Consultor Jurídico

No paredão

Jean, do BBB 5, é acusado de humilhar e perseguir seus alunos.

DOS FATOS

Os requerentes acima qualificados, submeteram-se a concurso vestibular, sendo regularmente matriculados na Faculdade Jorge Amado, como atestam os contratos em anexo, no curso de Comunicação Social com Jornalismo – Turno Noturno - estando os mesmos cursando no momento o 6º semestre letivo.

Os Autores são alunos exemplares que tem atendido às exigências de cada disciplina, obtendo as notas exigidas pela instituição para aprovação na grade curricular, a cada semestre letivo, sempre pagando em dia suas mensalidades, salvo raras exceções, sempre adimplindo a cada renovação de matrícula para o semestre subseqüente.

Acontece que desde o 2º ano os autores vêm tendo problemas com alguns dos professores que compõem o corpo docente da Faculdade. Trata-se dos professores JEAN WILLYS, AMARANTA CÉSAR e JUSSILENE SANTANA que passaram a discriminar muito dos alunos que faziam parte da turma do 3º semestre noturno, chegando inclusive a “alardear” para outros turnos, numa flagrante demonstração de discriminação por serem alunos noturnos e vocacionados.

A postura de tais profissionais atingiu em cheio a honra, a dignidade, a intimidade, o sentimento íntimo dos alunos que se viam obrigados a ter que aturar os destemperos e condicionamentos, loucuras, agravos, humilhações, pressões psicológicas, ameaças infundadas de seus mestres, sob pena de serem reprovados na matéria e até impossibilitados de concluir o curso, numa flagrante demonstração de “perseguição” sem contudo, atentar para os prejuízos financeiros advindo de seus atos, não muito educacionais.

Tais agressões eram concretizadas de forma verbal em sala de aula, com acusações em tom de voz “alterado”, agressivo e ameaçador, bem como através de anotações feitas no corpo das provas realizadas pelos alunos, sempre com critério subjetivos de avaliação, na maior parte das vezes em reprovação, não obstante o esmero dos alunos para adequarem seus estudos aos “costumes” e ideologias de seus “mestres”.

Não foram poucas as oportunidades em que o professor Jean Willys dirigiu-se a um pequeno grupo de alunos e disse-lhe que “deveriam procurar outra profissão para seguir como porteiro, caixa de supermercado, vendedor… pois jamais seriam jornalistas” , “ que vocês não tem condições e competência para estar fazendo o curso de Jornalismo”.

Tais afirmações em sala de aula perante toda uma classe foi altamente desprezível e doloroso para os alunos requerentes que tiveram sua honra, sua imagem perante os demais colegas, seus sonhos e desejos profissionais jogados no chão e pisados. O comportamento do professor foi abominável ao ponto de alguns alunos desistirem de fazer o curso e ainda outros pedirem transferência para outra faculdade, o que não é a solução, já que foram aprovados em concurso vestibular, onde venceram a concorrência, quando da aprovação e matrícula, portanto totalmente impertinente e “grosseiro” a atitude dos professores nominados., cujo despreparo acadêmico é notório (ante esses procedimentos abomináveis...)

Tais irrogações ofensivas eram feitas constantemente pelo professor Jean Willys que não fazia questão de esconder ou disfarçar sua preferência por outros alunos. Na realidade todos sentiam que o profissional dividia a turma em dois pólos: um, dos competentes, inteligentes, capazes e outro, dos persistentes que jamais realizariam o sonho de colar grau no curso que faziam.

Assistir as aulas do professor era um sacrifício para os requerentes, um martírio, pois tinham que ouvir todas aquelas palavras que feriam o sentimento íntimo, que diminuíam-lhe o valor, que atormentavam sua paz, que desvalorizavam seu esforço e que jogava por terra seus sonhos. Isto porque volta e meia o professor fazia comentários abusivos e irônicos olhando para os demais alunos e para os autores, como se aquelas palavras fossem dirigidas a eles, e sempre com tom irônico e olhar reprovador, demonstrando sempre a iminência da reprovação, por mais que se dedicassem os alunos autores.

Participar das aulas pior ainda. Tratava-se de batalha sofrida já que o profissional ignorava os questionamentos dos alunos ou ironizava as dúvidas e ponderações feitas. Sem contar com a chacota através de comentários infelizes como ..”alunos insuportáveis, incompetentes, que caíram na faculdade de paraquedas etc..”, sempre dirigidas aos outros alunos da turma “os queridinhos e capazes” ou mesmo em outros TURNOS, que entendiam ser superior por ser matutino.... ou mesmo não se sabe o motivo de tal procedimento pelos professores.

E as provas? Estas revelam a personalidade do professor e o seu propósito de diminuir, ofender a honra dos estudantes. Tanto o é que a prova final da matéria Cultura Brasileira e Baiana (cadeira pertencente ao professor Jean Willys), dos alunos/autores, considerados por ele “discriminados e subjugados” foi 03,00 (três), tendo a aluna XXXX XXXX, inconformada com sua nota, solicitado revisão de prova, tendo o Colegiado, através da Professora Urpi Montoya Uriarte emitido parecer no sentido de: (ipsis literis)




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Revista Consultor Jurídico, 25 de janeiro de 2005, 20h19

Comentários de leitores

2 comentários

É COMUM OBSERVAR QUE PESSOAS QUE ASSUMEM RAPIDA...

Dr. Tarcisio (Advogado Autônomo)

É COMUM OBSERVAR QUE PESSOAS QUE ASSUMEM RAPIDAMENTE UM PAPEL DE DESTAQUE NA SOCIEDADE, USAREM DE SEU PRESTIGIO E DE SEU PODER, PARA COM ISSO, SUBJULGAR, HUMILHAR E DESPREZAR OUTRAS PESSOAS. EXISTEM MILHÕES DE EXEMPLOS DESSA SITUAÇÃO, O QUE CONVENHAMOS, NÃO É DE SE ADMIRAR QUE TALVEZ - TALVEZ, O SR. JEAN TENHA TIDO ESSE TIPO DE COMPORTAMENTO. CUMPRE AO MAGISTRADO - JULGADOR DA CAUSA - COMPROVAR E COLHER AS DEVIDAS PROVAS QUE DEMOSNTRAM ESSA DIFERENÇA NO TRATAMENTO DOS ALUNOS - DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS - E SENDO COMPROVADA ESSA DIFERENÇA NO TRATAMENTO COM ESTES OU ATOS DISCRIMINATÓRIOS, A INDENIZAÇÃO É POR CERTO DEVIDA.

Poxa vida as pessoas não são moles não viu espe...

Ivi Andréia Porto dos Santos (Estudante de Direito - Civil)

Poxa vida as pessoas não são moles não viu esperar pra ver que o menino ia ganhar uma grana para colocar um processo neles...Que coisa a nossa classe tá muito desvalorizada os advogados não analisam mais nada só querem entrar com dano moral...DINHEIRO DINHEIRO...só isso que querem....a ética e a moral foi pras "cucuias"...O professor não ia falar este tipo de coisa se os alunos não deram causa...alguma coisa eles fizeram ou disseram...pra ele com toda certeza...Por estes motivos que o judiciário tá intupido com o perdão da palavra de processos...e muitos deles sem fundamento nenhum.... é brabo...porque não entraram antes com o processo....ah porfavor né .....Isso é ridiculo...

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