melhores à nossa pátria e a liberdade de seu povo. Não importa o que desvia da ética ou que mereça reprimendas. Estes não representam a Ordem. "Servatis servandis": Conservando-se o que deve ser conservado. Aliando-se ao velho provérbio de que ser bom não é fazer a vontade alheia; é ser justo. E que a justiça seja a verdadeira e principal arma de todos os que empunham a Lei Suprema. Sinceros cumprimentos a toda classe profissional de advogados.

Dijalma Lacerda. Quando o preso vai ao parla...

Dijalma Lacerda (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Dijalma Lacerda. Quando o preso vai ao parlatório para falar com seu Advogado, é revistado pelo agente penitenciário. Quando o preso, após falar com seu Advogado, sai do parlatório, é revistado pelo agente penitenciário . Aliás, os parlatórios, pelo menos os que eu conheço, possuem uma grade de tela de arame bem grosso, com espaçamento de menos de um centímetro, dificultando às vezes até mesmo a passagem de uma simples caneta se for maior do que uma bic . Aliás, o que o princípio do sigilo profissinal impede é que se ouça o que o Advogado está falando com seu cliente, mas nada impede que, de longe, isto é, sem que ouça, o agente penitenciário fique de olho. Assim, não me cabe , não entra na minha cabeça, que o Advogado tenha a mínima condição de dar ingresso a celulares ! Todos os presos que atendi, ao longo de quase trinta e um anos de advocacia criminal, sempre me trouxeram a informação de que eram revistados, nos moldes acima ditos, até mesmo dentro do ânus em casos extremos. Eu sou totalmente favorável que nós, Advogados, sejamos submetidos ao detetor de metais antes do ingresso nos estabelecimentos penitenciários, a exemplo do que acontece em bancos, aeroportos, etc. etc. Aliás, aos que ainda não sabem, celular é acusado por detetor de metais ! Penso, sinceramente , que é chegada a ora de analisar com maior acuidade essa questão de ingresso de coisas nos presídios , para que nós, Advogados criminalistas,, não sejamos os bodes expiatórios nessa história toda. É muito triste, muito desalentador, ter uma vida séria, honesta, na conformidade com os padrões exigidos pela ética ao longo de mais de trinta anos de advocacia, e ser colocado na vala comum, principalmene pelo sensacionalismo da mídia . A propósito, a quem quiser saber, minha OAB é de número 42715 do Estado de São Paulo, e basta entrar no site www.oabsp.org.br que lá estarão meus dados, inclusive o de nenhuma mácula ao longo da carreira. Desculpem o desabafo, mas não consigo aceitar ! Por outro lado, àqueles que ainda insistem em macular a própria classe com uma "advocacia diferente !!!", àqueles já apelidados de "bandidos advogados" (que felizmente são poucos no universo de mais de 500.000), que sejam incontinente tomadas as suas carteiras, e, rapidamente, cadeia neles !

À sociedade e colegas militantes da advocacia: ...

Carlos Alberto Dias da Silva (Advogado Autônomo - Civil)

