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Dobra número de aprovados no Exame de Ordem da OAB paulista

O número de aprovados no Exame de Ordem da OAB paulista dobrou. A entidade divulgou, nesta terça-feira (29/3), o resultado final do Exame de Ordem nº 125, feito nos dias 16 de janeiro (1ª fase) e 20 de fevereiro (2 ª fase). Do total de 27.724 inscritos, 5.727 foram aprovados -- percentual de 20,65% bem superior ao último Exame.

O último Exame registrou apenas 8,57% de aprovados, o índice o mais baixo da história do Exame de Ordem da OAB-SP. A lista dos aprovados pode ser consultada no site da OAB paulista.

O percentual de aprovados tende a aumentar com o acréscimo dos candidatos remanescentes que ainda prestarão a segunda fase do Exame 126. A informação é da OAB-SP.

Para o presidente a OAB paulista, Luiz Flávio Borges D´Urso, o resultado retoma a margem histórica de aproveitamento nos Exame de Ordem, que se manteve entre 20% e 30% de aprovados. “O resultado anterior foi atípico, sendo o pior na história do Exame de Ordem da Seccional Paulista. Logicamente, o percentual de 20,65% de aprovados está longe de ser o ideal -- uma vez que a prova não é classificatória e todos poderiam ser aprovados -- mas deixa implícita a necessidade de melhorar a qualidade do ensino jurídico que, na maioria das instituições não está conseguindo preparar adequadamente, o bacharel para o Exame e para o exercício da advocacia”, avalia D´Urso.

O adiamento na divulgação do resultado do Exame deveu-se a problemas operacionais, uma vez que cada prova é corrigida por três diferentes examinadores e a média apurada por leitura ótica, sistema implantado nesta edição do Exame. Devido a incorreções no preenchimento desse campo foi necessário uma conferência manual das mais de 10 mil provas, o que ultrapassou o prazo estimado para divulgação do resultado final.

Cursos de Direito

O presidente da OAB-SP critica o número excessivo de cursos de Direito, que totalizam cerca de 800 faculdades de Direito em funcionamento -- 200 no estado de São Paulo. “Temos constatado que o incremento do número de faculdades tem precarizado a qualidade de ensino jurídico no país”, diz. Além da quantidade, D´Urso critica a distribuição dessas instituições . “É inadequada e desproporcional, pois a maioria se concentra em poucos estados, como São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, onde há excesso de vagas; enquanto Estados do Norte e Nordeste têm carência”, pondera.

As inscrições para o próximo Exame de Ordem acontecem de 1º a 8 de abril, na capital e 27 cidades do interior do estado. No ato da inscrição, será recolhida a taxa de R$ 130.

Exame de Ordem SP

Exame 124 - setembro/2004

Inscritos - 19.660

Aprovados - 1.686

Percentual - 8,57%

Exame 123 - abril/2004

Inscritos - 21.774

Aprovados - 2.878

Percentual - 13,21%

Exame 122 - dezembro/2003

Inscritos - 29.733

Aprovados - 7.487

Percentual - 25,18%

Exame 121 - agosto/2003

Inscritos - 15.714

Aprovados - 4.315

Percentual - 27,45%

Exame 120 - abril/2003

Inscritos - 19.158

Aprovados - 4.986

Percentual - 26,02%

Exame 119 - dezembro/2002

Inscritos - 27.566

Aprovados - 4.941

Percentual - 17,92%

Exame 118 - agosto/2002

Inscritos - 12.789

Aprovados 2.233

Percentual 17.46%

Exame 117 - abril/2001

Inscritos 14.427

Aprovados 3.025

percentual 20,96%

Exame 116 - dezembro/2001

Inscritos - 20.854

Aprovados 6.183

Percentual 29.64%

Revista Consultor Jurídico, 29 de março de 2005, 19h51

Comentários de leitores

5 comentários

EXAME DA OAB SEJA MAIS UM APROVADO ...

Carlos (Advogado Sócio de Escritório)

EXAME DA OAB SEJA MAIS UM APROVADO O Exame da OAB está cada vez mais difícil. Na verdade, não só o exame, como os concursos públicos também. Quem não se preparar para valer não consegue a aprovação. Parece que agora o CESPE irá elaborar os Exames da OAB. Isso faz com que as provas fiquem ainda mais difíceis. Não adianta ficar reclamando, dizendo que está difícil o Exame ou querendo desistir. Esse não é o caminho. Só não passa quem desiste. Se outros passaram, você é capaz também, mesmo que demore um pouco mais. É necessário estudar muito e ter um bom material para os seus estudos, e isso nós temos. CD-ROM com milhares de questões resolvidas de diversos Exames da OAB, 1ª, 2ª fase e peças processuais. Dicas, macetes e muito mais!!! Contate-nos para maiores informações: Carlos Rodrigues Tel.: (11) 8139.4074 – 3863.9780 e.mail: berodriguess@ig.com.br

Elaborada com questões tão díspares como por ex...

