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Busca e apreensão

MPF e PF apreendem documentos na casa de Edemar Cid Ferreira

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O Ministério Público Federal e a Polícia Federal fizeram uma operação na casa do empresário Edemar Cid Ferreira, dono do Banco Santos, nesta terça-feira (1º/3). O empresário teve a casa e obras de arte seqüestradas pela Justiça e bens apreendidos pelo MPF e PF.

Os procuradores Silvio Luis Martins de Oliveira e Anamara de Sordi, juntamente com 25 policiais federais, cumpriram mandado de busca e apreensão determinado pelo juiz Fausto Martins de Sanctis, da 6ª Vara Federal Criminal. Foram apreendidos R$ 50 mil, cerca de US$ 4 mil dólares, uma barra de ouro e 15 computadores.

O mandado de busca e apreensão foi cumprido na casa do empresário no Morumbi e em um depósito na zona oeste de São Paulo, onde funciona o Instituo Banco Santos. O empresário está impedido de vender os quadros que estavam em sua casa no Morumbi e no depósito. Dois peritos acompanharam a operação para fazer o inventário.

O advogado Ricardo Tepedino, do escritório Sérgio Bermudes, que representa o empresário, disse à revista Consultor Jurídico que a operação aconteceu “no maior clima de civilidade”.

Segundo o advogado, Edemar Cid Ferreira entregou seu passaporte para a Polícia Federal, apesar de não ter sido feito esse pedido. Tepedino disse que está analisando quais serão os próximos passos no caso.

Os procuradores concederam entrevista coletiva na tarde desta terça-feira. Segundo eles, o empresário está sendo investigado por gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro, mas ainda não há indícios suficientes para oferecerem denúncia.

De acordo com os procuradores, será instaurado inquérito contra ele na Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros. O próximo passo agora é pedir a quebra de sigilo bancário de empresas ligadas ao Banco Santos.

Histórico

Depois de seis meses de fiscalização, o Banco Central anunciou intervenção no Banco Santos em 12 de novembro do ano passado. A justificativa para a intervenção foi a deterioração das finanças do banco e supostas irregularidades cometidas por seus administradores.

O banco era controlado por Edemar Cid Ferreira. Segundo o BC, a análise prévia feita na instituição aponta para um patrimônio líquido negativo de cerca de R$ 100 milhões. Para voltar a operar, de acordo com o BC, o banco precisaria de R$ 700 milhões.

 é editora da revista Consultor Jurídico e colunista da revista Exame PME.

Revista Consultor Jurídico, 1 de março de 2005, 17h07

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