À sociedade e colegas militantes da advocacia: "Chega de tanta covardia, humilhação e subserviência velada. Alguém deve ter a coragem de dizê-lo, ou, ao menos, a coragem de apoiar quem o diga... A ineficiência do judiciário deságua na insegurança jurídica e na impunidade que por sua vez abala as bases morais do país e não podemos mais continuar nos omitindo diante de tantas evidências. A dignidade da advocacia constitui a certeza da justiça isenta, o alicerce do estado democrático de Direito e sem ela o exercício da profissão se torna uma renomada farsa!" O recente episódio do nepotismo no Judiciário e a escancarada resistência demonstrada contra a sua erradicação, com a devida vênia, veio aflorar a real situação desta instituição. Diante das evidências, resta provado, o controle externo neste poder realmente se faz necessário. Até porque, diversamente do que ocorre nos outros dois poderes, é negado ao povo seu direito constitucional de eleger os membros do judiciário que, assim, impõe-se temerariamente absoluto e apartado do contexto democrático da nação. No mais, mister aceitarmos o fato de que a toga, infelizmente, não tem o condão de transformar homens em arcanjos. ************************************************************ Desnudando a Nossa Justiça Autor(a): Carlos Aberto Dias da Silva* Eis que o atual sistema judiciário pátrio gerou e consolidou uma nova casta acomodada na "conveniente" morosidade da justiça, no poder “discricionário” exacerbado do magistrado, na impunidade advinda do inevitável corporativismo, e, desta forma, um poder que termina se mostrando altamente inconveniente para a sociedade, já que a despeito da sua suprema relevância, encontra-se absoluto, ilhado e acéfalo (as instâncias do Poder Judiciário não têm condutas padronizadas e assim a Justiça não é aplicada por critérios uniformes), desaguando nessa manifesta ineficiência operacional, hoje francamente reconhecida por todos. - E porque não dizer, data vênia, poder constituído de forma anti-democrática; vez que os magistrados não são eleitos pelo povo, tal como previsto e fixado na nossa Carta Política - art.1º, parágrafo único, c/c o art.60, §4º, II, da CF. Com o controle democrático implementado, via eleições, pondo fim a essa arcaica peça de museu que é a vitaliciedade - herdada da monarquia - sem prejuízo, obviamente, da carreira e do concurso público de provas e títulos, o judiciário sairá verdadeiramente fortalecido e independente, porquanto respaldado na representação popular e assim livre de interferências diretas, como hoje ocorre. Duvidar disso é duvidar da força da democracia, inequívoca, apesar de todas as suas contradições. Afinal, os poderes existem para servir ao país e não simplesmente para auferir privilégios e pompa aos seus integrantes, tal como nas monarquias do passado. O povo não pode continuar compromissado em mimar com benesses e títulos vitalícios aqueles servidores que se mostram inadequados para a função pública. Por óbvio, além da imoralidade implícita, isso contraria os propósitos democráticos. Ademais, um judiciário unificado e eleito, eclodiria com força incomensurável e nunca vista na história republicana. - Os outros dois poderes, com tudo aquilo que possa haver de condenável e corrupto, então, "tremeriam nas bases". Entrementes, no atual sistema judiciário, o advogado e seu constituinte não passam mesmo de meros pedintes dos favores do juiz do feito. E o direito? - bem, este acaba sendo um detalhe de somenos importância no contexto. Tanto que já se firmou, entre nós advogados militantes, o conceito pragmático de direito: “direito é aquilo que se requer e o juiz defere”. Isso porque se o pedido é indeferido, mesmo contra a lei, o direito, em tese, somente será alcançado após anos e anos de renitente perseguição, e, não raro, somente quando já não tenha mais qualquer utilidade prática para o seu titular. Donde a constatação da triste realidade: a morosidade da justiça já se tornou “moeda de troca” entre as partes litigantes. Neste sentido, o resultado útil e efetivo do direito é, pois, determinado pelo fator tempo, vez que é ele quem regula a existência dos seres vivos sobre este mundo. Sendo assim, o tempo é fator determinante para a eficácia do direito dos jurisdicionados. - Destarte, ou se exige "também" do julgador e demais serventuários da justiça o cumprimento dos prazos legais, ou jamais o judiciário passará de mero "vendedor de ilusões", conforme é hoje notoriamente rotulado pela sociedade. Assim, no comando do processo, o juiz comanda também o tempo, e, via sua nem sempre "iluminada" discricionariedade, vai encaminhando o desfecho e duração da lide na direção que melhor lhe aprouver. Posto que correntes doutrinárias e jurisprudenciais antagônicas não lhe faltam para amparar o entendimento e assim substituir a Lei pelo seu critério de conveniência e simpatia. Destarte, não raras vezes, utilizando-se do direito como fachada e do subserviente advogado como instrumento da sua legalidade, vão ditando o destino aos seus semelhantes, arvorando-se, de fato, em legisladores sem mandato. A figura do judge made law é incompatível com a nossa tripartição do Poder, pois gera o arbítrio do Judiciário, a par de invadir a esfera legiferante, atribuição de outro poder. - Onde irá a certeza do direito se cada juiz se arvorar em legislador ? Não nos iludamos. A magistratura não é um sacerdócio. Tanto que o juiz não faz voto de pobreza e castidade. Eles, como qualquer ser humano, são suscetíveis às tentações mundanas. E a toga, por mais reverenciada que seja, infelizmente não tem o condão de conferir a infalibilidade e imunidade desejáveis a seus usuários. Sem dúvida que tal conceito é utópico. Justamente em razão das limitações humanas é que “a lei revela-se como a mais avançada e racional forma de o povo expressar, de modo genérico, abstrato e prévio as regras da convivência social. Editada por intermédio de seus representantes, fixa os limites da atuação de todos” (PASSOS, J. J. Calmon de, op. cit., p. 89-90). A discricionariedade, certamente, seria bem usada por um juiz que, individualmente, possuísse uma boa formação da estrutura superegóica, a qual se traduz por um grande senso ético em suas ações. Entretanto, é sabido, nem todo ser humano é dotado destes privilégios da natureza. O conhecimento da matéria legal não lhe confere o dom. Daí, esse instrumento em mãos inadequadas é temerário. – A discricionariedade do julgador hoje é ilimitada, admitida mesmo quando contraria o direito pacificado e claro quanto às hipóteses da sua aplicação e, assim, servindo de instrumento de favorecimento com cunho legal, como não raro presenciamos nas lides forenses. De tal sorte que o binômio, discricionariedade + morosidade da justiça, na prática, acaba equivalendo a uma sentença final. Isto porque reverter uma decisão da 1ª instancia contrária á Lei e/ou ao entendimento pacificado da matéria, implica em verdadeira "via crucis". Qualquer advogado militante sabe perfeitamente da força perversa desse binômio. Só não pode admitir publicamente, sob pena de ser considerado "persona non grata" e assim fadado ao desastre profissional. Por isso a Súmula Vinculante se faz necessária. Advogados e a sociedade já estão cansados dessa insegurança jurídica (à guisa de evoluir o Direito), e cansados de ter de impetrar recursos simplesmente para ver o óbvio triunfar. Com a súmula, a par da celeridade, as demandas ficarão mais transparentes e as decisões, por certo, mais previsíveis e imparciais. - e, também por certo, sua evolução acompanhará a realidade social alicerçada na ciência do direito, gerando as mudanças quando necessárias. A bem da verdade, a súmula vinculante não engessa o direito, mas sim, engessa o julgador no cumprimento da Lei que traduz o direito. O que, mister convir, é indiscutivelmente salutar. – Na Alemanha, por exemplo, a súmula vinculante tem se mostrado um eficiente instrumento da celeridade e imparcialidade dos feitos e nunca foi questionada pelos juízes como empecilho à sua “liberdade” para julgar. Resta claro, portanto, que a morosidade da justiça armou o magistrado de 1ª instância do poder subjetivo de decisão isolada e definitiva do feito e, por vezes, impondo seu critério ao arrepio das normas legais. Situação deveras temerária, posto que, como qualquer ser humano, estão sujeitos a desvio de conduta e interpretações tendenciosas. E ao advogado, neste contexto, só resta