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Comentários de leitores

43 comentários

Ainda segundo a fonte: Na época, a sentença ...

Sandra Paulino (Advogado Autônomo)

Ainda segundo a fonte: Na época, a sentença foi muito criticada pela imprensa devido à sua pretensa fundamentação na teoria darwiniana.A revista IstoÉ ouviu especialistas, que condenaram a justificativa do juiz:“Onde esse homem leu que o dedo mínimo vai desaparecer?”, encuca Walter Neves, chefe do laboratório de Estudos Evolutivos Humanos do Instituto de Biociências da USP.Também integrante do time de cientistas ouvidos pela IstoÉ, o ex-pugilista Adílson Maguila Rodrigues lembrou a utilidade mais importante do mindinho: coçar a orelha e o umbigo. O castigo com a gozação demorou, mas veio: em 14/01/2006, o boxeador perdeu o mindinho da mão (direita!) num acidente com um cortador de grama.O caso do metalúrgico se tornou tão famoso que até inspirou um livro do escritor Mário Prata, que recebeu o sugestivo título de Buscando o seu mindinho.E a mesma fonte diz que tudo isso foi extraído da Jus Navigandi.

Achei algo interessante sobre o colunista. htt...

Sandra Paulino (Advogado Autônomo)

Achei algo interessante sobre o colunista. http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=11223967&tid=2458165759549537731 O juiz e o mindinho Metalúrgico perde mindinho esquerdo em acidente de trabalho.O metalúrgico Valdir Martins Pozza sofreu acidente de trabalho quando limpava uma retificadora, tendo rompido o tendão e perdido os movimentos do dedo mínimo.A fim de receber o respectivo benefício previdenciário, teve que ajuizar ação contra o INSS.O feito foi distribuído à 1ª Vara Cível de Cotia (SP), em 02/08/1993 (Processo nº 152.01.1993.002736).A pretensão foi indeferida pelo então juiz titular, Edmundo Lellis Filho, o qual sustentou, em sua sentença antropológica: “Não é fato comprovado que sua capacidade de trabalho foi efetivamente diminuída pelo acidente, até porque o dedo lesado, mínimo, muito pouca utilidade tem para a mão e, por muitos estudiosos em antropologia física, é considerado um apêndice que tende a desaparecer com a evolução da espécie humana”. Houve apelação tanto pelo autor da ação como pelo Ministério Público (Processo nº 502326-00/1).Ambos os recursos foram providos por unanimidade pelo (já extinto) 2º Tribunal de Alçada Cível de São Paulo (julgado em 20/11/1997, publicado em 06/01/1998).

E mais...por o cliente ter o direito de mentir ...

RBS (Advogado Autônomo)

E mais...por o cliente ter o direito de mentir ele prejudica a sua credibilidade. Fazendo assim com que muitos inocentes sejam considerados culpados e vice versa. Já vi em Juri clientes dizendo a verdade (onde não eram culpados) e acabavam sendo culpados porque, por falta da obrigação do compromisso com a verdade, nenhum jurado acredita e acabava condendo. Colegas, o direito de mentir é muito prejudicial a nossos clientes. Quem vai acreditar em alguem que tem direito de mentir ?

Oliver, perfeita a sua colocação. Tenho muitos ...

RBS (Advogado Autônomo)

Oliver, perfeita a sua colocação. Tenho muitos amigos fora do Brasil e quando disse a eles que aqui existe " o direito de mentir " todos cairam na gargalhada. Se ele mente amparado pela Lei, porque vc. depor ? Tudo o que ele disser não terá valor. Ninguem sabe se é verdade ou mentira, mas até ai, ele pode mentir mesmo...

Em 1998, a Suprema Corte norte-americana prof...

