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Uma proposta para unir pequenos e grandes escritórios

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Especialistas no mercado de advocacia identificam uma nova dinâmica no ambiente dos escritórios: micro-escritórios, com até cinco ou seis advogados qualificados e uma carteira de clientes diferenciada, incorporam-se a um escritório de maior porte. A incorporação pode ser de fato ou de direito, mas os benefícios são gerais: os pequenos ganham com a marca e a estrutura do grande, e o grande agrega competências específicas a seu portfolio.

Os americanos chamam de umbrella a experiência de congregar, debaixo de um guarda-chuva maior, diferentes grupos de especialistas em modalidades do direito empresarial, cada qual com sua pequena clientela que, no conjunto, ganha considerável expressão e abre promissoras oportunidades cruzadas.

Esse pode ser um caminho com potencial para gerar crescimento acelerado e sustentável. Depende de coordenação competente, mas pode evoluir para uma diversificação de serviços, com qualidade. Quem já está trabalhando com este conceito é o consultor de escritórios de advocacia Plínio Ribeiro. Contatos podem ser feitos pelo e-mail ribeiroplinio@uol.com.br

Royalties da Monsanto

O advogado gaúcho, João Carlos Scalzilli, diretor do Scalzilli Advogados & Associados, será o único representante do Brasil no encontro que discute os royalties da Monstanto e a qualidade de vida e saúde aplicada aos alimentos, em Buenos Aires, Argentina, entre 8 e 10 de setembro.

O seminário Multi-Regional Meeting against the Royalties of Monsanto (Encontro multi-regional contra os royalties da Monsanto) foi organizado pelo Grupo de Reflexión Rural da Argentina e pela organização The Center of Food Safety, duas ONGs que defendem a qualidade alimentar.

O evento contará com a presença de produtores e entidades da Argentina, Bolívia, Equador, Paraguai, Uruguai e Estados Unidos. Scalzilli apresenta a palestra : “A situação nacional dos royalties aplicados à soja transgênica no Brasil.”

Para inglês ver

Os professores Carlos Affonso e Ronaldo Lemos, do Centro de Tecnologia e Sociedade da escola de Direito da Fundação Getulio Vargas do Rio de Janeiro, participam Copy South Project, seminário que na Universidade de Kent, em Canterbury, Inglaterra que acontece até essa sexta-feira 26/8.

O encontro, que reúne 20 especialistas de todo o mundo, pretende elaborar um documento que servirá de base para sustentação de políticas públicas, como forma de ampliar o acesso ao conhecimento e desenvolvimento econômico dos países desenvolvidos.

Novas especialidades

O escritório Tauil, Chequer & Mello Associados a Thompson & Knight LLP acabou de criar um núcleo de infra-estrutura. O núcleo irá associar as especialidades de Direito Marítimo, Direito Ambiental, Direito de Petróleo e Gás e Legislação de Segurança, especialmente para atender a empresas petrolíferas e prestadoras de serviço na área offshore.

A direção do novo núcleo caberá ao sócio Marcelo Mello e a coordenação será da advogada Adriana Fixel. Integram o núcleo os advogados Antonio Sarmento, Rio de Janeiro e Mayra Itaborahy, em Vitória.

Além de reunir advogados no Brasil e no exterior, também vai haver a consultoria técnica de especialistas em áreas como Engenharia Naval, Ambiental e de Segurança , Inspeções e Certificações Navais, Seguro Marítimo, e Negociação dos Contratos de Transporte Marítimo.O projeto será desenvolvido pela sede do Rio de Janeiro e abrangerá também os mercados de Vitória e Macaé.


 é repórter do jornal DCI.

Revista Consultor Jurídico, 24 de agosto de 2005, 16h26

Comentários de leitores

3 comentários

Paulo Henrique, as suas observações só reforçam...