o humilhante papel de lobista e bajulador, sempre de pires na mão, pisando em ovos, com receio de melindrar. Daí porque a prestação jurisdicional, dentro desta fatídica realidade, passou de obrigação do ofício para mero favor concedido pelo julgador, na medida em que lhe é facultado priorizar e impulsionar somente os processos de seu “interesse”, posto que o magistrado e demais serventuários da justiça não são punidos pelo descumprimento dos prazos legais. Prazos estes, como cediço, de há muito letra morta nos códigos processuais pátrio; - não obstante as conclusões abalizadas da ONU que concluiu como ótima a média de sete juizes para cada 100 mil habitantes, enquanto o número de juizes no país, 13.474, nos dá uma média de 7,62 por 100 mil habitantes. Portanto, o confronto numérico torna pífio qualquer argumento usado para justificar a desastrosa ineficiência do poder judiciário e seu descrédito perante a opinião pública. Isso sem falar no salário dos juízes de 1ª Instância que, no Brasil, é o “2º mais alto do mundo”, somente superado pelo Canadá, segundo informa as pesquisas oficiais da Secretaria da Reforma do Judiciário. – Observando-se ainda no diagnóstico das despesas do judiciário, no ranking das despesas em milhões de PPPD por 100.000 habitantes, o Brasil figurou na segunda pior posição, só ultrapassado pela Itália. Esta despesa atingiu 9,84 milhões de PPPD por 100.000 habitantes, contra uma média internacional de 2,04, ou seja, 4,8 vezes esta média (tabela 26, do Diagnóstico do Poder Judiciário) !!!. Entretanto, a despeito de tais fatos, a sociedade não tem sido correspondida em termos de desempenho, de prestação jurisdicional eficiente e a altura do enorme sacrifício debitado a este povo considerado pobre no contexto das nações; eis que amarga renda per capta espúria e uma das piores distribuições de renda do ranking mundial, etc. – Mister convir, a situação é injustificável. Então, o resignado cidadão brasileiro, melhor dizendo "o súdito do Estado", submetido à esta relação ultrapassada “soberano-súdito” (ao invés de Estado-cidadão), impotente diante desta fatalidade, prefere simplificar sua vida se curvando ao brocardo: “ Manda quem pode, obedece quem tem juízo”. Tanto que hoje, ser “bom advogado” é sinônimo de “ter trânsito” nas varas judiciais, condição esta que irá medir, de fato, a verdadeira "competência" do causídico. É a competência e a ética superada pela infame “arte de bajular”. Nesta pretensa Reforma do Judiciário, pergunta-se, quem sustenta a necessidade da súmula vinculante? – quem reconhece a necessidade do controle externo, vale dizer, controle da formação de castas e do corporativismo? – quem se insurge contra a cassação, sem direito a aposentadoria, dos maus juizes relapsos, prevaricadores e corruptos? – e, sobretudo, quem ousa tocar na ferida: “punição severa aos juizes e serventuários que excedem os prazos processuais e que protelam decisões? “ Mesmo as OABs, com ressalva das honrosas exceções, devido ao fato de seus diretores também exercerem a advocacia, procuram evitar estes pontos nevrálgicos que evidentemente estrangulam o sistema; certamente tementes das conseqüências desagradáveis de serem considerados “personas non gratas” pelos que decidem o destino das causas. – E aí, adeus ao "trânsito" e, em conseqüência, adeus ao sucesso profissional. Já é hora das OABs “vestirem a camisa dos advogados”, dando-lhes o efetivo respaldo que necessitam ao denunciarem as irregularidades processuais, quase sempre fruto da prepotência e arrogância de alguns juízes “desajustados na função” que, incentivados pela certeza de que as representações contra eles formuladas irão desaguar na vala comum do arquivamento. Em geral, como é sabido, acata-se a informação colhida do representado arquivando-se a representação sem oportunizar ao representante a produção de provas. Ou seja, não se admite contestação à resposta do representado, retrocedendo-se à superada máxima: “The King can do no wrong", numa demonstração clara, data vênia, de corporativismo explícito. – A ocorrência de tal parcialidade, evidenciada pelo nefasto desequilíbrio entre as partes, arranha o devido processo legal e desborda no autoritarismo e na sua mais execrável conseqüência, a insegurança jurídica; não obstante, assistimos cabisbaixos e impotentes à disseminação de tais abusos. Numa democracia plena não se pode, simplesmente, varrer a sujeira para debaixo do tapete sem qualquer satisfação à sociedade. É preciso democratizar o judiciário. – Para tanto, a OAB precisa “descer do muro”, abdicar da confortável sombra do poder e se posicionar francamente ao lado do advogado, vale dizer, da cidadania, razão maior senão a única da sua existência. Afinal, “o objetivo do Direito é a paz, mas a luta é o meio de consegui-la (Ihering)”. A propósito, aqui vai uma sugestão – de cunho meramente exemplificativo - para apreciação dos colegas: toda e qualquer reclamação ou representação contra indícios de irregularidades praticadas no processo por juizes e/ou servidores das varas judiciárias, tais como desvio de conduta, favorecimento por tráfico de influência, omissão e protelação de decisões, prevaricação, parcialidade, procrastinação de atos de ofício, inobservância do devido processo legal, desrespeito às prerrogativas do advogado, desrespeito aos direitos do erário e do idoso, etc, deveriam ser impetradas com a chancela e sempre via OAB. Obviamente depois de se regulamentar mecanismos específicos para esta finalidade, com a criação, nas seccionais, de câmaras compostas de pelo menos três colegas, estes, eleitos pelos inscritos na Ordem e com mandato de dois anos. Lá seriam avaliadas, de portas abertas, as provas e indícios trazidos pelos advogados reclamantes, e, em seguida, sendo o caso, aviada enérgica e fundamentada representação ao Conselho Nacional de Justiça, notificado o Presidente do Tribunal de Justiça pertinente, com intimação do MP e das Fazendas Públicas quando interessadas, exigindo-se, de imediato, rigoroso processo administrativo contra o servidor ou magistrado os quais seriam afastados de suas funções até decisão final. O processo deverá ser sempre público e acompanhado pelo MP e por dois membros da seccional da OAB, a serem indicados pelo representante, até o final. – Por certo, a Justiça, a democracia e a sociedade como um todo seria a grande favorecida, bem como o grande número de magistrados vocacionados e competentes que cumprem com o seu dever. Cremos que “abertura e transparência” nesse sentido, conjugada com as súmulas vinculantes, ampliado o seu efeito às súmulas de todos os Tribunais Superiores, seria fator decisivo para rompermos com os grilhões dessa tradição arcaica e enraizada nos países do terceiro mundo. Eis que a influência do Poder Judiciário no crescimento econômico das nações modernas é fato incontestável, vez que a insegurança jurídica constitui entrave gravíssimo para o progresso e a paz social. Constata-se aqui, também, a reprise da fábula do "rei nu", onde todos vêem o absurdo, mas ninguém ousa dizer nada ... Este alquebrado causídico não quer ser pretensioso com este ato de absoluta franqueza. Até mesmo pela ciência da inocuidade deste desabafo, diante da rigidez estrutural do sistema; - consubstanciado, principalmente, no fato de que todo cidadão, rico ou pobre, ilustre ou socialmente desapercebido, um dia estará sujeito a uma decisão judicial. Contudo, “A sociedade civil não aceita mais instituições voltadas para si mesmas, que não prestam contas de seus atos ou que se trancam em seus gabinetes. As discussões que vêm sendo travadas sobre a Reforma do Judiciário tiveram o condão de mostrar que a Justiça é vista como um bem cujo consumo é tão vital quanto energia, água ou saúde. E o magistrado, nesse contexto, é um funcionário, que tem deveres para com a sociedade.” (AASP, bol. nº 2409) Afinal, somos ou não um Estado Democrático de Direito? – Para respondermos afirmativamente é necessário, antes, que se insira este “poder ilhado" no contexto democrático da nação, posto que, Democracia nenhuma jamais se consolidou ou se consolidará enquanto não estiver alicerçada por justiça séria e efetiva, imprescindível para o progresso e a paz social. (*) Advogado, OAB/MG: 29.227. Endereço: Rua Palermo, 1.465, bairro Bandeirantes - Cep: 31.340-560 - Belo Horizonte, MG - E-mail: caitodias@hotmail.com - Fone (fax) 31 3492-4406 **********************************************