Oliver Holmes (Outros - Criminal)

Em 1998, a Suprema Corte norte-americana proferiu duas decisões reafirmando sua posição de que os indivíduos não têm o direito a mentir (“privilege to lie”) para oficiais do governo. Em “Brogan v. United States”, 522 US 398 (1998), a mesma Suprema Corte chegou à conclusão de que os indivíduos não podem mentir aos agentes públicos durante uma investigação ou processo. Segundo a Suprema Corte, a Constituição, através de sua Quinta Emenda (aquela que garante aos americanos o direito de não se auto-incriminarem: nor shall be compelled in any criminal case to be a witness against himself), não assegura a ninguém o direito a mentir (“the Fifth Amendment does not confer a privilege to lie”. Segundo a decisão, pois, a Corte Suprema, numa ampla maioria de 7 votos a dois, decidiu que a responsabilização criminal por falsas afirmações perante agentes públicos não se limita apenas - como queria o acusado (Brogan) - àquelas falsidades que impedem ou dificultam a persecução criminal, aplicando-se também às afirmações de qualquer tipo (of whatever kind). Em “La Chance v. Erickson”, a Corte decidiu que funcionários federais não podem se valer do direito de não auto-incriminar-se para mentir, ou seja, segundo a Corte, a Quinta Emenda da Constituição não assegura a servidores públicos o direito de mentir em suas respostas às agências governamentais para as trabalham, quando estejam sendo por elas acusados. Alias, em United States v. Apfelbaum, 445 US 115 (1980), a corte já tinha decidido que a “invocação adequada do direito/privilégio assegurado pela Quinta Emenda contra a auto-incriminção (self-incrimination) autoriza à testemunha apenas ao cidadão apenas o direito de ficar em silencio, jamais o direito de fazer afirmações falsas, ou, no dizer da Corte, de jurar em vão ou falsamente (swear falsely)....( the Court says that "[p]roper invocation of the Fifth Amendment privilege against compulsory self-incrimination allows a witness to remain silent, but not to swear falsely."). Enquanto isso no Brasil, como vivemos numa terra em que a impunidade é bem menor que no Estados Unidos, bem vocês sabem.....

tem sido importante o debate que aqui se trava ...

Carlos (Outros)

tem sido importante o debate que aqui se trava pelo óbvio: os advogados de Suzane tem a obrigação/dever de procurar lutar pela sua absolvição. A nova prisão de Suzane não resiste a qualque julgamento baseado nos princípios de Justiça.Não é justo e é medieval e principalmente covarde o tratamento que alguns estão dando a Suzane.

Concordo plenamento com os cometários do Dr.Lel...

Tani Bottini (Delegado de Polícia Estadual)

Concordo plenamento com os cometários do Dr.Lellis, o crime de Suzane por si só dispensa maiores comentários, mas o que não se pode calar é sobre as atitudes das pessoas em relação aos últimos acontecimentos. Será que somos todos pessoas puras e francas, não mentimos, nem enganamos, e se estivessemos na condição de acusados, teríamos a hombridade de falar sempre a verdade, mesmo que isso nos levasse a prisão por longos anos. Sei que a maioria vai dizer: "Imagine, jamais estaria nos lugar dela, ela é um mostro, ela matou os pais"; não se enganem, o ser humano é indecifrável e as vezes comete atos que juraria jamais cometer. Não que seja certo matar, seja lá quem for, mas é direito dela e de qualquer outra pessoa, rica ou pobre, ter um julgamento justo. E é justo entrar num plenário do júri já previamente condenada? Ela tem todo o direito de buscar mudar a opinião pública a seu favor. Os políticos não fazem isso todos os anos eleitorais, com a maior desfaçatez? E pior, no ano seguinte se candidatam jurando serem santos. Então qual o mal dela e seus advogados buscarem que as pessoas a vejam de outra maneira.

Parabéns ao Dr. Lellis pela sábia reflexão. Se ...

Willson (Bacharel)

Parabéns ao Dr. Lellis pela sábia reflexão. Se formos cruéis em nosso julgamento, nós nos igualaremos à assassina perversa. Isso é de todo dispensável à história da evolução humana. Nem mesmo a lembrança do crânio esfacelado da sra. Richthoffen, nem mesmo seu confuso pedido de socorro, travestido em um "estranho ronco" poderia justificar a hodierna aplicação da odiosa Lei de Talião.

Sou uma pessoa duvidosa para comentar algo tão ...

