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Chance de voar

Transbrasil entra com pedido de recuperação judicial

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II.2 – A crise

 

 

 

A despeito de sempre haver mantido a qualidade dos seus serviços tanto em vôos nacionais, como em vôos internacionais, a TRANSBRASIL, assim como as demais empresas aéreas, passou a enfrentar dificuldades na década de 1990 em decorrência da fracassada política governamental para o setor — a qual caminhou do “congelamento” à absoluta liberdade do valor das tarifas aéreas à mais absoluta liberdade.

 

 

 

A crise do petróleo, o verdadeiro cartel existente entre os agentes responsáveis pelo arrendamento das aeronaves (onde o Grupo General Electric verdadeiramente domina todo o mercado nacional e internacional), entre outros fatores exógenos, também contribuíram de forma significante para o comprometimento das finanças da empresa.

 

 

 

No âmbito interno, o comprometimento da saúde e o posterior falecimento do seu fundador, o Dr. Omar Fontana, deixou a companhia sem o seu criador e timoneiro natural.

 

 

 

É fato, pois, que no final da década de 90 e início desta década, a TRANSBRASIL estava fragilizada.

 

 

 

Sem prejuízo disso, a TRANSBRASIL, como as demais empresas do setor, continuou buscando, com relativo sucesso, soluções empresariais para solucionar a crise.

 

 

 

Veja-se, nesse sentido, que no primeiro trimestre de 2001, antes das nefastas e ilícitas ações do Grupo General Electric (cf. abaixo), a empresa apresentou lucro operacional.

 

 

 

 

 

II.3 – A TRANSBRASIL é vítima de ação ilegal do GRUPO GENERAL ELECTRIC

 

 

 

Em fevereiro de 2000, a aeronave que fazia o vôo 202 da TRANSBRASIL — entre São Paulo e Porto Alegre — sofreu uma aquaplanagem no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre (RS).

 

 

 

Referido evento causou algumas avarias na aeronave — um Boing 737-400, prefixo PT-TEO, de propriedade do Grupo General Electric, que estava arrendado à TRANSBRASIL.

 

 

 

A despeito disso, o Grupo General Electric tentou convencer a TRANSBRASIL, a todos os custos, a declarar a perda total da citada aeronave. Com isso, o Grupo General Electric, proprietário da aeronave, objetivava receber o valor do seguro. Explica-se: a aeronave valia aproximadamente US$ 17 milhões e estava segurada por US$ 34 milhões.

 

 

 

A TRANSBRASL não concordou com tal pretensão ilícita do Grupo General Electric e este, em represália, tomou de uma só vez, em véspera de feriado, 06 (seis) aeronaves que estavam arrendadas à empresa, causando vultosos prejuízos e desequilíbrio econômico-financeiro.

 

 

 

Esse cenário foi relatado com riqueza de detalhes e em declarações escritas pelos Engenheiros Francisco Eustáquio Chavez Mendes e Rogério Araújo, respectivamente, Diretor de Engenharia e Manutenção e Coordenador de Reparos da TRANSBRASIL à época — os quais participaram de todas as reuniões sobre o assunto em Miami, EUA.

 

 

 

Esclareça-se que a aeronave envolvida na aquaplanagem acima mencionada foi ulteriormente recuperada e voou pela empresa VARIG até pouco tempo atrás, deixando evidente a pretensão ilícita do Grupo General Electric.

 

 

Leonardo Fuhrmann é repórter da revista Consutor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 21 de outubro de 2005, 19h00

Comentários de leitores

2 comentários

É um absurdo o que a GE fez com a Transbrasil, ...

macedo (Professor Universitário)

É um absurdo o que a GE fez com a Transbrasil, foi uma ação criminosa, que talvez tenha sido até encomendada por concorrentes! Gostaria de sugerir as estâncias legislativas, executivas e judiciárias que trabalhem para que o que ocorreu com a transbrasil não se repita.

Para que tanto trabalho em formular o técnico t...

HERMAN (Outros)

Para que tanto trabalho em formular o técnico trabalho jurídico. O Celso Cipriane (ex-diretor) da TRANSBRASIL, não é amigo pessoal do Presidente Lula desde a época em que era investigador de polícial do DOPS/SP. E os milhões de reais sonegados dos funcionários, quem paga ?????

Comentários encerrados em 29/10/2005.
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