Dijalma Lacerda. Quando o preso vai ao p...

Dijalma Lacerda (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Dijalma Lacerda. Quando o preso vai ao parlatório para falar com seu Advogado, é revistado pelo agente penitenciário. Quando o preso, após falar com seu Advogado, sai do parlatório, é revistado pelo agente penitenciário . Aliás, os parlatórios, pelo menos os que eu conheço, possuem uma grade de tela de arame bem grosso, com espaçamento de menos de um centímetro, dificultando às vezes até mesmo a passagem de uma simples caneta se for maior do que uma bic . Aliás, o que o princípio do sigilo profissinal impede é que se ouça o que o Advogado está falando com seu cliente, mas nada impede que, de longe, isto é, sem que ouça, o agente penitenciário fique de olho. Assim, não me cabe , não entra na minha cabeça, que o Advogado tenha a mínima condição de dar ingresso a celulares ! Todos os presos que atendi, ao longo de quase trinta e um anos de advocacia criminal, sempre me trouxeram a informação de que eram revistados, nos moldes acima ditos, até mesmo dentro do ânus em casos extremos. Eu sou totalmente favorável que nós, Advogados, sejamos submetidos ao detetor de metais antes do ingresso nos estabelecimentos penitenciários, a exemplo do que acontece em bancos, aeroportos, etc. etc. Aliás, aos que ainda não sabem, celular é acusado por detetor de metais ! Penso, sinceramente , que é chegada a ora de analisar com maior acuidade essa questão de ingresso de coisas nos presídios , para que nós, Advogados criminalistas,, não sejamos os bodes expiatórios nessa história toda. É muito triste, muito desalentador, ter uma vida séria, honesta, na conformidade com os padrões exigidos pela ética ao longo de mais de trinta anos de advocacia, e ser colocado na vala comum, principalmene pelo sensacionalismo da mídia . A propósito, a quem quiser saber, minha OAB é de número 42715 do Estado de São Paulo, e basta entrar no site www.oabsp.org.br que lá estarão meus dados, inclusive o de nenhuma mácula ao longo da carreira. Desculpem o desabafo, mas não consigo aceitar ! Por outro lado, àqueles que ainda insistem em macular a própria classe com uma "advocacia diferente !!!", àqueles já apelidados de "bandidos advogados" (que felizmente são poucos no universo de mais de 500.000), que sejam incontinente tomadas as suas carteiras, e, rapidamente, cadeia neles !

Credibilidade? A sociedade está em pânico. Até ...

Bira (Industrial)

Credibilidade? A sociedade está em pânico. Até porta de avião caindo é culpa do PCC. A defesa de meliantes confessos é técnica, nada mais. Agora o favorzinho em levar o celular....aí é melhor não pegar a causa e vir com a desculpa da familia oprimida...

Caso TRT: todos condenados, todos soltos até qu...

Luismar (Bacharel)

Caso TRT: todos condenados, todos soltos até que transite em julgado a última decisão do último embargo do último agravo perante o STF... lá pelo ano 2.025. Mais de 60 habeas corpus. PF gasta um milhão para vigiar prisão domiciliar de Nicolau. Que beleza!

Ao Sr. professor e sociólogo Armando Prado cons...