Luis Guilardi (Engenheiro)

Sou uma pessoa duvidosa para comentar algo tão Jurídico, sendo apenas um Engenheiro, mas admiro a Magistratura depois de ter conhecido um grande ser humano, uma pessoa do bem e um padrinho para mim. O artigo mostra de forma ativa e clara, onde o homem está tendendo a chegar e onde provavelmente vai chegar,se não começar a mudar seu modo de pensar como por exemplo o Sr. Dr. Lellis pensa. A Lei hoje, mas conhecida como a “Lei dos Homens”, vem sendo trocada pela “Lei das vinganças” ou “Lei da minha moral”. Os crimes são julgados apoiados pelas leis, e julgados pela moral da mente daquele que sentencia. Fugindo totalmente das formas básicas da lei, onde se lembra a figura “Sega e justa”. Devemos lembrar que todos são um só, e um só, são todos. Devemos ser justos e cegos, mesmo para um individuo réu confesso, todos possuem direitos e tirando seus direitos deixam de ser indivíduos e quem somos nos para fazer com que um ser humano deixe de ser um individuo. “Tem um sentido a minha vida? A vida de um homem tem sentido? Posso responder a tais perguntas se tenho espírito religioso, Mas, ‘fazer tais perguntas tem sentido?’ Respondo: ‘Aquele que considera sua vida e a dos outros sem qualquer sentido é fundamentalmente infeliz, pois não tem motivo algum para viver". Albert Einstein

O Dr. Félix tem a minha admiração no que toca à...

José (Outro)

O Dr. Félix tem a minha admiração no que toca à sua persuasiva habilidade argumentativa, sempre mesclada com muita ironia. No mais das vezes (comentários em outras notícias), concordo com as suas posições críticas, mas, na presente, no que se refere ao direito de mentir, continuo a discordar. O Dr. Félix traz, em linhas gerais, dois argumentos básicos para defender o direito de mentir: a posição doutrinária e as inimagináveis condições carcerárias no Brasil. A respeitável doutrina em que se embasa o Dr. Félix não consegue, contudo, justificar a incriminação de outrem como meio de se safar de uma condenação. Isso por uma questão de lógica, pois o mesmo argumento que visa a justificar a mentira (preponderância do valor da liberdade), volta-se contra o caluniador quando, em juízo, calunia alguém para se safar. As condições carcerárias brasileiras são, sem sombra de dúvidas, piores do que podemos imaginar, fazem esses filminhos americanos passados em prisões parecerem meros dramas vividos em internatos. Porém, a aplicação da pena tem que ser pensada abstraída das condições carcerárias. Quando alguns figurões começarem a freqüentar as unidades prisionais do Brasil, talvez as instituições passarão a se preocupar em melhorar as suas condições. Hoje, porém, não há para que essa preocupação, pois basta bons (e caros) advogados para que somente fiquem a apodrecer nas cadeias aquela velha conhecida clientela (negros, pobres etc.).

O artigo está muito bem escrito. è lógico que ...

Carlos (Outros)

O artigo está muito bem escrito. è lógico que Suzane não podia ser prêsa por causa da entrevista. E mais estão olvidando que a pena não é castigo mas sim uma oportunidade de recuperar o infrator. A mídia e o estado tem responsabilidade em relação a integridade física de Suzane. É bom lembrar que por mais orripilante e reprovável que tem sido seu gesto ela à época tinha apenas 18 anos e pertencia a uma família de classe média alta. Solta foi abandonada pelo próprio Estado as feras. Como bem disse o articulista nós sabemos da história de Suzane apenas do meio em diante e não o passado e os reais motivos que tenham levado a cometer o assassinato dos próprios pais. Entretanto seu apenamento não pode ir além dos limites do apenamento a ser aplicado pelo Estado.

