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Vaca magra

Só um terreno é arrematado no leilão de imóveis de Naya

Dos onze imóveis do ex-deputado Sérgio Naya apregoados em leilão nesta sexta-feira (9/12), no Rio de Janeiro, apenas o terreno que fica em Brasília, no Setor das Mansões Isoladas Norte, foi arrematado por R$ 201 mil. Além de entregar esse valor, o comprador terá que pagar R$ 127 mil de débito de IPTU. O imóvel tem uma área de 10 mil metros quadrados e foi avaliado em R$ 94,5 mil. O dinheiro arrecadado vai para as vítimas do edifício Palace 2.

Os outros dez imóveis, também oferecidos no leilão, não foram arrematados. Eles serão leiloados, com redução de 50% no lance inicial, na segunda praça marcada para o dia 21 de dezembro, às 13h, no térreo do Fórum. O leilão foi determinado pelo juiz Antônio Carlos Esteves Torres, da 4ª Vara Empresarial do Rio.

Na segunda praça serão apregoados nove apartamentos, sendo oito em Brasília e um no Rio; e um terreno também localizado no Rio. Os apartamentos de Brasília têm, em média, 140 metros quadrados, três quartos e estão avaliados em R$ 218.692,32. O apartamento da Barra da Tijuca fica na rua Jornalista Henrique Cordeiro e está avaliado em R$ 330,8 mil. O terreno está situado na avenida Afonso de Taunay, também na Barra da Tijuca, e foi avaliado em R$ 226,2 mil.

O ex-deputado Sérgio Naya, dono das construtoras Sersan e Matersan, foi o responsável pela construção do Palace 2. O prédio desabou em fevereiro de 1998, provocando a morte de oito pessoas e deixando várias desabrigadas. Seus bens foram bloqueados pela Justiça do Rio para garantir o pagamento das indenizações. Várias vítimas já receberam o dinheiro. Outras, no entanto, ainda aguardam a venda de imóveis do ex-deputado.




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Revista Consultor Jurídico, 10 de dezembro de 2005, 20h20

Comentários de leitores

1 comentário

Com os buracos criados, propositalmente, por um...

Ottoni (Advogado Sócio de Escritório)

Com os buracos criados, propositalmente, por um Congresso corrupto cujo objetivo é criar leis que permitam reformas necessárias para que tudo continue como está, os ricos, que não querem pagar, vão continuar a usar as leis do processo para procrastinar suas obrigações. Grandes empresários, bancos e outros representantes do poder econômico contam com o processo judicial para eternizar as ações que contra eles são movidas. No caso enfocado, quando os credores estiverem bem cansados( e seus herdeiros, idem), o devedor fará a proposta final e tudo ficará como antes no patrimônio do deputado. Nossa literatura judicial está repleta de casos idênticos. E fica fácil atribuir a culpa à Justiça, à qual são fornecidas ferramentas defeituosas, fabricadas, propositalmente, pelo Legislativo. E assim vamos indo, sonhando com a quimera de uma legislação eleitoral séria.

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