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Anjo da guarda

Operação da PF desmantela rede de pedofilia internacional

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (7/6) a Operação Anjo da Guarda, que pretende desmantelar uma rede nacional e internacional de pedofilia. Foram emitidos 18 mandados de busca e apreensão para nove estados brasileiros: Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo.

Policiais da Delegacia de Polícia Federal em Volta Redonda (RJ) e da Delegacia de Defesa Institucional da Superintendência Regional no Rio de Janeiro já prenderam o professor de lutas marciais Anderson Luís Juliano Borges Costa, de 33 anos. Ele é acusado de por abuso sexual de pelo menos 20 crianças e por ter produzido, divulgado e trocado no exterior, fotos e vídeos de atos sexuais com menores de idade. As informações são do Departamento de Polícia Federal.

No Rio de Janeiro, além de cumprir o mandado de prisão, os policiais federais cumprem um mandado de busca e apreensão expedido pela 7ª Vara Federal Criminal da capital e outro pela 10ª Vara Federal de Brasília. Um em Volta Redonda — que culminou com a prisão de Anderson Costa — e o outro em Resende, sul do estado.

Em dezembro do ano passado, policiais federais já haviam apreendido na residência de Anderson Costa 166 CDs e 2 computadores que continham mais de 280 mil fotos de pornografia infantil, inclusive mostrando atos libidinosos com bebês e coitos com crianças. Segundo a PF, a prisão do professor só foi possível depois da produção de diversas provas, inclusive pelo Instituto Nacional de Criminalística, em Brasília, que ainda está analisando todo o acervo, considerado um dos maiores em poder de uma só pessoa e o maior já apreendido no Brasil.

Anderson Costa deve responder por atentado violento ao pudor (artigo 214 do Código Penal) e por ter produzido, distribuído e trocado fotos e filmes (artigo 241 do Estatuto da Criança e do Adolescente). Se condenado, pode pegar até 10 anos de prisão para cada criança que molestou.

A investigação da Operação Anjo da Guarda teve início em Brasília, com uma denúncia de troca de fotos de pornografia infantil recebida da Polícia espanhola. Uma das dificuldades da investigação, segundo o delegado Carlos Henrique Maria Barbosa, foi a resistência dos provedores de internet em quebrar o sigilo: “Alguns provedores se negaram a atender as requisições policiais alegando invasão de privacidade de seus clientes”.




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Revista Consultor Jurídico, 7 de junho de 2005, 14h00

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