O grande problema do espaço Democ...

hammer eduardo (Consultor)

O grande problema do espaço Democratico aqui aberto pelo CONJUR a "todos" , é a obrigatoriedade de conviver por vezes com idiotas ou desonestos de matizes diversas que por aqui aparecem a fim de desqualificar os demais por incapacidade pura e simples ou desonestidade assumida. Nesse ponto prefiro me ater a opiniões equilibradas e compreensiveis como a do Dr.Jales Ribeiro que pauta seu raciocinio pelo equilibrio embora não necessariamente Eu possa concordar com todos seus pontos de vista. A violencia explicita é contra os demais como ocorreu comigo que fui rotulado de "desqualificado" junto com outros Palestrantes como o Dr.Oliver Holmes que sofreu inclusive a suprema ironia de ter seu nome colocado entre aspas sem motivo a não ser o achincalhe , e outros Comentaristas que tambem precisam ser respeitados como o Jose. Esse tal de felix soibelman não se da o respeito profissional pois simplesmente advoga a favor da pratica rasteira e facil de atacar que pensa diferente e defender o uso da mentira pura e simples e não da habilidade intelectual mais adequada a figura padrão do Advogado. Suas tentativas de esculachar pura e simplesmente os que no seu entender "ousam" ter ideias diferentes das suas , beiram o ridiculo total como se alguma capacidade tivesse para tal. Continuo fiel ao meu ponto de vista inicial. Os defensores da suzanne foram inabeis e nunca houve nenhuma quebra de sigilo entre cliente e advogado como malandramente alguns tentam espalhar aqui , os dois "pseudo" espertos foram vestidos de chapeuzinho vermelho ao encontro arriscado com o lobo mau da Rede Globo , o resto foi puro acidente que obviamente a Globo usou a vontade. O tal "ato de desagravo" é outra piada que na minha humilde opinião ofende os Advogados serios pois fazer desagravo a uma trapalhada dessas por puro "espirito de corpo" sem focar no principal , é no minimo inabilidade publica. Uma historinha de advogado picareta poderia se passar em Berlim no ano de 1945 onde proximo do fim devido ao cerco que se fechava e ao bombardeio das tropas sovieticas , um advogado conseguiria acesso ao bunker onde Adolf Hitler se escondia e no meio das explosões passaria às mãos do ditador um cartãozinho com seu telefone explicando que "- Me de uma ligadinha quando for capturado , vou defende-lo e provar nos tribunais que Voce é inocente e tudo isso que aconteceu ate hoje não passou de um mal entendido...."! Esta é a imagem do picareta padrão que se propunha a mentir como unico recurso em frente ao obvio, me foi contada a nivel de ilustração por um grande Advogado que dava aulas no Vestibular la pelos anos 70 , mas ai ja é outra historia. Usar a inteligencia e os meios disponiveis sim , mentir de forma deliberada nunca , que os reus o façam por uma questão ate de sobrevivencia até se entende. A mediocridade nivela os menores por baixo.

Nada de novo nos comentários dos que insistem e...

Landel (Outro)

