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Chama o ladrão

MP quer que Corregedoria investigue seqüestro de assaltante

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Os promotores do Gecep — Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial solicitaram nesta quinta-feira (20/10) ao corregedor-geral da Polícia Civil que a Corregedoria investigue o crime de extorsão mediante seqüestro de que teria sido vítima um dos supostos assaltantes do Banco Central em Fortaleza. Os promotores alegam que há indícios da participação de policiais no seqüestro.

Luiz Fernando Ribeiro, que também usa o nome de Luiz Fernando Viana Salles, conhecido como Fê, é apontado pelas investigações da Polícia Federal como suspeito de ter participado do furto de R$ 164,7 milhões do caixa-forte da agência do Banco Central em Fortaleza. Segundo as investigações, ele teria ficado com R$ 20 milhões do dinheiro furtado.

Os promotores alegam que há indícios, que ainda precisam ser apurados, de que policiais do Deic ou pessoas a eles ligados teriam participado do seqüestro do suposto assaltante. O corpo de Fê foi encontrado no Sul de Minas.

“Também, pelos mesmos motivos acima expostos, é inaceitável que familiares de um dos autores do furto do prédio do Banco Central do estado do Ceará fossem levados às dependências do DEIC para ‘reconhecimento’ dos policiais pertencentes ao quadro efetivo daquele Departamento policial”, afirmaram os promotores na carta, com base em informações publicadas nos jornais.

Fê foi seqüestrado no dia 7, quando chegava em sua Pajero a uma boate na Rua dos Pinheiros, Zona Oeste de São Paulo. Os dois homens que abordaram o assaltante disseram que eram policiais federais. Os seqüestradores exigiram da família do assaltante R$ 2 milhões de resgate. O valor foi pago no dia 9. Horas antes do pagamento do resgate, um delegado da PF telefonou para a Corregedoria da Polícia Civil dizendo ter recebido uma denúncia de que o Deic havia prendido Fê.

Leonardo Fuhrmann é repórter da revista Consutor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 20 de outubro de 2005, 18h56

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