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Destino do promotor

MP decide destino do promotor que matou jovem em Bertioga

O Órgão Especial do Colégio de Procuradores vai decidir na quarta-feira (22/6) se o promotor Thales Ferri Schoedl será ou não afastado definitivamente de seu cargo. Ele é acusado de matar um jovem e ferir outro, no dia 30 de dezembro do ano passado, após uma discussão em Bertioga, litoral de São Paulo.

Em abril, o Ministério Público de São Paulo decidiu, por 6 votos a 3, pelo afastamento. Agora, será julgado o recurso de Schoedl. A discussão girou em torno do vitaliciamento do promotor — período probatório de dois anos a que integrantes do MP e da magistratura devem ser submetidos.

No caso de Schoedl, que ingressou na carreira há um ano e oito meses, os dois anos completam-se em agosto. Se for afastado, o promotor perde o direito a foro privilegiado e abre-se o caminho para que ele perca o cargo.

O julgamento se dá a partir das 9h, na rua Riachuelo, 115, centro de São Paulo. Familiares e amigos dos dois jovens atingidos estarão no local exigindo a expulsão do promotor dos quadros do Ministério Público.

Thales Ferri Schoedl atirou contra os estudantes Diego Mendes Modanez e Felipe Siqueira Cunha de Souza, ambos de 20 anos, matando o primeiro e ferindo gravemente o segundo, no dia 30 de dezembro. O promotor alegou que atirou em legítima defesa contra um grupo de pessoas que o ameaçavam e que teriam mexido com sua namorada.

Revista Consultor Jurídico, 17 de junho de 2005, 17h54

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