Nada de novo nos comentários dos que insistem em que o cliente deve ser orientado pelo seu advogado para mentir. Apenas isso confirma como nossa sociedade adoeceu, se chega a esse ponto de aceitar a mentira como defesa e a falsidade como depoimento. Independente do conhecimento do meio jurídico, é só perguntar a qualquer pessoa se ela gostaria ou aceitaria ser enganada de forma premeditada por alguém. Um engano, um erro ao avaliar uma situação seriam aceitos com desculpas. Mas e o erro premeditado e uma avaliação sabidamente falsa das coisas para levar vantagem? O interlocutor de tal pessoa aceitaria isso? É claro que não. E pior ainda, a pessoa ou pessoas que seriam enganadas seriam membros de um tribunal e conseguindo o mentiroso emplacar sua mentira, poderia não só se ver livre das conseqüências de seu crime, como também poderia conseguir jogar a culpa toda sobre outros, depois de representar um papel de teatro. A maior prova disso reside na seguinte pergunta, que poderia ser feita aos advogados que defendem essa postura: Gostaria de ser enganado pelo seu cliente? Aceitaria fazer uma litigância de má fé sem saber, levado pelas mentiras dele? Sentiria ter desempenhado um justo papel se o culpado de um crime grave, além de manipular seu defensor com mentiras, com o seu silencioso consentimento, conseguisse culpar outra pessoa? Seja quem for que responda sim a essas perguntas não pode mais dizer que é membro de uma organização judiciária, pelo menos no que entendemos de que essa organização tenha como finalidade fazer prevalecer a Justiça. Pode sim ser membro de uma organização judiciária que se ampara na mentira, que se escuda na falsidade e que sentencia na hipocrisia. Aí sim, porque numa organização judiciária que tivesse como ideais a Verdade, a Justiça e acima de tudo a Coragem de arcar com as conseqüências dos atos cometidos, isso nunca seria possível, em hipótese alguma. Vai aí também para o advogado o comportamento de defender seu cliente nessas condições de Justiça, Verdade e Coragem, palavras que precisam ser realçadas em sua importância, pois hoje em dia nosso sistema judiciário e legislativo está em falta delas. E o verdadeiro advogado defende essas qualidades se pensar e agir dentro delas, defende o culpado como possível e defende também a sociedade da qual faz parte, afrontando a batalha que tem pela frente dessa maneira. Falando dessa forma, devemos distinguir claramente que a orientação devida por um advogado ao seu cliente é a de guiá-lo pelos caminhos da defesa, ter amplo conhecimento do que foi feito pelo réu e orientá-lo então da melhor maneira possível, cabendo pela enormidade das conseqüências, o silêncio ou a abstenção ao declarar-se culpado ou inocente ou a coragem de responder. E ter a seu lado esse defensor e não um prestidigitador barato, habituado a fazer truques com baralhos para platéias boquiabertas e ingênuas, a dizer para seu cliente quais as melhores cartas a mostrar e em que momento. É só olhar para o estado lastimável em que se encontra nossa nação, em termos políticos e sociais e ver que tudo isso aos poucos foi crescendo dessa forma mercenária de ver a Justiça, a Verdade e a Coragem como uma cruz a ser carregada pelos justos, enquanto os injustos riem em CPIs, mentem confortavelmente em tribunais e cospem nos que foram atingidos pelos seus crimes. Assim cresceu essa forma de pensar, como um cogumelo, protegido na sombra da mentira, enraizado numa advocacia de falsidades. Esse debate ultrapassa o caso atual. Ele se insere na nossa conduta do dia a dia, com as pessoas que fazem parte dessa sociedade, dessa nação. Pois se uma parte considerável dos que falam sobre isso considerar lícito mentir para o que chamamos, consideramos e veneramos como Justiça, quem será então, dentre todos nós, como cidadãos e pessoas na vida política e social da nação, aquele que terá o direito de ouvir a Verdade e se guiar por ela com Coragem?

Devemos ir além da superfície. O suposto “direi...

J. Ribeiro (Advogado Autônomo - Empresarial)

Devemos ir além da superfície. O suposto “direito de mentir” não advém de simples ou mesmo notáveis juristas, mas de seus verdadeiros idealizadores, como Immanuel Kant, Benjamim Constant e Arthur Schopenhaue, a quem somos obrigados a recorrer, para que não esqueçamos do bem maior que é a vida (digna), e que a razão e o bom senso não se sucumbam. As questões colocadas pelo articulista, no caso em questão, não deixa de ser um alerta aos profissionais do direito, principalmente aos estudantes ou iniciantes do direito, para uma formação jurídica adequada e socialmente aprovada. Os exemplos inadequados, como os citados, não são exemplos de profissionais comprometidos com a seriedade que o caso exigia e exige, pelo menos na infeliz e desastrada entrevista. Kant, que não admite a mentira, pois para ele (Kant) ela (mentira) pode “induzir o ouvinte a praticar determinada ação que não corresponde à sua vontade e sim à vontade daquele que proferiu a sentença não verdadeira, privando o ouvinte de fazer uso da sua total liberdade de ação, isto é, violando o conceito de direito como um todo e violando o direito do ouvinte de saber a verdade”. Mesmo para B. Constant, defensor da idéia do suposto direito de mentir, admite a exceção, não devendo mentir quando a falsa declaração prejudica a alguém. Já para Arthur Schopenhaue, diz que fazer uso da mentira, parte de elementos falsos ao “intelecto alheio que seriam motivos agindo sobre o caráter do indivíduo, e que o obrigariam a praticar algo que ele não faria caso não tivesse acesso a tais informações”. Para ele, “quando mentimos temos um motivo para fazê-lo, mas este motivo, na grande maioria dos casos, é um motivo injusto, pois se mentimos é porque não podemos usar de outro artifício para fazer com que o outro aja de acordo com nossa vontade”. O bom profissional se afasta ou evita os meios truculentos para obter seu intento ou fim. Prefere o uso da inteligência, em vez da prática inescrupulosa. A astúcia, usada de forma ética e inteligentemente, também não deve ser descartada para atingir um fim justo, que não deve ser confundida como “meio” (“todo ser racional existe como um fim em si mesmo e não deve ser tratado como meio” - Kant). O mundo talvez não seja para os ingênuos, mas com certeza não é e nem será para os desonestos. Embora não seja recomendado ao profissional e sem querer ofender a quem quer que seja, cada um pode mostra as feridas que tem, mas não pode mostrar as feridas dos outros que não as conhece.

