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Cúmplice indireto

Secretário responsabiliza parte da elite por morte de policiais

A culpa pelo assassinato de policiais militares no Rio de Janeiro também é de uma minoria da elite, que é conivente com os crimes ao preferir sair em defesa de pessoas que estão sendo investigadas pelo tráfico a valorizar bons policiais. A afirmação é do secretário de Segurança Pública fluminense, Marcelo Itagiba.

Ele abriu o 2º Curso de Inteligência de Segurança, na manhã desta terça-feira (1º/3), no Quartel General da PM. "É muito doloroso perder um policial em combate, mas é preciso que fique claro, em primeiro lugar, que quem matou o policial foram os traficantes que lutam violentamente pelo controle dos pontos de distribuição de drogas, principalmente aqueles nos quais a elite se abastece para o seu consumo", afirmou.

Itagiba pediu um minuto de silêncio pela morte do soldado da PM Maurício Almeida Mendonça, do Grupamento Tático de Motociclistas (GTM). Mendonça foi assassinado nesta segunda com um tiro no pescoço na Avenida Niemeyer.

"Em segundo lugar, o crime [a morte de Mendonça] teve a co-participação de todos aqueles policiais corruptos que não honram as suas fardas e distintivos, se envolvem com traficantes, os fortalecem e enlameiam as instituições permanentes a que pertencem e que lutam pela defesa da sociedade".

Segundo ele, os maus policiais estão sendo investigados pela Operação Navalha na Carne. Itagiba afirmou que "os maiores defensores dos direitos humanos no Estado do Rio de Janeiro são as Polícias Civil e Militar, cujos efetivos são formados majoritariamente por valorosos e honestos profissionais que dedicam as suas vidas à defesa da sociedade e que, nos últimos dois anos, tiraram de circulação 45 mil bandidos, 75 lideranças do tráfico e apreenderam mais de 30 mil armas nas mãos de criminosos".

Revista Consultor Jurídico, 1 de março de 2005, 15h24

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