Richard Smith (Consultor)

Ao Sr. professor e sociólogo Armando Prado considero interessante a leitura da carta abaixo escrita por um professor ao seu aluno em resposta a um artigo que este lhe havia enviado: "Muito prezado Eder,Salve Maria. Li o artigo que você me enviou sobre penas e crime. Ele se insere na onda universal,insuflada pelos inimigos de Deus, no sentido de diminuir, e até de abolir, as penas para os que cometem crimes. Para isto, o autor - muito tacanho -recorre as chavões costumeiros contra a Idade Média, dizendo e apresentando a opinião liberal sobre penas, como tendo respaldo na ciência jurídico penal, e nas estatísticas. Tudo isso para concluir que o crime é fruto mais das condições econômico-sociais que gerariam a exclusão, do que de RESPONSABILIDADE PESSOAL. Ora, tudo isso é absolutamente gratuito. Para começar, tenho a certeza de que esse mesmo jornalista, antes de ir dormir, fecha janelas e portas de sua casa a chave, trinco e tranca. Liga o alarme, e paga o vigia noturno. Que é isto senão vigiar ? Quanto ao punir, ele, caso possa, resistirá a algum assaltante, ou pelo menos, chamará a polícia em seu socorro, logo que tenha uma oportunidade. Isso é uma reação natural correspondente ao instinto de conservação ao direito de legítima defesa. Mas, quando ele escreve, ele se esquece do que ele mesmo faz e justificaria fazer. Dizer que vigiar e punir são conceitos medievais é desconhecer a História e desconhecer a realidade que nos cerca. Que faz Israel, hoje, com os terroristas e homens-bomba? Vigia e pune. Alguém de juízo normal pediria que Israel não vigiasse, e que não punisse os autores dos atentados terroristas? (Não estou aprovando as represálias terroristas de Israel, que são absurdas. Nem estou dando juízo sobre o problema palestino. Estou apenas argumentando a favor da vigilância e da punição de crimes). Que faz a polícia em todo o mundo? Vigia. Que fazem os tribunais em todo o mundo? Punem. Disse eu " em todo o mundo". E tenho que me corrigir. Isso não é bem exato, pois que, no Brasil, se a polícia vigia e age, a mídia protesta. E se algum criminoso bárbaro mata os próprios pais, logo a mídia arranja um psicólogo que dá entrevistas, explicando e, de certo modo, justificando o criminoso e o crime. Amaciando a natural reação e indignação contra o crime hediondo. O assassino, então, é logo apresentado como um desajustado psicologicamente, como vítima da miséria, da falta de educação etc. E, depois de ser ou inocentado, ou punido levemente, é entrevistado, adulado... e promovido. Não é o próprio Ministro da Justiça do Brasil que está pedindo a diminuição das penas para os autores de crimes hediondos, sob a alegação que não há mais espaço nas cadeias, e que isto obrigaria a soltar os criminosos? Mas então, fechem-se os tribunais, para que não se punam os criminosos, já que as cadeias estão cheias. Que absurdo ! Que "raciocínio" incrível esse do Ministro. E da Justiça! Assim está o Brasil. A impunidade é a lei. Que punição tiveram os filhos de juízes que incendiaram o índio pataxó em Brasília ? (Crime que foi logo imitado, diga-se de passagem). Que punição tiveram os estudantes que mataram um garçom, no Espírito Santo? E os que mataram o estudante chinês, num trote de calouros, na Faculdade de Medicina, em São Paulo? Estão soltos, e dando entrevistas. E clinicando. Que punição exemplar tiveram aqueles que mataram uma artista de TV a tesouradas? Receberam pena curta e estão soltos. E famosos... Que punição foi dada ao cearense que seqüestrou Abílio Diniz? O PT e a esquerda eclesiástica, com Dom Paulo Evaristo Arns à frente, defendeu os seqüestradores, procurou fazer com que se lhes dessem penas brandas. Um dos seqüestradores punidos, cumpria pena no Ceará. Mas, logo lhe deram, liberdade condicional. E não é que agora, ele acaba de ser preso de novo com 9 kg de cocaína e armas. Com armas! Imagine-se! Apesar da lei do desarmamento! Como no Brasil se atrevem os ladrões e criminosos a não respeitar a lei do desarmamento? A utopia sonha... Enquanto a realidade tem pesadelos! Os utópicos sonham... Vivem no mundo da lua, enquanto no mundo real, os homens de carne e osso, são esfaqueados na sua carne viva, e quebrados em seus ossos concretos. Quanto ao argumento de que a causa da criminalidade seria a falta de educação escolar, ou a falta de condições econômicas, se deveria perguntar como então muitos de nossos políticos são conhecidos e reconhecidos como corruptos, se têm muito dinheiro e são formados em Faculdades de Direito, ainda que de marca barbante? Instrução e status não lhes faltaram... E será mesmo que basta ser doutor e ser rico para ser bonzinho? Será mesmo que todo analfabeto e pobre tende ao crime? Isso é que é um escandaloso preconceito contra os pobres e a favor dos ricos e diplomados. E o caso recente da moça, estudante de Direito, de família rica, que matou os pais? Ela possuía um bom status social, estudava na PUC de São Paulo, - numa Universidade Católica! - não era excluída e, entretanto, matou os pais. E nem falo do crime da Rua Cuba, - rua de bairro rico - crime que aconteceu numa noite de Natal. Esse crime não foi esclarecido, porque não se pensou na hipótese óbvia: foi o Papai Noel que, entrando pela chaminé, numa casa rica, matou marido e mulher. Na certa, era um Papai Noel "excluído"... E o Promotor Público que matou a mulher grávida? Ele foi condenado, mas... E a punição? Sentenciado, ele fugiu, e nunca mais foi encontrado. Certamente foi culpa da sociedade... É tão difícil encontrar um Promotor! Onde está Igor? Devia-se fazer um joguinho: "aonde está o Igor?" A impunidade é total. Dos crimes cometidos, uma ínfima parcela é investigada, e somente um muito pequeno número de assassinos são presos. Dos que são presos, uma ínfima parcela é punida. Dos que são punidos, a maioria é solta muito rapidamente, sob pretextos legais vários. Logo, são postos na rua sob "liberdade condicional"... Isto é, para que possam cometer novos crimes.... Condicionalmente. O que não é lá uma consolação para as novas vítimas. E os crimes bárbaros e atrozes cometidos na rebeliões da Febem e de presídios? Quem investiga esses crimes? Ninguém. Quem os pune? Ninguém. Nas cadeias, há liberdade para matar, porque nem se investigam quem foram os culpados, e muito menos se os pune. E como punir um assassino que já cometeu 15 homicídios e foi condenado a 375 anos de cadeia? Dar-se-lhe-á um aumento de pena de mais 30 anos? Cumprirá ele, então, 405 anos de prisão? Claro que não. Um famoso líder do crime organizado - no Brasil a única coisa que parece bem organizada é o crime - promoveu uma rebelião na qual ele fez massacrar seus rivais de tráfico e nada lhe aconteceu. E se acontecesse? E se esse criminoso fosse processado e punido? Teria 200 anos de pena a cumprir. Mas assim como no Brasil um litro não tem mil mililitros, assim 200 anos de cadeia neste país equivalem a 30... Teoricamente. 