C'a estou eu de novo.Percebo que ha pessoas que...

Orlando (Consultor)

C'a estou eu de novo.Percebo que ha pessoas que, nao conseguindo conviver com opinioes divergentes, partem logo para o ataque pessoal.Eivado de jargoes, palavr'orio pomposo etc mas querendo, no fundo, desconstruir o outro.Lamentavel.J'a que estou em site de advogados, alem da patetica vaidade pessoal, qual outro merito ( para sociedade por exemplo ) de alguem saber que livrou da cadeia um assassino confesso?Isso nao 'e uma distor'cao?Li uma materia, em uma semanal, que cita o livro de um advogado que se orgulha de ter conseguido livrar da cadeia assassinos confessos ou conseguido penas leves para outros.Parece que, no Brasil, morreu "acabou" em todos os sentidos.'E literal mesmo.Ninguem lembra dos mortos ...Se alguem pede para se "imaginar-como-dolorosa-deve-ser-uma-morte-a-barra-de-ferro-dormindo" a'i entao este que levantou a questao 'e considerado um "leigo", "tolo", "nao entende o direito coitado", "de direita", "apelao" e outros adjetivos mais .Quando bastava para o outro refletir como deve ser dolorosa esta morte.Ponto.Mas ...vivemos em um pais onde a pessoa faz isso e depois vc a encontra,solta e fagueira, fazendo compras em supermercado, ou indo ao cinema....vivendo sua vida.E a vida de quem se foi?Nada valia?Que distor'cao vivemos em nosso pa'is.

Sou contra a pena de morte. Nesse sentido, acom...

José (Outro)

Sou contra a pena de morte. Nesse sentido, acompanho o entendimento do Juiz de que o Estado não deva promover a vingança contra a "inimiga pública" Suzana. Mas paro por aí. O direito de ficar calado, de não produzir prova contra si, não deve ser confundido com o direito irrestrito de mentir. No caso específico, a mentira esposada pela Suzane, orientada pelos seus advogados, caso "emplaque" no Judiciário, irá agravar a pena dos irmãos Cravinhos. Pergunto: existe algum traço de ética em piorar a situação de terceiros para safar-se de sua própria responsabilidade? Infelizmente, o dinheiro, traduzido pela possibilidade de contratar os advogados mais "espertalhões", ainda é a regra para aferir o grau de culpa do réu na Justiça. É assim no Brasil, é assim no mundo, mas não aceito me conformar e aplaudir essa linha de atuação advocatícia.

Parabéns, Eduardo Hammer, palavras simples e o...

Oliver Holmes (Outros - Criminal)

Parabéns, Eduardo Hammer, palavras simples e objetivas. Qualidades de quem se move pela verdade. A mentira, como se sabe, é que exige os contorcionismos dos "sabidos", pois ela é que precisa de iludir os fatos.

òtimo artigo, inclusive após a notícia da prisã...

