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Comentários de leitores

6 comentários

Numa democracia o poder é do povo, não da elite...

allmirante (Advogado Autônomo)

Numa democracia o poder é do povo, não da elite, ou da burocracia, ou da sapiência. E o povo é representado no Congresso Nacional, única instituição capacitada a editar as leis, pelo menos em estado democrático de direito. Em estado autoritário de direito, como é o nosso, no qual o Presidente edita Lei, e o Congresso diz amém, o Judiciário, que é um poder derivado, se esbalda. Sua função é interpretar a lei, mas isso é muito pouco para quem tem sede. Então soma-se ao patrão executivo e também se dispõe a ditar a lei, naturalmente sempre em prol do mecenas.

Gosto do Min. Carlos Brito, mas discordo dele q...

Gedaías (Funcionário público)

Gosto do Min. Carlos Brito, mas discordo dele quanto à forma de escolha dos ministros do Supremo. A fórmula atual peca pela extrema discricionariedade posta nas mãos do Presidente da República. Prova disso é que mesmo quando a escolha recai sobre alguém iluminado (como o Min. Gilmar Mendes, p. ex.), as críticas são inevitáveis. Penso que a forma de escolher os ministros da mais alta Corte de Justiça do país deve mudar. E pra melhor!

Há um grande equivoco aqui, senão um factoide. ...

Bira (Industrial)

Há um grande equivoco aqui, senão um factoide. Notadamente observamos decisões técnicas em excesso contra a necessidade imediata de combate a corrupção. Curioso não?.

Fica dificil não dizer que não exista uma certa...

Ferraz de Arruda (Juiz Estadual de 2ª. Instância)

Fica dificil não dizer que não exista uma certa simpatia daquele que foi escolhido pelo presidente para ocupar a cátedra jurisdicional suprema. O que é preciso ser observado que todos os Ministros nomeados pelo presidente tiveram, em algum momento da vida, comprometimento com a politica partidária ou, se impedido em decorrência da lei, compromissos ideológicos afinados com o petismo, sem contar evidentemente o grande peso que representa para essas nomeações a figura do Ministro da Justiça, criminalista de juri, com uma sensibilidade política extrordinária, um verdadeiro primeiro ministro de Lula. Seria, portanto, uma grande mentira, daquelas que nem o mesmo o parvo do Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente, acreditaria que o senhor Lula nomeou esses ministros sem o mínimo interesse político. Se o nomeado vai ser solícito ou não, isso é outra coisa. Antigamente, de regra, as nomeações para o Supremo eram estritamente técnicas. Quanto ao fato do Supremo exercer função de Governo é óbvio que exerce, na medida em que o Estado Democrático de Direito se sustenta em três funções de GOVERNO. O nosso Estado, contudo, desde a reforma do Judiciário deixou de ser Demcorático de Direito, porque o Judiciário não goza mais de autonomia administrativa, portanto, perdeu a capacidade constitcuional de auto-Governo. Como os 15 que foram nomeados para o CNJ, são simplesmente nomeados, o que nos resta agora é sermos governados de fato e de direito pelo POder Executivo e Legislativo.

Eu bemque tentei ler esta reportagem. Mas não ...

Lu2007 (Advogado Autônomo)

Eu bemque tentei ler esta reportagem. Mas não deu para chegar até o fim. Eu acho que nós todos temos cara de idiotas. Então a escolha dos ministros do STF não tira a parcialidade deles? Então eles estão sendo imparciais neste governo? Toda a sociedade, a OAB, os profissionais do direito estão surtados e o Ministro é que está certo. Sim, porque só ele e os outros ministros do STF pensam assim. Nós é que estamos loucos!!!!

Há um conceito de governo que diz ser governo a...

Láurence Raulino (Outros)

Há um conceito de governo que diz ser governo a máquina do Estado que o conduz. Então o Judiciário, parte dessa máquina do Estado é governo, sim, ilegítimo, é verdade, mas é governo.

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