Maria Auxiliadora Milat Gomes (Bancário)

Elaborada com questões tão díspares como por exemplo: Direito Civil: - Questão nº 1 Diferencie alimentos provisionais de alimentos provisórios. Fundamente legalmente, Ou Questão nº 2 -É possível a conversão da separação de corpos em divórcio? Justifique sua resposta. Ou, em Direito do Trabalho: Questão nº 4 -Em audiência de instrução, pretendendo o reclamante ouvir, como testemunha, pessoa com a qual mantém laços de amizade íntima, o que deverá fazer o advogado do reclamado e em que momento deverá manifestar-se? Direito Tributário: Questão nº 1 - O Governador do Estado de São Paulo propôs ação direta de inconstitucionalidade contra a Lei no 9.085/95, daquele Estado. O diploma em análise dispõe sobre incentivo fiscal para pessoas jurídicas que possuam empregados com mais de 40 anos e está assim redigido: Art. 1o Fica instituído incentivo fiscal para as pessoas jurídicas domiciliadas no Estado que, na qualidade de empregador, possuam pelo menos 30% de seus empregados com idade superior a 40 anos. § 1o O incentivo fiscal de que trata esta lei corresponderá ao recebimento, por parte da pessoa jurídica referida no caput deste artigo, de certificados expedidos pelo Poder Público, correspondentes ao valor do incentivo, na forma a ser fixada em decreto do Poder Executivo. § 2o Os portadores dos certificados poderão utilizá-los para pagamento dos seguintes impostos: 1) sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, previsto no artigo 155, II, da Constituição Federal; e

2) sobre propriedade de veículos automotores at...

Maria Auxiliadora Milat Gomes (Bancário)

2) sobre propriedade de veículos automotores até o limite de 15% do valor devido, a cada incidência, que poderá ser ampliado, de forma progressiva, segundo o número e a idade dos empregados. § 3o Anualmente, a Assembléia Legislativa fixará o montante global a ser utilizado como incentivo, respeitados os limites, mínimo e máximo, de 1% e 5%, respectivamente, de receita proveniente daqueles tributos. § 4o Os benefícios de que trata esta lei deverão ser previstos na elaboração do projeto de lei orçamentária. (....) O autor da ação aduz que esta norma viola o disposto nos artigos 5o, caput, e 7o, XXX, da CF, na medida em que é inegável que o incentivo financeiro- fiscal desencadeia, ou pode acarretar, a preferência de, pelo menos, significativo segmento do mercado de trabalho pelos trabalhadores com mais de 40 anos de idade e que o encorajamento, excitado pelo benefício tributário, por certo estabelece uma segregação não permitida pela Constituição, sobretudo quando a lei, animado desmesuradamente o efeito financeiro, admite, em relação ao imposto sobre a propriedade de veículos automotores, sua ampliação de forma progressiva, segundo o número e a idade dos empregados. Aduz, ainda, que a lei em comento fere o princípio federativo, já que o tema não foi objeto de deliberação do Conselho Nacional de Política Fazendária – Confaz. É admissível a pretensão do autor quanto às ofensas aos dois princípios constitucionais alegados? Fundamentar., ou ainda: Questão nº 2 Observe o seguinte trecho do Voto-Vista pronunciado pelo Ministro Humberto Gomes de Barros, quando do julgamento do Agravo Regimental no Recurso Especial no 382.736-SC: Outra razão, que adoto como fundamento de voto, finca-se na natureza do Superior Tribunal de Justiça. Quando digo que não podemos tomar lição, não podemos confessar que a tomamos. Quando chegamos ao Tribunal e assinamos o termo de posse, assumimos, sem nenhuma vaidade, o compromisso de que somos notáveis conhecedores do Direito, que temos notável saber jurídico. Saber jurídico não é conhecer livros escritos por outros. Saber jurídico a que se refere a CF é a sabedoria que a vida nos dá. A sabedoria gerada no estudo e na experiência nos tornou condutores da jurisprudência nacional. Somos condutores e não podemos vacilar. Assim faz o STF. Nos últimos tempos, entretanto, temos demonstrado profunda e constante insegurança.

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