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Divisor de águas

Unesco reconhece nova reserva da biosfera em Minas Gerais

A Unesco reconheceu, nesta segunda-feira (27/06), em Paris, a sétima Reserva da Biosfera brasileira. Trata-se da reserva da Serra do Espinhaço, em Minas Gerais, que foi solicitada pelos governos mineiro e federal. A área foi escolhida pelo programa “O Homem e a Biosfera-MAB” por ser um divisor de águas do Brasil Central de extrema importância, por ter espécies de fauna e flora endêmicas e por ser uma das maiores formações de campos rupestres do Brasil.

“Isso significa que esta é uma área de proteção importante do Brasil, que recebe o reconhecimento internacional e passa a integrar uma rede de mais de 400 reservas de biosfera em mais de cem países”, afirmou o coordenador de Meio Ambiente da Unesco no país, Celso Schenkel.

A Serra do Espinhaço corta Minas Gerais no sentido norte-sul e, juntamente com a Serra da Canastra, é responsável pela organização atual da rede de drenagem das principais bacias hidrográficas do estado. Ela começa na região central de Minas Gerais e prolonga-se até o norte da Bahia. Seus terrenos são ricos em minérios (ferro, bauxita, manganês e ouro). A extensão da área – mais de três milhões de hectares – e sua importância biológica, geomorfológica e histórica justificam a adoção de medidas urgentes para a conservação de todo o complexo montanhoso.

A nova Reserva da Biosfera reúne 11 Unidades de Conservação: Parque Nacional da Serra do Cipó, Parque Nacional das Sempre Vivas, Parque Estadual do Itacolomy, Parque Estadual da Serra do Rola Moça, Parque Estadual do Rio Preto, Parque Estadual do Biribiri, Parque Estadual do Pico do Itambé, Estação Ecológica Estadual de Tripuí, Estação Ecológica Estadual de Fechos, Parque Natural Municipal do Ribeirão do Campo e Parque Natural Municipal do Salão de Pedras.




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Revista Consultor Jurídico, 28 de junho de 2005, 20h45

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