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Processo de paz

Especialista faz palestra sobre Comunicação não-violenta no RS

O mediador norte-americano Marshall Rosenberg ministra, nos dias 24 e 25 de janeiro, workshop sobre Comunicação Não-Violenta (CNV), na Escola Superior da Magistratura em Porto Alegre. Rosenberg é fundador do Centro Internacional de CNV, PhD em psicologia pela Universidade de Wisconsin (EUA) e mediador internacional.

O workshop é promovido pelo Núcleo de Estudos de Justiça Restaurativa da ESM, ligada à Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris), e pela Rede de Comunicação Não-Violenta (CNVBrasil).

Definida como um processo capaz de inspirar ação solidária, a CNV busca melhorar a compreensão sobre as necessidades alheias para modificar o modo como são encaradas as relações humanas e aumentar a confiança e a colaboração entre pessoas, instituições e nações. O processo parte do princípio de que os seres humanos não são intrinsecamente violentos.

A Comunicação Não-Violenta é reconhecida pelo Ministério da Educação na Itália, faz parte de programa de prevenção da violência do governo de Israel e é cada vez mais adotada na Inglaterra, Estados Unidos e Dinamarca, da educação infantil até a universidade. Na Sérvia, em parceria com a Unicef, está presente nas escolas de segundo grau.

Nos últimos 40 anos, Rosenberg e sua equipe desenvolveram trabalhos que tiveram aplicação para autoridades, detentos, policiais, administradores escolares, professores, profissionais de saúde, mediadores, gerentes de empresas e líderes religiosos em mais de 30 países.

Também participará do workshop o coordenador do Projeto de Língua Portuguesa do Centro Internacional de Comunicação Não-Violenta e fundador da CNVBrasil, Dominic Barter.

No dia 26, na seqüência do seminário, haverá uma mesa redonda sobre Justiça Restaurativa, com as presenças de Rosenberg, do juiz paulista Egberto de Almeida Penido e do coordenador do Núcleo de Estudos de Justiça Restaurativa, juiz Leoberto Narciso Brancher.

Considerada uma nova proposta de abordagem na área criminal, a Justiça Restaurativa fundamenta-se na reparação dos danos causados às pessoas no lugar da simples punição dos transgressores pelo estado. Para isso, o transgressor precisa assumir a responsabilidade pelo seu ato e repará-lo, o que é feito por meio das Câmaras Restaurativas.

Nessas Câmaras, conduzidas por um mediador, todos os envolvidos (vítima, réu, parentes, amigos e outras pessoas relacionadas ao caso) podem apresentar seu próprio ponto de vista sobre a ocorrência. O objetivo é fazer com que a comunidade afetada pelo conflito e os envolvidos negociem a melhor forma de reparar o dano e alcancem a reconciliação.

A Justiça Restaurativa tem sido aplicada principalmente nas transgressões juvenis, na tentativa de evitar o contato desnecessário de crianças e adolescentes com o sistema penal.

Mais informações sobre o workshop podem ser obtidas pelo site http://www.ajuris.org.br/esm/http://www.ajuris.org.br/esm ou pelo telefone (51) 3284-9000.

Revista Consultor Jurídico, 13 de janeiro de 2005, 19h43

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