200=30! É a matemática judicial brasileira. Pior ainda, quando os 30(= 200), na prática, podem valer 6 anos de cadeia só. Por bom comportamento... O sistema penal brasileiro - com banho de sol, TV e telefone celular - é uma piada. Que só a Mídia e certo pessoal da OAB e da CNBB levam a sério. Afirma o articulista do artigo que você me enviou que a punição não diminui a criminalidade. Com que base ele afirma isso? Com base nenhuma. Com base no palpite! É puro palpite! É chute. Mas como somos os campeões mundiais de futebol, o que vale no Brasil é o chute. E palpite tem enorme importância na ciência nacional. Não é no palpite que palpita a vida de muitos? Não é isso que prova o jogo do bicho? Caminhe-se pela ruas do Rio, e se verá o palpite dominando a vida, e proclamado nos postes. Nada como um bom palpite. "Vai dar a brabuleta"! "Vai dar o 13!" E o pais aposta num bom palpite, como aposta num candidato nas eleições. "Vai dar a brabuleta... Pois o que é o palpite se não filho do subjetivismo filosófico? O filho espúrio do "achismo". Se cada um tem a SUA verdade, porque o palpite não pode ser arvorado em argumento? Afinal, estamos no tempo bem moderno em que o palpite é verdade para os intelectuais. E os "intelectuais" - de poucas letras -são entrevistados como sumidades pela Mídia - de três letras - como se fossem oráculos da infinita Sabedoria...global. Daí, que esse nosso articulista, tratando das penalidades e da vigilância se atreve a dar palpites com maior seriedade, como se fossem provas científicas. Quando são apenas palpites. "Vai dar brabuleta" também em matéria de Direito penal. Ora, aqui mesmo, neste país em que tudo vale, e que, por isso mesmo, nem a vida, nem a verdade, nem a justiça nada mais valem, aqui mesmo, onde os Bingos são proibidos e funcionam aberta edescaradamente, aqui mesmo se tem uma prova de que punindo, o crime diminui,sim. A lei do cinto de segurança. - símbolo do garreotamento do povo e do enforcamento da liberdade individual - essa lei era desrespeitada por todo o mundo. Ufanamente. Pois era só uma lei. Sem punição. Pois não proclamou Getúlio de falecida memória: "A lei, ora a lei..." Bastou, porém, aumentar a pena de multa pelo não uso do cinto de segurança, bastou tornar salgada a multa para essa simples irregularidade, e colocar fiscais de trânsito faminta e participativamente "vigilantes da lei e da justiça", em cada esquina, que o povo todo se amarrou nos bancos dos automóveis. "Tá loco! A multa é grossa!" Logo, a punição favorece a obediência à lei. Na Arábia, conta-se que as joalherias ficam abertas quando o dono vai almoçar. Ele deixa apenas uma vassoura atravessada na porta aberta da joalheria, enquanto ele vai comer tabule, e ninguém entra. Por que será? Por que será que na Arábia não dá... "a brabuleta"? Será que esse respeito árabe pela propriedade alheia vem do fato de que, lá, todo mundo é instruído, e que todo o mundo é rico como petroleiro? Será que lá, na Arábia, só tem Ali Babá, e que aqui só tem os 40 ladrões? Ah Se fossem só quarenta!... Ou será que esse respeito às joalherias, na Arábia, mesmo de portas abertas, - escancaradas como boca de banguela de um dente só (a vassoura atravessada na porta) - será que é porque, lá, os ladrões são punidos com a amputação da mão esquerda, ao primeiro roubo, e com a amputação do pé no segundo roubo. E com a amputação da cabeça, ao terceiro roubo? Veja bem que não estou defendendo a pena bárbara da mutilação. Estou apenas argumentando que a punição séria diminui os crimes. Prova de que a punição séria diminui os crimes é que em Paris, entre 1749 e 1789, quando havia cerca de 600.000 habitantes, houve apenas DOIS crimes de homicídio. Você não me acredita! Dois crimes em quarenta anos! É que garante o historiador Hugues de Monbas, em seu livro La Police Parisienne sous Louis XVI (Hachette, Paris, 1949, pp.221-222). Eu tenho esse livro. Eu o li. Não estou jogando na "brabuleta". Pois não sou "intelectual" para dar palpite. E na França do século XVIII, havia a pena de morte! Vai ver que era por causa da pena de morte que havia tão poucos crimes na Paris de antes da Revolução Francesa, revolução filantrópica feita por "intelectuais" que eram contra a pena de morte. Que acreditavam em Rousseau e na bondade natural do homem. E que o homem não precisava nem ser vigiado e nem punido com a morte caso cometesse crimes. Intelectuais que inventaram e aplicaram a guilhotina nos católicos. Pois os católicos não tinham bondade natural. Eram medievalistas e feudais. Assim são os intelectuais... Aqui, no Brasil, há mais assassinatos do que houve mortes em várias guerras. Aqui se matam dezenas de milhares de pessoas por ano. As estatísticas explodem. E nem todos os crimes são computados. Mas a pena de morte não pode ser estabelecida porque é medieval. Entretanto os "intelectuais" à lá esse bizarro semi-frei Betto -- porque o semi frei Betto se julga um "intelectual", afinal escreveu LIVROS !!! Ele é editado em vários países - não se opõem ao fuzilamento no paredón de Fidel Castro. Paredón aplicado até a quem tenta fugir da liberdade e do plano Comida Zero do paraíso cubano. Que se pede aos clamores, hoje, ao Estado? Que vigie melhor, e que puna mais. E isso é o que povo quer. Dizem que o povo é soberano e que governo deve fazer a vontade do povo. Mas quando o povo praticamente inteiro clama, pede e grita pela pena de morte, os jornalistas na Mídia, os "intelectuais" nas cátedras universitárias, assim como os padres, nas festinhas, garantem que, nesse caso, o povo está equivocado e que ele precisa ser "conscientizado". O povo deve acreditar nos "intelectuais" de batina e sem batina. Ou de batina, só às vezes: vai dar a "brabuleta". É só abrir mais Faculdades - essa praga comercial que vende diplomas em cada bairro - que vai dar a "brabuleta". O povo devidamente alfabetizado e conscientizado fará que só dê a "brabuleta". Tudo vai dar certo. Não haverá mais crimes. Não será preciso mais ter guardas de segurança. Nem segurança para os guardas. Ou contra os guardas Só haverá Alis Babás. Os quarenta ladrões serão aposentados e farão cursos de Educação Cívica. E só cuidarão de clubes da Terceira Idade(Onde organizarão inocentes bingos para as velhinhas passarem o tempo). Não há duvida, com a conscientização só vai dar a "brabuleta". Entretanto, esses jornalistas, intelectuais e padres, de cerveja ou whisky na mão, aprovam o aborto, que é a pena de morte para quem não cometeu crime algum. Aprovam a lei das células-tronco contrabandeada na safra de soja. Em nome da ciência. Para quimericamente curar doenças hoje incuráveis. Que bonzinhos! Quanta caridade! Herodes teria vergonha dessa incoerência cínica. Estamos, hoje, num país das Arábias! Antes fosse! Pelo menos lá, no deserto, não se lêem artigos de jornalistas que bancam "intelectuais". E no deserto não dá "brabuleta". In Corde Jesu, semper, Orlando". Precisa mais?

