Consultor Jurídico

No paredão

Jean, do BBB 5, é acusado de humilhar e perseguir seus alunos.

“eu não concordo com a nota atribuída pelo professor porque a aluna conseguiu captar duas das cinco idéias principais contidas... a aluna acrescenta ainda outras idéias... pelas razões acima expostas, acho que a aluna merece uma nota maior: 6,0 (seis) especialmente considerando que a aluna XXXX XXXX (cuja prova também foi revista por mim) tirou nota 5,0 (cinco), por responder, também, ao que foi solicitado, porém de maneira simplificada.”

A revisão da mesma prova foi solicitada também pela aluna XXXX XXXX, conforme documento em anexo, no qual o parecer da revisora foi o mesmo, tendo salientado MAIS UMA VEZ a nota aferida a aluna Marisa Mina em comparação à nota da aluna XXXX XXXX.

A declaração da Dra. Urpi Montoya revela, inclusive, que o professor atribuía notas diferenciadas aos alunos, independente do conteúdo das provas. E o próprio Colegiado reconheceu isto, pois o parecer dado na revisão de prova chamou a atenção de tal fato, comprovando assim o ato discriminatório, atribuindo dois pesos e duas medidas para a mesma situação, o que permissa vênia, não é permitido por nossa Constituição Federal/1988, que proíbe qualquer discriminação.

Quanto ao aluno XXXX XXXX a nota foi mantida, tendo sido o autor informado agora não mais pela Coordenação, como ocorreu com as duas outras colegas, mas sim pelo próprio professor que fez questão de ironizar e enfatizar que o aluno seria reprovado a todo custo, tomasse ele quaisquer providências... e tornando isso público, numa verdadeira “chacota” aos demais alunos, ridicularizando o aluno/autor.

Ora se a revisão é feita pelo colegiado, porque no caso deste aluno seis professores participaram da revisão (vide assinatura nos documentos) e não apenas dois, como no caso das alunas XXXX XXXX e XXXX XXXX? Porque o professor da matéria comunicou ao autor o resultado da revisão e não a coordenação?

Salienta que o que aqui se discute não é a avaliação em si da matéria ensinada pelo educador. Não! Isso jamais poderia se admitir, pois o professor é livre em sua avaliação, podendo atribuir conceitos quanto ao mérito do tema abordado. O que aqui se levanta é o tratamento desigualitário, discriminatório, ultrajante perante uns em detrimento de outros. E isto se verificou ao longo dos semestres.

Por outro lado a aluna XXXX XXXX realizou sua prova final em data anterior aos demais alunos e o professor após receber a avaliação da aluna amassou a prova e jogou no lixo dizendo “que não era necessário corrigir, pois sabia quantos pontos XXXX precisava”. Que a prova da aluna foi recolhida pelos demais alunos que anexam o documento ao processo, como amostra do tratamento desigualitário, e discriminatório, aprovando e reprovando apenas pela “simpatia” e não pelo conhecimento, tratamento aviltante e antiético por parte do professor.

Tomamos outra prova cabal que embasa as queixas e revolta dos educandos afirmações lançadas nas provas do tipo:

“Você tem que aprender a responder provas!” (avaliação da 2ª unidade, da matéria Cultura brasileira e Baiana, do aluno XXXX XXXX);

“XXXX, sei de sua vontade de ser jornalista e ‘dar certo’ na vida. Mas devo dizer que isso só será possível se você reconhecer seus limites (deficiências em leitura, escrita e interpretação de texto) e procurar superá-los.” (idem, da aluna XXXX XXXX)

“Eis um momento de lucidez!” (idem, da aluna XXXX XXXX)

E mais;

Em um e-mail enviado a um dos alunos da sala, XXXX XXXX, o professor afirmou que

“Se não forem bons serão reprovados (é claro que argüirei a todos de modo a separar o joio do trigo, mas haverá uma nota coletiva). Por favor repasse esse e-mail para o resto da turma, de modo que todos fiquem avisados: repetir uma disciplina não é uma boa!...” (grifos inexistentes no original)

O descrito acima não deixa pairar dúvidas acerca do posicionamento a favor e contra alguns alunos, numa distinção clássica dos bons e maus, capazes e incapazes... o que não se pode admitir numa sala de aula, notadamente de nível superior, quando TODOS SÃO ALUNOS E FORAM APROVADOS NO MESMO CONCURSO VESTIBULAR, matriculados no mesmo Curso e Faculdade. Francamente que absurdo!!!!.

Muitos dos comentários feitos em sala feririam o sentimento de qualquer homem médio que estivesse na situação dos alunos postulantes.

Inúmeras vezes os autores saíram da sala de aula chorando e revoltados com o tratamento dispensado pelo educador e buscavam junto à coordenação, na pessoa da Sra. TATIANA LOUREIRO alguma providência. Ela, porém, nada fazia para amenizar as agruras dos alunos. Muito ao contrário afirmava que ‘era preciso agir assim, que o professor sabia o que estava fazendo’.

Além de subjugar alguns alunos em prol dos outros, não tinha o menor melindre em afirmar que a turma da manhã era melhor, que seriam grandes profissionais, que se dariam bem na vida ao passo que eles não iriam para frente, por mais que se esforçassem. Desistir da profissão era o que o professor incutia da cabeça dos alunos por osmose.




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Revista Consultor Jurídico, 25 de janeiro de 2005, 20h19

Comentários de leitores

2 comentários

É COMUM OBSERVAR QUE PESSOAS QUE ASSUMEM RAPIDA...

Dr. Tarcisio (Advogado Autônomo)

É COMUM OBSERVAR QUE PESSOAS QUE ASSUMEM RAPIDAMENTE UM PAPEL DE DESTAQUE NA SOCIEDADE, USAREM DE SEU PRESTIGIO E DE SEU PODER, PARA COM ISSO, SUBJULGAR, HUMILHAR E DESPREZAR OUTRAS PESSOAS. EXISTEM MILHÕES DE EXEMPLOS DESSA SITUAÇÃO, O QUE CONVENHAMOS, NÃO É DE SE ADMIRAR QUE TALVEZ - TALVEZ, O SR. JEAN TENHA TIDO ESSE TIPO DE COMPORTAMENTO. CUMPRE AO MAGISTRADO - JULGADOR DA CAUSA - COMPROVAR E COLHER AS DEVIDAS PROVAS QUE DEMOSNTRAM ESSA DIFERENÇA NO TRATAMENTO DOS ALUNOS - DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS - E SENDO COMPROVADA ESSA DIFERENÇA NO TRATAMENTO COM ESTES OU ATOS DISCRIMINATÓRIOS, A INDENIZAÇÃO É POR CERTO DEVIDA.

Poxa vida as pessoas não são moles não viu espe...

Ivi Andréia Porto dos Santos (Estudante de Direito - Civil)

Poxa vida as pessoas não são moles não viu esperar pra ver que o menino ia ganhar uma grana para colocar um processo neles...Que coisa a nossa classe tá muito desvalorizada os advogados não analisam mais nada só querem entrar com dano moral...DINHEIRO DINHEIRO...só isso que querem....a ética e a moral foi pras "cucuias"...O professor não ia falar este tipo de coisa se os alunos não deram causa...alguma coisa eles fizeram ou disseram...pra ele com toda certeza...Por estes motivos que o judiciário tá intupido com o perdão da palavra de processos...e muitos deles sem fundamento nenhum.... é brabo...porque não entraram antes com o processo....ah porfavor né .....Isso é ridiculo...

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