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Fraude em concursos

Acusado de fraudar concursos públicos pede liberdade ao STJ

O tenente da Polícia Militar M.C.G., acusado de participar da quadrilha que fraudava concursos do Cespe — Centro de Seleção e de Promoção de Eventos, da Universidade de Brasília, entrou nessa segunda-feira (6/6) com pedido de Habeas Corpus no Superior Tribunal de Justiça. O relator é o ministro Nilson Naves.

O policial cumpre prisão preventiva desde o dia 22 de maio, decretada pela 3ª Vara Criminal de Brasília e mantida pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal. Ele foi acusado de recrutar candidatos ao cargo de agente penitenciário federal em concurso organizado pelo Cespe que a quadrilha pretendia fraudar, vendendo os gabaritos das provas.

A chamada Operação Galileu, da Polícia Civil do Distrito Federal, iniciou suas investigações em novembro de 2004 e aponta fraude em dez concursos públicos em todo o país e quatro vestibulares de faculdades particulares do DF. A operação resultou no indiciamento de 27 pessoas, acusadas de vender gabaritos de provas, antecipar o tema das redações e incluir nomes nas listas de aprovados.

HC 44.385

*Texto alterado às 13h59 do dia 12 de maio de 2016 para supressão de nomes.




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Revista Consultor Jurídico, 6 de junho de 2005, 21h03

Comentários de leitores

1 comentário

Por algum motivo, meu blog (http://www.bloglegi...

Achim2 (Outros)

Por algum motivo, meu blog (http://www.bloglegis.zip.net) foi removido de buscadoras da Web. E essa remoção coincidiu com meus comentários negativos sobre os critérios obscuros de correção das provas discursivas no concurso da Câmara Legislativa do Distrito Federal, que foi e está sendo realizado pelo Cespe/Unb. Eu, como muitos outros candidatos em diversos cargos --ou seja, não sou um caso isolado-- fui eliminado do cargo para nível médio, Técnico Legislativo, apesar de ter alcançado a sexta maior nota na prova objetiva. Houve mais de vinte mil candidatos para somente dez vagas. Fui eliminado na redação por ter fugido do tema, segundo a banca avaliadora do Cespe. Estou também prestes a ser eliminado (por critérios duvidosos de um prova prática --na verdade uma outra prova discursiva) do cargo de Consultor Legislativo (3 vagas), apesar de eu ter alcançado a segunda maior nota na prova objetiva. Achei minha nota desproporcional na prova prática (uma das menores dentre os classificados), pois esta também mede conhecimentos como a prova objetiva. Conclusão: por haver vários candidatos na mesma situação sendo eliminados, certamente não há um critério seguro de correção das provas discursivas realizadas pelo Cespe. E por ter havido, recentemente, irregularidades em concursos realizados pelo Cespe, não seria injusto desconfiar dos critérios subjetivos de correção das provas discursivas. Se houver mesmo irregularidades --o que é difícil de provar, por se tratar de provas discursivas-- sinto que minhas chances são mínimas no Judiciário. Mesmo assim, achei por bem fazer essa comunicação.

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