Uma coisa é o advogado, outra é o departamento ...

Luismar (Bacharel)

Uma coisa é o advogado, outra é o departamento jurídico da organização criminosa. Deveria haver uma disciplina legal própria e mais rigorosa para a defesa técnica de membros de organizações criminosas.

Meu caro e educado Dr. Dijalma: Primeirament...

Richard Smith (Consultor)

Meu caro e educado Dr. Dijalma: Primeiramente, quem agradece à sua atenção e delicadeza sou eu. Bem diferentemente dos enciclopédicos e empáficos Drs. Soibelman e Dinamarco, o senhor soube discordar e acrescentar a sua pausada e consistente (além de educada, repito) contribuição. Eu concordo com o senhor de que, a nós leigos (o meu caso), refogem certas nuances legais e que precisaria haver o conhecimento e aponderação de todos os elementos dos autos para uma opinião mais abalizada. Mas isso não é função do leigo. A mim, comoa diversos extratos da sociedade, pareceu que decisão do E. STJ foi açodada e fora de propósito. Repito, como falar de suposta violação de sigilo se esta ter-se-ia dado por complacência ou por descuido do próprio advogado? Como invalidar prova se esta foi obtida mediante um "tiro pela culatra" dado pelo próprio advogado? Simples assim. Quanto ao STJ, temos visto diversos e diversos julgamentos em matérias de fundamental importância, proferidas de forma puramente "tecnicalista" para não dizer, em alguns casos, "política" (caso dos "expurgos ao IPC, por exemplo). É mais um caso de rabo abanando cachorro, dos quais temos visto tantos por aí. Já dizia o Apóstolo: "A letra mata e o espírito vivifica". O que de diferente temos visto neste País, aonde diuturnamente vemos uma verdadeira "tortura" da Lei com vistas a se obter resultados contrários à intenção do legislador, do espírito da lei, da norma e do bom-senso. O senhor como advogado nunca se daparou com casos assim? Com a justificação de verdadeiras aberrações com base em leituras "avançadas" ou "oblíquas" da Lei? Quanto à Matricida/Parricida, o senhor mesmo admite que se tratava de um caso "indefensável" (Ré confessa + crime aberrante) mas os advogados de defesa, principalmente um deles tentaram por todas as forma erguer uma "cortina de fumaça" quanto ao fato principal: uma pessoa bem-nascida, fruto de um lar com todo o carinho, em tudo provida, traiçoeiramente, à sorrelfa, abre as portas de seu lar para que uns "zés-manés", por ela industriados, matem covardemente os seus país indefesos, durante o sono. Meu Deus, o que pior do que isso?! Aí vem com as histórias subliminares de que a mãe talvez merecese morrer, por causa de uma conduta adulterina homossexual; que o pai talvez devesse morrer por ser um molestador da própria filha, ou por ser muito severo, e, até violento; Ou, porque a pobre mocinha fumava maconha, teria perdido a virgindade e andado em más companhias. Tudo muito sórdido, ventilado de maneira venenosa e indireta. Até porque se alguma ou várias dessas coisas se constituísse em motivos válidos...haja cemitério, não? Meu caro Dr. Dijalma, eu não sou o dono da verdade, mas tenho opiniões e as sustento com vigor. Eu não sei a sua idade, a minha é 46 anos, e posso dizer com muita certeza: eu nunca vi tempos piores, em termos de ética, moral, comportamento, etc. do que os que estamos vivendo. Considerando-se que as coisas, como num plano inclinado, vão aumentando de gravidade e velocidade cada vez mais, fico imaginando aonde e como estaremos daqui há cinco ou dez anos. O senhor tem filhos? Essas dúvidas não o assaltam? Penso então, que os que foram aquinhoados com um pouco mais de nutrientes, estudo e outras coisa mais precisam fazer alguma coisa. Vivemos numa verdadeira ditadura da boçalidade, da violência, do "achismo", das "meias-verdades" (= inteiras mentiras), etc. O que fazer? Um abraço sincero.

digo, deixará de pedir...

