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No vermelho

Mais de 70% são reprovados no exame da OAB da Paraíba

Apenas 26% dos bacharéis paraibanos que prestaram o primeiro Exame de Ordem do ano, feito de forma unificada na região nordeste, vão se tornar advogados. Dos 789 inscritos inicialmente, 465 foram aprovados na primeira fase (prova objetiva). No final da segunda fase, apenas 210 foram considerados aptos a receber a carteira de advogado.

Segundo a seccional da OAB da Paraíba, apesar do número de eliminados, a média de aprovação do estado é semelhante ou melhor às que estão sendo registradas nos demais estados brasileiros. O Distrito Federal, por exemplo, reprovou 71% do total de inscritos. No Pará, a aprovação foi a mais baixa da história da seccional da OAB: somente 18,01% obtiveram êxito ao final das duas etapas.

O presidente da Comissão de Estágio e Exame de Ordem da OAB da Paraíba, Rodrigo Nóbrega Farias, culpou a proliferação de faculdades privadas de Direito de má qualidade e a crise do ensino jurídico pelo alto índice de reprovação dos candidatos.

“A reprovação é reflexo do sucateamento das universidades públicas até a proliferação sem controle das faculdades privadas”, afirmou Farias. “O Exame de Ordem é rigoroso, mas não difícil, pois qualquer candidato que se capacitou e recebeu ensino superior de qualidade está apto a ser aprovado no teste”.

Região sudeste

No estado do Espírito Santo, 51,6% foram reprovados. Em números, dos 1.327 inscritos, 642 conseguirem êxito nas duas fases do exame, contabilizando um índice final de 48,37% de aprovação.

A Ufes — Universidade Federal do Espírito Santo foi a primeira colocada no ranking das aprovações. Dos 78 bacharéis inscritos pela Ufes, 58 obtiveram êxito, o equivalente a 74,36% de aprovação. O segundo lugar ficou com as Faculdades Integradas de Vitória, com 63,64% de aprovação. Quem mais aprovou em terceiro lugar foi o Centro Universitário de Vila Velha, com 50,73%.




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Revista Consultor Jurídico, 2 de junho de 2005, 13h11

Comentários de leitores

2 comentários

EXAME DA OAB SEJA MAIS UM APROVADO ...

Carlos (Advogado Sócio de Escritório)

EXAME DA OAB SEJA MAIS UM APROVADO O Exame da OAB está cada vez mais difícil. Na verdade, não só o exame, como os concursos públicos também. Quem não se preparar para valer não consegue a aprovação. Parece que agora o CESPE irá elaborar os Exames da OAB. Isso faz com que as provas fiquem ainda mais difíceis. Não adianta ficar reclamando, dizendo que está difícil o Exame ou querendo desistir. Esse não é o caminho. Só não passa quem desiste. Se outros passaram, você é capaz também, mesmo que demore um pouco mais. É necessário estudar muito e ter um bom material para os seus estudos, e isso nós temos. CD-ROM com milhares de questões resolvidas de diversos Exames da OAB, 1ª, 2ª fase e peças processuais. Dicas, macetes e muito mais!!! Contate-nos para maiores informações: Carlos Rodrigues Tel.: (11) 8139.4074 – 3863.9780 e.mail: berodriguess@ig.com.br

Respeito a opinião do colega acima, mas acredit...

Karla (Advogado Autônomo)

Respeito a opinião do colega acima, mas acredito que a culpa da reprovação do exame não está somente nas instituições de ensino. O exame de ordem virou comércio dos bons para a OAB, o valor da inscrição é abusurdamente alto, para um custo baixo com relação à aplicação das provas.Nesse precedente surgiu também outra novidade: os cursinhos para exame de ordem, onde os donos são advogados, juízes, promotores, etc. Na minha opinião a OAB a prova da ordem da maneira como é aplicada atualmente é um absurdo, pois as provas são elaboradas para que o candidato não passe, daí os índices tão baixos de aprovações. As provas da beiram o absurdo em discutir questões jurisprudências polêmicas. É impossível para um aluno recém-formado saber tudo, ainda mais se ele tiver que fazer estágio e trabalhar ao mesmo tempo que faz a sua faculdade. A OAB descobriu foi sim um filão de adquirir um dinheiro mais fácil e consequentemente um modo de travar a entrada de novos bacharéis no mercado. A prova da ordem deveria ter também reciclagem para os antigos advogados, assim como a prova de motorista, a cada três ou cinco anos deveriam fazer uma nova prova para saber se ainda se encontram aptos a continuarem na profissão. E se fosse assim, duvído que da velha guarda mais de 10% passarima no exame de ordem. Karla

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