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Perdas monetárias

HSBC é condenado a pagar R$ 0,40 a cliente por perdas monetárias

O banco HSBC está obrigado a pagar R$ 0,40 a uma cliente por causa das perdas monetárias em sua caderneta de poupança com a correção da URV para Real, em julho de 1994. A decisão é da 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Os desembargadores rejeitaram recurso do banco, que pediu a revisão da sentença do juiz da 3ª Vara Cível do Fórum Regional de Campo Grande. Cabe recurso. A informação é do TJ do Rio.

O relator, desembargador Maurício Caldas Lopes, ficou indignado com o fato de o banco querer “convocar um colegiado” e “pagar 1000% de custas a mais do que iria se pagar pelo que foi pedido pela autora”. Segundo ele, “parece brincadeira, mas é verdade”.

O desembargador negou o pedido do HSBC por falta de provas. O banco alegou que não tinha legitimidade, já que a conta foi aberta na época pelo Banco Bamerindus. “Não houve provas de que essa conta de ativos não estivesse nas contas transferidas para o HSBC”, ressaltou o relator.

Em 2002, Janice Araújo da Silva entrou com ação de cobrança contra o HSBC. Alegou que sofreu perdas monetárias em sua caderneta de poupança com a correção da URV para Real, ocorrida em julho de 1994. A cliente pediu R$ 3,8 mil. No entanto, os cálculos do contador que fez a perícia do processo apontaram uma diferença de apenas R$ 0,40.

Revista Consultor Jurídico, 16 de março de 2005, 16h00

Comentários de leitores

2 comentários

A decisão do Banco HSBC retrata a disponibilida...

Paulo Roberto Novais de Oliveira (Advogado Associado a Escritório - Civil)

A decisão do Banco HSBC retrata a disponibilidade de recursos existentes em nossa legislação. Como bem salientado pelo ilustre relator "convocar um colegiado", apenas para discussãod e uma quantia infima "parece brincadeira". Atitudes como a do banco é que contribui para a eficiente mas morosa Justiça. No caso presente deveria o banco ser condenado por litigância de má-fé por abusar do direito de defesa.

Quando você acha que já viu de tudo nessa vida,...

Emmanuel Olegário Macedo (Estagiário)

Quando você acha que já viu de tudo nessa vida, aparece algo que extrapola todos os limites da sanidade!

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