Armando do Prado (Professor)

digo, deixará de pedir...

Data venia, mas não concordo com esse clamor. A...

Armando do Prado (Professor)

Data venia, mas não concordo com esse clamor. Aliás, clamor público não é bom conselheiro, nunca foi. Existem advogados bandidos e incompetentes, como existem médicos assassinos, ou engenheiros genocidas e professores analfabetos. Daí a dizer que a classe está em baixa vai uma grande distância. Não se espere "refresco" para os advogados. Incomodam. Cutucam. Criticam. Defendem. Querem saber tudo. Buscam. Não se cansam. Vão onde não são chamados. Gastam sola de sapato. Nunca se cansam. Sismam em fazer justiça. Defendem criminosos. Defendem prostitutas. Defendem pobres. Pior: defendem ricos! São duros de cabeça, pois acreditam numa tal de democracia. Ô raça! Portanto, não são bem vindos. Na época da ditadura redentora resolvia-se isso facilmente: prendia-se, ou mais fácil ainda, dava-se sumiço do "atrevido" e pronto. E agora, o que fazer? Prender continua sendo uma "boa solução", o problema é que tem uma tal de Constituiçaõ que pede o devido processo legal, a presunção de inocência, o contraditório, etc. Coisa chata que atrapalha os trogloditas e inquisidores de todos os tempos. Outra solução? Sim, uma boa é desmoralizar alguns e culpar a categoria toda. A mesma coisa serve para advogados mal preparados. Sim, e daí? Vamos sair dizendo que a categoria dos advogados é formada de analfabetos funcionais e que não merecem confiança? Menos, menos... O advogado continua sendo indispensável como reza a carta magna. E mais: na hora da "dor de barriga", ninguém, mas ninguém mesmo deixara de pedir socorro para um advogado.

Caro Ricardo Smith : Primeiramente, sou-...

Dijalma Lacerda (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Caro Ricardo Smith : Primeiramente, sou-lhe muitíssimo agradecido pela paciência que você teve em ler o meu escrito. Obrigado. Só que, creio, muito mais que a mera e simples circunstância nele contida, até em caráter simplesmente exemplificativo, do episódio do advogado da Suzane, há que se levar em conta o fundo perquiritório no mesmo constante, o questionamento, o porquê. Afinal, haveremos ou não de lutar por um aparelhamento mais realista, mais prático, mais conforme as nossas aspirações para o julgamento e apenamento dos maus advogados? Se a resposta for positiva, vamos à luta ! Quanto ao advogado da Suzane, embora pessoalmente eu entenda, aliás acompanhando o Tribunal que mandou retirar a malfadada fita dos autos, que o profissional da advocacia estava cumprindo o seu dever (aliás, in casu, será que ele tinha outra alternativa, diante de caso praticamente indefensável???), respeito o seu direito a opinião discordante, mesmo que o senhor jamais tenha visto, como eu não vi, um documento sequer dos autos, e estejamos, talvez todos nós, "julgando" por aquilo que a própria parte interessada (no caso a mídia) nos trouxe por seus monopolizados canais. Por ora, repito, fico com os Juízes que compulsaram os autos e decidiram pela retirada da fita. Talvez num dia qualquer, se eu examinar documentos ou tiver acesso a maiores informações, passe a discordar dos Juízes. Hoje, todavia, não ! Obrigado, e meus respeitos.

Dijalma Lacerda. Sobral Pinto foi sim, e sem...

Dijalma Lacerda (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Dijalma Lacerda. Sobral Pinto foi sim, e sempre será lembrado como um grande Advogado, e sobretudo como homem exemplar. Aliás, em anterior oportunidade, tive o ensejo de falar dele, de quando esteve em nossa república de estudantes na Rua Professor Luis Rosa, em Campinas, tomando sopa enquanto o escondíamos da repressão. Vivesse ele hoje, todavia, e seria engolfado por esse turbilhão incontido de maledicências que assola nossa classe, fruto, sabe-se, da má atuação dos chamados "bandidos-advogados", a cujas ações a mídia tem dado destaque nacional e de maneira especial. Ninguém vê a mídia, nos dias de hoje, enaltecer o feito epopéico de um Advogado qualquer que peitou o poder constituído e bateu às portas dos tribunais fazendo prevalecer o Direito e a Justiça, até porque isto não reúne o chamado "interesse jornalístico". Por outro lado, o casal que teria, segundo se diz, dado duzentos reais a um funcionário do legislativo para obtenção de uma fita, foi apontado como um "bum" de reportagem (e realmente em termos jornalísticos o foi), e saiu em todos os jornais e televisões do país. Os Advogados que orientaram Suzane Richtofen sobre como se comportar diante da imprensa, tiveram o sigilo profissional devassado e foram rotulados de maus profissionais, quando na verdade não o são, já que é obrigação do profissional da advocacia a orientação ao cliente. O que estou querendo dizer, e digo-o, é que há sim maus advogados, e que por isto têm que ser punidos, mas há uma grande maioria boa, aliás ótima, a qual, todavia, vê-se, repito, "engolfada" no turbilhão de malediências tão ao gosto da mídia. Culpados? Talvez sejamos nós mesmos, que não lutamos por uma Lei mais adequada aos tempos modernos no que diz respeito à tramitação dos processos disciplinares nos TEDs, que haverá necessariamente de ser mais célere.

Parabenizo todos os advogados do Brasil, muito ...

Adm André Gomes (Prestador de Serviço)

Parabenizo todos os advogados do Brasil, muito me admira essa profissão, creio que os últimos acontecimentos não mancharam a classe, porque sabemos que existe muitos que exercem a atividade dentro dos melhores padrões éticos, e a má conduta de alguns não pode generalizar a todos. Parabéns

  • Página:
  • 1
  • 2

Comentar

Comentários encerrados em 19/08/2006.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.