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Injúria racial

Piada racista divide imprensa e pode virar inquérito no Piauí

O limite entre a liberdade de expressão e o racismo de uma piada de mau gosto dividiu a imprensa do Piauí neste mês. A causa foi uma nota publicada no site Portal AZ, na coluna Xico Pitomba — pseudônimo usado pelo jornalista Arimatéia Azevedo. Nela, o colunista afirmou que o cabeleireiro e maquiador José Osmar Pereira Emídio, conhecido como Índio, havia morrido por ter “muito trabalho” para “clarear” a apresentadora Maia Veloso, da TV Meio Norte, emissora na qual ele trabalhava.

Índio havia morrido em decorrência de um infarto. A advogada da emissora, Audrey Magalhães, apresentou queixa-crime contra Arimatéia Azevedo por crime de racismo à Delegacia de Repressão às Condutas Discriminatórias de Teresina.

Para a delegada Patrícia Monte, responsável pelo caso, não houve crime de racismo, mas de injúria racial. Como esse é um crime privado, Patrícia está esperando que a apresentadora se manifeste para decidir se o inquérito contra Azevedo deve continuar. Maia ainda não se manifestou.

Patrícia esteve na sede do site no dia 7, para conversar com o dono do portal sobre a nota publicada. Azevedo, que já depôs sobre o caso, afirma que o proprietário do Sistema Meio Norte de Comunicação tem pendências judiciais com ele e está usando a polêmica para atingi-lo. O dono do Portal AZ processa a empresa por questões trabalhistas.

Contra Arimatéia pendem, ainda, acusações de chantagear empresários e outras personalidades, divulgando "denúncias" em campanhas que só são suspensas mediante pagamento.

Revista Consultor Jurídico, 21 de outubro de 2005, 14h00

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