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A reação

Vice-presidente da Porto Seguro rebate acusação de fraude

O vice-presidente executivo da Porto Seguro Jayme Brasil Garfinkel enviou comunicado a seus funcionários e corretores rebatendo as acusações de fraude na indenização de seus segurados. De acordo com denúncia do MP, dois diretores e um gerente da empresa seriam integrantes de quadrilha armada para evitar o pagamento do seguro por roubo ou furto de veículos.

A argumentação de Garfinkel é embasada em números. Segundo ele, somente no ano passado 99,75% dos 249.495 sinistros reclamados foram indenizados, o que corresponde a mais de mais de R$ 800 milhões. Os pedidos que não foram pagos, afirma, apresentaram irregularidades comprovadas.

De acordo com o vice-presidente, o montante gasto na apuração de fraudes é superior se comparado com os valores eventualmente não indenizados. “A necessidade de coibir fraudes é parte do trabalho das seguradoras e deve ser objeto da cooperação de todos, cidadãos e empresas, para que os honestos não paguem pelos desonestos”.

Segundo Garfinkel, num dos casos citados nas reportagens do jornal Folha de S.Paulo e no Agora, o carro do segurado foi localizado pela Polícia Rodoviária Federal a caminho da Bolívia, dias antes da comunicação do suposto furto.

Na denúncia, o MP acusa a quadrilha de forjar documentos que comprovariam a venda dos carros no Paraguai dias antes de comunicar o roubo ou furto à seguradora. O esquema incluiria a ameaça de instauração de inquérito policial contra os segurados caso eles não desistissem da indenização.

Leia o comunicado

Senhores Corretores:

Quero informar que, em resposta às matérias dos jornais de hoje, estamos distribuindo o seguinte comunicado de esclarecimento à imprensa:

A Porto Seguro está perplexa com as matérias publicadas pelos jornais Folha de S. Paulo e Agora São Paulo em 22/03/05. Até o momento da publicação a Companhia não tinha conhecimento sobre a denúncia do Ministério Público. Para a Companhia, está havendo uma inversão de papéis, pois as seguradoras é que são vítimas de fraudes.

A Companhia não tem interesse em negar indenizações, pois seu trabalho se sustenta na credibilidade que nela depositam corretores e segurados. Somente no ano de 2004, foram indenizados 99,75% dos 249.495 sinistros reclamados na empresa, o que representou R$ 838.781.866,71. Apenas 0,25% do número total deixou de ser pago em função de irregularidades comprovadas. Por mês, a companhia paga, em média, R$ 80 milhões em indenizações a segurados de automóveis.

Os números atestam que os custos para apurar fraudes são significativamente superiores para a empresa, se comparados com os valores eventualmente não indenizados. A necessidade de coibir fraudes é parte do trabalho das seguradoras e deve ser objeto da cooperação de todos, cidadãos e empresas, para que os honestos não paguem pelos desonestos.

Apesar de sempre ter se colocado à disposição do Ministério Público e demais autoridades, a Porto Seguro somente tomou conhecimento da denúncia pela imprensa, e ainda não teve acesso à sua íntegra.

No caso citado nas matérias do Sr. Edson Satoshi Horii, dias antes do segurado ter comunicado o suposto furto, o veículo foi fiscalizado pela Polícia Rodoviária Federal na estrada a caminho da Bolívia, oportunidade na qual os dados do automóvel e do condutor foram registrados.

Quanto à alegada coação sofrida pelo segurado, repudia-se tal afirmação, destacando que o Sr. Edson esteve sempre assistido pelo seu advogado.

Existem diversos meios de apuração de fraudes contra seguradoras: informações fornecidas por empresas prestadoras de serviços, registros policiais, fiscalizações realizadas pelas Polícias Rodoviárias, registros feitos pelas autoridades de fronteira, passagens em balsas para transporte de veículos, passagens de ônibus e tíquetes de pedágios.

Atualmente, numa evolução dos controles, foi criado o sistema Sinivem – Sistema Nacional de Identificação de Veículos em Movimento, que, num convênio com o Ministério da Justiça, fotografa e registra veículos que se dirigem às fronteiras.

A Porto Seguro reitera sua indignação pela forma como os fatos estão sendo apresentados e reafirma seu compromisso com a Ética pela qual sempre foi reconhecida ao longo de sua trajetória.

Contamos com a confiança de todos que conhecem a tradição dos procedimentos desta Cia.

Jayme Brasil Garfinkel

Vice-presidente executivo

Revista Consultor Jurídico, 22 de março de 2005, 19h51

Comentários de leitores

4 comentários

Eu de meu lado, tenho sérias dúvidas quanto aos...

Dave Geszychter (Advogado Autônomo)

Eu de meu lado, tenho sérias dúvidas quanto aos pontos publicados. A prática descrita na denúncia é uma conduta conhecida do mercado de seguros. Que alguns funcionários da seguradora Porto Seguro possam estar envolvidos na busca indevida de benefícios pessoais não é impossível. Entretanto que essa seja uma prática institucional da seguradora é muito díficil de receber credibilidade. Eu de minha parte, só não faço seguro nessa companhia, porque ela rejeita minha proposta em razão das restrições cadastrais que atualmente, em razão de problemas transitórios gravam meu nome. Se ela pulasse algumas exigências, eu não teria dúvidas, o que espero superar em breve, saldando dívidas pendentes e excluindo outras abusivas mediante procedimentos judiciais a serem propostos. E, diante do tratamento recebido da mesma em contratos de seguros pretéritos, com grande probabilidade, dentre as várias seguradoras, ela teria a minha preferência. O certo e inequívoco é que eu, pessoalmente, nunca tive problemas com essa seguradora. Nem com outras. Porém a atenção e o cuidado que me foram dispensados por essa superou aqueles ofertados pelas suas concorrentes. Em oposição a isso, familiares meus que também nunca tiveram problemas com a Porto Seguro, tiveram-nos com concorrentes suas, cujo nome não menciono por ética e até porque está tramitando a busca de uma solução para um desses casos.

A Porto Seguro tinha duas saídas: Preservar seu...

BASILIO (Advogado Sócio de Escritório)

A Porto Seguro tinha duas saídas: Preservar seu nome e apurar eventuais irregularidades de alguns funcionários, ou defendê-los, arcando com o ônus de ser sabedora de todos os fatos narrados. Escolheu o pior caminho... Realmente parece que não é séria....

Só o que sei é que não faço seguro mais na "Por...

Antonio Cesar de Souza (Procurador Autárquico)

Só o que sei é que não faço seguro mais na "Porto Inseguro".

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