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Comentários de leitores

8 comentários

Ora, seria uma oportunidade para mostrar para a...

Francisco Lobo da Costa Ruiz - advocacia criminal (Advogado Autônomo - Criminal)

Ora, seria uma oportunidade para mostrar para a nossa sociedade como os enjaulados no RDD são humilhados e perversamente cobrados pelos crimes praticados. Aliás, a coletividade que tanto reclama das "mordomias" nos presídios iria se deliciar se houvesse um big brother em nossas cadeias e carceragens, óbvio, dando prioridade de transmissão à Rede Gloooobo, permitindo comentaristas de outras emissoras.

Caro Dr. Raul Haidar (Tributária), Em que pe...

Comentarista (Outros)

Caro Dr. Raul Haidar (Tributária), Em que pese seu pertinente comentário e novamente com a devida vênia, creio que a polêmica não deva ser confundida com "privilégio". Ainda quanto ao seu comentário, vale lembrar quem a entrevista FOI AUTORIZADA pelo juiz da Vara de Execuções Criminais e Corregedor dos Presídios, ou seja, quem mais conhecimento tem - de fato - sobre os detentos. No entanto, e provocado por recurso do MP, quem decidiu PROIBIR a tal entrevista foi o TJ/SP, ou seja, aquele mesmo Tribunal que há alguns dias atrás absolveu o Coronel Ubiratan da acusação pelo vergonhoso "Massacre do Carandirú", cuja consequência ainda pode ser uma eventual condenação do Brasil perante os organismo internacionais de defesa dos direitos humanos. Ou seja, o mesmo Tribunal que reconheceu o direito de matar 111 presos ao Coronel Ubiratan, por entender que o mesmo agiu sob o "estrito cumprimento do dever legal", proibiu uma entrevista de um condenado por sequestro. O Coronel, após ser absolvido pela morte dos 111 presos pelo TJ/SP, deu entrevista "coletiva", afirmando sempre ter "confiado" na justiça (mesmo tendo sido condenado a centenas de anos por Júri Popular e ter conseguido o "direito" de recorrer em liberdade). Já o chileno, preso pelo sequestro do publicitário, não pode ser entrevistado... Por essas e outras é que continuo acreditando que a tal entrevista não deva ser confundida com "privilégio". Por fim, perguntar não ofende: se nós fôssemos obrigados a passar um único dia (ou noite) juntamente com um desses dois cidadãos (o Coronel ou o chileno), dentro de uma cela, qual deles seria o escolhido? É claro que não é preciso responder, pois a hipotética pergunta serve apenas de reflexão sobre os caminhos e objetivos de nossa justiça, tão desacreditada perante o povo e os próprio operadores do direito. Infelizmente! Essa é, data vênia, a minha opinião.

Certissimo o o Juiz que proibiu o preso de dar ...

Juarez Araujo Pavão (Delegado de Polícia Federal)

Certissimo o o Juiz que proibiu o preso de dar entrevista, porque se a moda pega, daqui a pouco tem preso cobrando alto para dizer como fez o mal.Aí passa valer o velho ditado: "no Brasil o crime compensa", ou seja, seria melhor cometer crime,do que trabalhar e depois ir para o INSS pedir esmola.

Sr. Comentarista: sou jornalista há 40 anos, (D...

Raul Haidar (Advogado Autônomo)

Sr. Comentarista: sou jornalista há 40 anos, (DRT/SP 10.192) sindicalizado (FENAJ-MS 15.548)e,portanto, cônscio das questões atinentes à liberdade de imprensa e prerrogativas dos jornalistas. Estas, contudo, só podem ser exercidas nos termos da lei vigente. A lei de execuções penais permite que o Juiz restrinja a manifestação do preso. Não se pode, para uma suposta defesa da "liberdade de imprensa", permitir que um criminoso, condenado, utilize a mídia sem controle e quando queira. O uso dos meios de comunicação por pessoas condenadas por crimes pode e deve sujeitar-se ao controle do juiz responsável pela execução. Abrir a qualquer criminoso o acesso à mídia é transformá-la em instrumento mais perigoso do que já é.

Caro Dr. Raul Haidar (Tributária), Com a dev...

Comentarista (Outros)

Caro Dr. Raul Haidar (Tributária), Com a devida vênia, creio que a prisão localizada na base de Guantanamo não deva servir de exemplo para nenhum país civilizado, mesmo porquê condenada - inclusive - pela comissão de direitos humanos da ONU e demais entidades da comunidade internacional que lutam em prol dos direitos fundamentais do homem. No mais, creio também que os bandidos, sejam de quais nacionalidades forem, devem cumprir as penas pelos crimes cometidos no Brasil, mas a liberdade de expressão e o respeito às prerrogativas da imprensa não devem ser confundidos com "privilégios", pois isso é típico de regimes totalitários e de exceção. Essa é, data vênia, a minha opinião.

Comentarista: onde anda a liberdade de expressã...

Raul Haidar (Advogado Autônomo)

Comentarista: onde anda a liberdade de expressão dos presos que os Estados Unidos mantem na base de Guantanamo, lá mantidos sem processo? Andou bem o Tribunal. Bandido ter espaço na mídia já os há em excesso no Brasil. Não precisamos que bandidos importados ganhem privilegios.

Independentemente da entrevista servir ou não p...

Comentarista (Outros)

Independentemente da entrevista servir ou não para "exaltar a atividade criminosa e enfraquecer a segurança do sistema penitenciário do Estado", como foi fundamentado, a decisão de proibí-la, data vênia, certamente servirá para mostrar ao resto do mundo a quantas anda a liberdade de expressão e dos profissionais da mídia no Brasil.

Data venia, decisão política, pois a opinião do...

Armando do Prado (Professor)

Data venia, decisão política, pois a opinião do juiz da Vara de Execução é a mais correta: conhece o preso, acompanha-o e, portanto, com mais condições para decidir.

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