Sergio Menezes Dantas Medeiros (Advogado Associado a Escritório)

òtimo artigo, inclusive após a notícia da prisão de Suzane, fiquei pensando no aval que o poder judiciário deu a rede globo, até acho que foi premeditado afim de prender a jovem novamente, mas os advogados não perceberam.

O artigo acima assinado por um Juiz...

hammer eduardo (Consultor)

O artigo acima assinado por um Juiz é até bem interessante e aborda alguns pontos que outros artigos talvez exagerados no conteudo deixaram passar . De qualquer maneira , considero que se está perdendo muito tempo com "mau defunto" , se a homicidazinha for a Juri Popular , com certeza vai levar de brinde todo o peso possivel da condenação. O que incomoda é saber que devido ao excesso de penduricalhos que as nossas pre-historicas leis ainda trazem em seu bojo , a homicida em pouco tempo estará de volta as ruas atraves de todos aqueles lamentaveis artificios que sabemos existir. Longe de mim querer defender a Rede Globo mas convenhamos que fazer espetaculos circenses de desagravos a dois incompetentes que tentaram pegar carona numa reportagem para melhorar uma situação , ai já é forte demais. Tenho observado com grande preocupação aqui no Conjur uma muito mal disfarçada campanha de "homologação" do uso da mentira e distorção dos fatos por parte dos Advogados como coisa "corriqueira" e facilmente assimilada pela categoria. Quero crer ( e preciso crer) que estou entendendo errado senão ficarei obrigado a rever meus conceitos sobre a seriedade basica que se imagina da categoria. Os pontos basicos se resumem a dois indiscutiveis. A moça é uma homicida de altissima periculosidade que deveria "no minimo" apodrecer na cadeia ate o fim dos seus dias ( se isso aqui fosse um Pais serio e com um codigo de leis atual). Os 2 "adevogadios" deveriam ser urgentemente serem contratados pela equipe do Casseta e Planeta pois a trapalhada que protagonizaram de maneira tão bizonha merece apenas isso e não essa nauseabunda "manifestação de desagravo" dos coleguinhas que parecem comungar da mesma falta de carater. Não houve invasão de privacidade alguma nem quebra de sigilo entre Advogado e Cliente como tentam espertamente alegar , foram todos literalmente de encontro ao "lobo" da Imprensa e deveriam estar cintes dos riscos envolvidos ja que ficou limpido que tanto possuem para esconder. O que ocorreu foi uma grosseira trapalhada em que os espertalhões de anelzinho no dedo acharam que poderiam pegar carona no interesse da Imprensa e de lambuja melhorar a "imagem" dessa ferinha de cabelos oxigenados por parte da Sociedade que por eles é sempre vista como um aglomerado de nescios a espera dos messias dos tribunais. Contra fatos não existem argumentos, espetaculos circenses podem ter finais pouco felizes como os dias vindouros deverão mostrar. Parabens a nobre Doutora Puglisi e alguns outros que se debatem solitariamente em nome daquela coisinha antiga que parece ter saido de moda chamada de DECENCIA.

Lendo os comentarios aqui registrados, nao cons...

Orlando (Consultor)

Lendo os comentarios aqui registrados, nao consigo deixar de pensar uma coisa...nao sei se me choca mais um crime triste, cruel e covarde ou a racionaliza'cao do mesmo pelos "operadores" do Direito.Quem disse que 'e racionalizando que se obt'em justica?E onde est'a a linha que separa o devido e justo enquadramento na lei e a benevolencia dos operadores, que sempre buscam nas palavras dificeis e na adjetiva'cao - os chamados "leigos"- para criar um "universo paralelo e confuso" onde a indigna'cao 'e confundida com vingan'ca e comentarios sobre a torpeza do crime 'e para "conversas de salao de beleza"?Tenham paciencia senhores!!!Uma justi'ca que anda tao desconectada da sociedade que representa, se encastelando em jargoes e tecnicismos, nao pode ser saudavel.Bom senso, EMPATIA com os mortos e humildade nao faz mal a ninguem.

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