Amélia Soares da Rocha (Defensor Público Estadual)

Paulo Henrique, as suas observações só reforçam a diferença entre Defensoria Pública e advocacia dativa e a essencialidade da primeira. Dentre inúmeros outros aspectos, os quais transcedem o presente debate, apenas com uma Defensoria Pública forte, efetiva e autônoma é que os espaços estarão bem delimitados através da CORREGEDORIA DA DEFENSORIA PÚBLICA; da afirmação constitucional (eu, por exemplo, por várias vezes já declinei de nomeações por não se tratar de pessoa necessitada). Os espaços do Defensor Público e do advogado privado são absolutamente distintos, como já demonstrado em comentário anterior (tanto isto é verdade que a própria CF fala em "DA DEFENSORIA PÚBLICA E DA ADVOCACIA"). Não perceber tal diferença, data maxima venia, é contrariar a efetividade constitucional e a assunção da cidadania ativa.

Não posso contestar frontalmente a Defensora Pú...

Paulo Henrique M. de Oliveira - Criminalista (Advogado Autônomo - Criminal)

Não posso contestar frontalmente a Defensora Pública Amélia Soares da Rocha, porque aqui em São Paulo não existe Defensoria Pública. Se eu tomar por base, porém, os serviços da Procuradoria de Assistência Judiciária da Procuradoria Geral do Estado, posso afirmar, sem medo de errar, que há muitos casos em que procuradores e/ou advogados dativos (conveniados com a PGE/PAJ) defendem interesses de pessoas que têm condição de constituir advogados particulares, sim. No âmbito da Justiça Criminal, sobretudo, essa ocorrência não é rara. Basta o acusado querdar-se inerte para que o Magistrado nomeie um PAJ/dativo. É verdade, também, que já vi Procurador declinar da nomeação, por conta da condição financeira do acusado. Mas não me lembro de ter visto o mesmo com advogados dativos conveniados com a PAJ.

Data maxima venia, falar em competicao com a De...

Amélia Soares da Rocha (Defensor Público Estadual)

Data maxima venia, falar em competicao com a Defensoria significa desconhecer o que seja Defensoria Publica. Tal confusao, entretanto, e perfeitamente compreensivel dada a juventude da instituicao e sera em pouco tempo absolutamente dizimada. Repito, por verdadeiro, nao ha qualquer similitude entre o mercado da advocacia e a Defensoria Publica (o assistido da Defensoria Publica e justamente quem esta fora do mercado). Ressalto, igualmente por verdadeiro, que o ESTUDO DIAGNOSTICO DA DEFENSORIA PUBLICA realizado pelo MJ, nao aponta que "os Defensores querem ficar nas cidades mais ricas". Ao contrario, constatou que, contraditoriamente, as Defensorias mais aparelhadas estao nos Estados/Regioes de maior indice de desenvolvimento humano e que tal realidade precisa ser alterada. O espaco constitucional da Defensoria Publica, por sua vez, como ja dito em varias outras oportunidades neste democratico forum, so pode ser exercido pelo Estado, sob pena de absoluta ineficacia, tendo em vsta que o acesso a Justica pelo pobre nao se restringe ao aspecto economico, mas, igualmente, a aspectos sociais e culturais, os quais, para sua eficacia tem que ser enfrentados pelo Estado atraves da autonoma Defensoria Publica. Assim nasce o sentimento publico que tanta falta faz a cidadania. Quanto a afirmacao de "muitas pessoas que não pobres estão sendo atendidas pela Defensoria" basta uma representacao na Corregedoria da Defensoria Publica, posto que se Defensor Publico advoga para quem nao e pobre estara cometendo grave infracao disciplinar. Repito, com fundamento no respeitado BOAVENTURA DE SOUSA SANTOS, que o acesso a Justica do pobre deve ser orientado "para os problemas jurídicos dos pobres enquanto problemas de classe, uma estratégia privilegiando as accoes coletivas, a criação de novas correntes jurisprudenciais sobre problemas recorrentes das classes populares e, finalmente, a transformação ou reforma do direito substantivo", o que se faz atraves de uma DEFENSORIA PUBLICA forte e efetiva e, NUNCA, por trabalho pulverizado que ajuize acoes sob criterios economicos. Ressalte-se, por fim, que advocacia dativa e experiencias congeneres ja foram, ha muito, afastadas, por ineficazes, em paises hoje desenvolvidos.

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