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Chance de voar

Transbrasil entra com pedido de recuperação judicial

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Esclareça-se, ainda, que a TRANSBRASIL detinha 35% (trinta e cinco) por cento, aproximadamente, do mercado da aviação civil nacional no momento em que o Grupo General Electric a desapossou das 06 (seis) aeronaves supramencionadas.

 

 

 

Dessa forma, os prejuízos decorrentes da vindita adotada pelo Grupo General Electric em desfavor da TRANSBRASIL são indescritíveis.

 

 

 

Mas não foi só.

 

 

 

Ao perceber que a TRANSBRASIL estava logrando administrar a crise, o Grupo General Electric se utilizou de 06 (seis) notas promissórias dadas em garantia de contrato de reescalonamento de dívidas já pago (cf. abaixo) para formular, em junho de 2001, pedido de falência em desfavor daquela empresa e — simultaneamente, pasme-se — ajuizar execuções contra devedora solvente contra a mesma.

 

 

 

Veja-se, a título de ilustração, que a TRANSBRASIL até então detinha 17% (dezessete por cento) do mercado da aviação civil nacional, recebia 13.000 (treze mil) consultas de passagem por dia e vendia passagens pelas melhores empresas de turismo do Brasil e do Mundo — isto sem se falar nos mais de 3.000 (três mil) empregos diretos por ela gerados.

 

 

 

No dia seguinte ao mencionado pedido de falência, o número de consultas de passagem caiu para 300 (trezentos), acarretando, ainda, dúvidas no mercado em relação às condições da empresa para cumprir suas obrigações, o que culminou com o encerramento de todas as linhas de crédito, tanto nacionais quanto internacionais, bem como a capacidade de alongamento de seu endividamento, como faz prova as atas dos Conselhos de Administração da época.

 

 

 

Em decorrência desse cenário, as receitas da TRANSBRASIL minguaram de uma hora para outra e a empresa não mais teve condições de manter em pleno funcionamento a sua estrutura funcional e administrativa.

 

 

 

Desde então, a TRANSBRASIL mantém uma estrutura mínima, a qual vem trabalhando, juntamente com profissionais terceirizados, para a revitalização da empresa.

 

 

 

II.4 – As tentativas de revitalização da TRANSBRASIL

 

 

 

A partir do cenário acima mencionado, a TRANSBRASIL deu início a várias negociações visando o retorno das operações da empresa, e, conseqüentemente, ao pagamento do seu passivo e, ainda, ao resgate de milhares de empregos, diretos e indiretos.

 

 

 

Ocorre que, durante esses anos, as investidas do grupo General Electric contra a TRANSBRASIL continuavam a afugentar os vários investidores interessados na empresa.

 

 

 

Dentre eles, vale a pena mencionar o Grupo Opportunity, que manteve equipe própria dentro da TRANSBRASIL durante aproximadamente 20 (vinte) meses preparando sua retomada — o que somente não ocorreu porque esse grupo econômico foi obrigado a desistir da operação por conta do mencionado pedido falimentar do Grupo General Electric, que naquela época não havia ainda sido resolvido.

 

 

 

Hoje, apesar de todas as adversidades, a TRANSBRASIL ainda é empresa viável e passível de recuperação, tanto do ponto de vista jurídico, quanto do econômico e financeiro. 

 

 

 

Assim, em parceria com um novo grupo econômico (que já expressou inclusive perante as Autoridades a sua intenção de participar da revitalização da TRANSBRASIL), a companhia vem tomando todas as providências necessárias para o retorno de suas operações, tais como (i) a conclusão de um business plan (plano de negócios), (ii) auditoria do total do passivo e ativo, (iii) a negociação do débito trabalhista com os sindicatos e demais entidades de classe, dentre outras.

Leonardo Fuhrmann é repórter da revista Consutor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 21 de outubro de 2005, 19h00

Comentários de leitores

2 comentários

É um absurdo o que a GE fez com a Transbrasil, ...

macedo (Professor Universitário)

É um absurdo o que a GE fez com a Transbrasil, foi uma ação criminosa, que talvez tenha sido até encomendada por concorrentes! Gostaria de sugerir as estâncias legislativas, executivas e judiciárias que trabalhem para que o que ocorreu com a transbrasil não se repita.

Para que tanto trabalho em formular o técnico t...

HERMAN (Outros)

Para que tanto trabalho em formular o técnico trabalho jurídico. O Celso Cipriane (ex-diretor) da TRANSBRASIL, não é amigo pessoal do Presidente Lula desde a época em que era investigador de polícial do DOPS/SP. E os milhões de reais sonegados dos funcionários, quem paga ?????

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