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Operação Lince

Delegados da Polícia Federal são condenados por tráfico de drogas

O delegado da Polícia Federal Wilson Alfredo Perpétuo foi condenado pela 4ª Vara de Justiça Federal de Ribeirão Preto a 6 anos e 8 meses de prisão e à perda do cargo público pelo crime de tráfico de drogas. Cabe recurso.

Além de Perpétuo, em outro processo da Operação Lince, a Justiça Federal condenou o ex-chefe da Polícia Federal em Ribeirão Preto, José Bocamino, pelo crime de porte ilegal de arma. Essas são as duas primeiras condenações resultantes da operação.

Segundo o Ministério Público Federal de São Paulo, Perpétuo, preso preventivamente desde junho de 2004, deverá permanecer recluso na PF do Distrito Federal, onde cumprirá a pena em regime fechado e aguardará decisões em outros processos.

No processo contra Perpétuo, o MPF alegou que a justificativa do delegado sobre as drogas encontradas em sua sala no dia da apreensão era falsa. Segundo ele, as drogas serviriam para ilustrar palestras, mas, de qualquer forma, não havia autorização judicial para usar tais entorpecentes com essa finalidade.

Em outra ação, o juiz federal Augusto Martinez Perez condenou o delegado José Bocamino pelo crime de porte ilegal de arma e absolveu outros dois réus em processos semelhantes.

O MPF afirmou que vai recorrer das decisões, pedindo a condenação por porte de arma de Perpétuo. Além disso, espera o aumento da pena dos demais réus e agravação na sentença de Bocamino.

Ainda nesse semestre poderão ser julgados outros processos da Operação Lince, desencadeada em 2002 para apurar denúncias de corrupção, receptação, roubo de carga e adulteração de combustíveis envolvendo criminosos, empresários e policiais.

A denúncia gerou investigação da Polícia Federal, que utilizou interceptações telefônicas que levaram à prisão, até agora, de três delegados, agentes da PF e empresários.

Revista Consultor Jurídico, 14 de janeiro de 2005, 20h04

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