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Recuperação da empresa

Funcionários da Varig fazem plano alternativo de recuperação

Os Trabalhadores do Grupo Varig, entidade que reúne as associações de funcionários da companhia aérea, entregaram nesta terça-feira (11/10), à Justiça do Rio de Janeiro um plano alternativo para a recuperação da empresa. O projeto, que será levado à assembléia geral de credores na quinta-feira (13/10), prevê investimentos da ordem de 750 milhões de dólares, com origem em diversas fontes.

A maior parte dos recursos, 300 milhões de dólares, partiria de um investidor direto, cujo nome não foi revelado; outros 200 milhões seriam aplicados no primeiro ano como resultado do refinanciamento de recebíveis; 150 milhões viriam de um banco europeu que está negociando com fundos americanos; e, por fim, os próprios trabalhadores fariam um aporte de 100 milhões de dólares.

O plano foi entregue ao presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Sergio Cavalieri Filho, e aos juízes que integram a comissão que cuida do processo de recuperação judicial da Varig.

Os trabalhadores fazem várias críticas ao projeto apresentado pelos gestores da Varig. Entre as principais objeções, estão a demissão de 13% dos 12.800 funcionários e a mudança da sede da empresa para São Paulo. Também consideram inviável a venda da VarigLog. “O principal problema dos devedores é não ter feito o dever de casa”, afirma o economista Paulo Rabello de Castro, chairmain da SR Rating, agência brasileira de classificação de risco de créditos. Ele cita como exemplo a previsão de gastos de 78 milhões de dólares para o pagamento de honorários da diretoria.

O desembargador Sergio Cavalieri reafirmou que o Judiciário do Rio tem se empenhado para salvar a Varig dentro da legalidade. No entanto, alertou que o momento é gravíssimo e a empresa tem vários aviões parados por falta de manutenção.

“A questão principal é como manter a Varig voando. E nós temos limites: o primeiro deles é que o plano apresentado pela companhia tem sofrido objeções e o impasse levará à quebra; o segundo, é que não contêm vocês com a boa vontade do Governo Federal. Se depender disso, o plano não vai à frente”, disse.

Com a apresentação da alternativa dos trabalhadores, sobe para três o número de planos a serem examinados pela assembléia de credores marcada para quinta-feira no Hotel Glória, no Rio. Primeiramente, será examinado o projeto apresentado pelos gestores da Varig, depois, os planos da Docas e da TVG — Trabalhadores do Grupo Varig. Especula-se, ainda, que o Sindicato Nacional dos Aeronautas e a Aerus — fundo de pensão dos funcionários da empresa — também tem planos próprios que seriam levados diretamente à assembléia.

Revista Consultor Jurídico, 12 de outubro de 2005, 8h55

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