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Caso Banestado

Empresário é acusado de movimentar US$ 698 milhões ilegalmente

O Ministério Público Federal (MPF) no Paraná denunciou o economista e empresário paulistano Hélio Renato Laniado pelos crimes de gestão fraudulenta, operação de instituição financeira sem a autorização das autoridades competentes e realização de operação de câmbio não autorizada.

De acordo com a denúncia -- feita pelos procuradores da República que integram a força-tarefa que investiga o esquema de evasão de divisas e lavagem de dinheiro conhecida como Força-Tarefa CC-5 -- entre abril de 1996 e janeiro de 1998, Laniado movimentou US$ 698 milhões em uma conta corrente no Banestado de Nova Iorque.

Segundo o MPF paranaense, as operações eram feitas em nome da offshore Watson Finance S/A, da qual Laniado era procurador, com sede nas Ilhas Virgens Britânicas. A Watson Finance era um braço das empresas de Laniado que, constituída em um paraíso fiscal, operava com câmbio de dólares no mercado negro brasileiro.

Um laudo pericial anexado à denúncia aponta que várias pessoas físicas e jurídicas -- muitas delas já denunciadas pelo MPF nos esquemas de evasão de divisas CC-5 e na Operação Farol da Colina -- foram beneficiárias dos recursos provenientes da conta da offshore.

Entre os beneficiários estariam o Banco do Estado do Paraná (Banestado), as empresas Blue Carbo, Tupi Câmbios e Talmann Finance Corp., controladas por doleiros, e o doleiro Samuel Semtob Sequerra. Também de acordo com o laudo pericial, a Watson recebeu 297 transferências de outras contas mantidas na agência Banestado de Nova York e 52 transferências de outros bancos.

Revista Consultor Jurídico, 10 de janeiro de 2005, 16h52

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