Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Sim, senhor.

Juiz deve ser tratado por ‘doutor’ ou ‘senhor’, decide TJ-RJ.

Não adianta reclamar por enquanto. Toda vez que empregados e moradores de um edifício residencial cruzarem com o juiz Antônio Marreiros, titular da 6ª Vara Criminal de São Gonçalo (RJ), terão que chamá-lo de “doutor” ou “senhor”.

A imprensa oficial do Rio de Janeiro publicou a síntese da decisão da 9ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Por maioria de votos (2 a 1), a 9ª Câmara atendeu o pedido do juiz. Ele quer ser reparado em 100 salários mínimos por danos morais, mas o mérito ainda será julgado. As informações são do site Espaço Vital e do jornal O Estado de S. Paulo.

Caso concreto

Tudo começou no dia 26 de agosto de 2004. Como houve um vazamento no teto do apartamento, o juiz pediu ajuda de um empregado na portaria. O empregado se recusou a atendê-lo sem a permissão da síndica. Segundo o juiz, depois de uma discussão, o porteiro passou a tratá-lo pelo nome ou por "você" para desrespeitá-lo.

O advogado Arly Barbosa -- que atua em nome do juiz -- afirma que o juiz quer apenas “ter um tratamento que deve ser dado a qualquer pessoa”.

O advogado do condomínio, Geraldo Lemos, disse que pretende interpor embargos de declaração.

Processo nº 2004.002.17725

Revista Consultor Jurídico, 23 de março de 2005, 10h16

Comentários de leitores

8 comentários

Seria interessante que este juiz passasse a dis...

thyadipaula (Advogado Autônomo - Civil)

Seria interessante que este juiz passasse a dispensar às partes o mesmo respeito que roga para si. É comum o referido magistrado atrasar-se para a realização de audiências, havendo ocasião em que as partes deixaram o prédio do fórum de São Gonçalo/RJ, após realização de audiência agendada para as 15h, quando faltavam poucos minutos para a meia-noite. Sendo este o tipo de tratamento que o juiz acredita que deva ser dispensado a qualquer pessoa, causa-me estranhamento seu descontentamento com a situação a que é (ou era) submetido no edifício em que reside.

Essa é a prova cabal do corporativismo da ...

Iremar Schoba Sant Anna (Advogado Autônomo - Civil)

Essa é a prova cabal do corporativismo da magistratura. Esse elemento que exige ser chamado de DOTÔ, pois será assim mesmo que deverão se dirigir a ele, mostra sua fragilidade moral, intelectual e emocional ao exigir essa forma de tratamento. Ao exigir judicialmente que o porteiro passe a chamá-lo por "Doutor" ou "Senhor", demonstra sua incapacidade de impor pelos meios da educação e respeito que lhe dirijam com essa forma de tratamento. Quem realmente merce ser tratado por Doutor, não precisa exigir isso judicialmente, a sua própria forma de agir faz com que lhe tratem com mais educação e passem a chamá-lo dessa forma. Porém, o que mais me chocou foi o fato dos coleguinhas de profissão desse Senhor, ter lhe dado ganho de causa, provando o corporativismo desacerbado dessa instituição, que com isso consegue apenas ir perdendo a credibilidade junto a população.

Se houvesse uma rigorosa avaliação de perfil ps...

Carlos Alberto de Mattos Crocamo (Advogado Autônomo - Civil)

Se houvesse uma rigorosa avaliação de perfil psicológico para ingresso na magistratura, certamente esse Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz seria REPROVADO. Igualmente, aquele juiz maluco que assassinou covardemente um humilde trabalhador recentemente no Ceará. A decisão tomada pelo Trbunal de Justiça/RJ prova que muito ainda há de ser mudado no Judiciário brasileiro. Vê-se que há um grave problema de ordem cultural a ser resolvido.

Ver todos comentários

Comentários encerrados em 31/03/2005.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.