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Meninas da esquina

Jornalista conta em livro drama da prostituição infantil

A exploração sexual de crianças contadas do ponto de vista das próprias vítimas — esta é a proposta da jornalista Eliane Trindade ao escrever o livro As meninas da esquina — Diários de seis adolescentes que vivem do lado selvagem da vida. A partir do diário de seis garotas com as quais conviveu durante um ano, a autora conta a dura realidade de crianças e adolescentes submetidas á exploração sexual no Brasil.

O livro, já a venda nas melhores livrarias, terá lançamento em São Paulo, na próxima quarta-feira (24/8), a partir de 20 horas, no Parlatino — Memorial da América Latina, (avenida Auro Soares de Moura Andrade, 564 - Portão 10, Barra Funda), durante a apresentação da Consulta Nacional sobre violência contra a criança e o adolescente, promovida pela Unicef.

Eliane Trindade parece acreditar que estatísticas não dizem muito nesta história. E não dizem mesmo. Para a ONU, por exemplo, são 500 mil as crianças exploradas sexualmente no país, mas não explica como chegou a esta cifra. Outro dado, revela que em cerca de mil municípios brasileiros existem registros de exploração sexual de menores. E daí? O simples caso de uma única criança vilependiada é suficiente para envergonhar a humanidade.

Ao contar as tristes histórias de Britney, Natasha, Milena, Yasmim, Vitória e Diana, Eliana individualiza e humaniza as estatísticas. Os nomes são a única ficção que a autora se permite. Os relatos em forma de diário, são o retrato fiel da dura realidade, sem floreios ou romance: “Apesar de ter preservado a identidade, elas aparecem como seres humanos inteiros. Falam de sentimentos, de erros, podem chorar e sorrir. Isto faz toda a diferença, porque a história delas não fica reduzida a uma frase perdida no meio de uma denúncia de exploração sexual”, diz a autora.

A parte final do livro é dedicada à analise do problema através das opiniões e informações de especialistas consultados pela autora: “Fiz uma grande reportagem, entrevistando especialistas, como psicólogos, educadores e médicos. Ouvi também autoridades e representantes da sociedade civil envolvidos na busca de soluções”, conta.

Ficha técnica

Título: As meninas da esquina — Diários de seis adolescentes que vivem do lado selvagem da vida

Autora: Eliane Trindade

Editora: Record

Número de páginas: 420

Preço: R$ 49,90


Revista Consultor Jurídico, 22 de agosto de 2005, 17h37

Comentários de leitores

2 comentários

Zequinha Barbosa é absolvido da acusação de exp...

Band (Médico)

Zequinha Barbosa é absolvido da acusação de exploração sexual de adolescentes Gabriel Agarie Quinta-feira, 26 de maio de 2005, 16:00 O ex-atleta, José Luiz Barbosa, o Zequinha Barbosa, juntamente com o seu ex-assessor Luiz Otávio Flores da Anunciação, foram absolvidos ontem (25), pela Segunda Turma Criminal do TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) das acusações de exploração sexual de adolescentes. A decisão unânime foi contra o parecer do Ministério Público Estadual, que pedia a manutenção da condenação dos réus. O veredicto dos desembargadores foi baseado no argumento dos advogados de defesa de que as três meninas, com 13, 14 e 15 anos na época (junho de 2003), já tinham se prostituído anteriormente. http://www.caminhos.ufms.br/noticias/view.htm?a=1004 ABUSAR DE QUEM JÁ FOI ABUSADO PODE!

Na contramão da pedofilia Mais dois casos a...

Band (Médico)

Na contramão da pedofilia Mais dois casos apareceram de abusos de menores no RS. O que adianta fazer campanha contra a pedofilia se os casos não são punidos? Parece que está a figurar entre alguns magistrados a idéia de que a lei é para “inglês” ver. É o que temos assistido entre as decisões em que adultos mantém relações sexuais com menores de idade. Percebe-se que existe um novo entendimento de que o que está escrito não é preciso valer. Assim, se a relação foi consentida, a vítima bem “cantada”, se despiu sozinha, não há o que recorrer. Justamente o que a lei visava proteger, a não aceitação da prática de sedução de menores, passaram alguns juizes e delegados a considerar antes um álibi do que a caracterização do ato ilícito. A alegação falsa é de que as meninas de hoje são mais bem informadas e portanto estão livres para a predação. Mas a questão não é de informação mas de maturidade emocional e condições para compreender as conseqüências dos seus atos para si mesmo. Apesar de incentivadas pela mídia, que as sexualizam precocemente, a sua formação emocional não evolui com a mesma velocidade. Não depende de informação, mas de maturação neurológica e psicológica. Algumas meninas desta idade ainda não menstruaram, e muitas nem mesmo ovularam por estarem incompletas hormonalmente. E o desespero das vítimas mostra que elas não só estavam imaturas para os atos que faziam e muito menos para suportaram uma gravidez indesejada que as surpreende. Crianças não podem ser espertinhas, safadinhas ou prostitutas - sem que para isto um adulto não esteja abusando delas. Não são elas que têm que possuir maturidade, mas os adultos! A lei criada visava justamente proteger as menores da volúpia de pessoas inescrupulosas de se aproveitarem delas com esta desculpa da relação consentida. Além de não fazer nenhum sentido adultos estarem “seduzindo” crianças frente à ampla liberdade sexual entre pessoas maduras (e mesmo que não houvesse), quem se beneficia apenas é o adulto ao satisfazer a sua vontade em detrimento para a criança “informada” (?) mas certamente imatura para enfrentar as conseqüências de ter sido utilizada sexualmente, e pior, se uma gravides ocorrer. Além de não possuírem condições emocionais para isto, não contam com uma formação óssea terminada, nem atingiram a altura final, assim como o desejo de que ela ocorra e muito menos condições físicas e financeiras para assumir os resultados de “seduções”. Se esta menina fosse encontrada trabalhando honestamente num estabelecimento qualquer, o empregador seria seriamente multado pela fiscalização trabalhista por estar abusando da mesma! Mas para servir de objeto sexual ela está desamparada pelo poder público vacilante e inconsistente. Nisto se espanta a mídia quando uma criança de dez anos aparece no fim da gestação e ninguém estranha ou corre para a polícia. É o que a sociedade já enxerga na Justiça a sua insegurança de cumprir a lei, a sua falta de exemplo, a sua indecisão que transmite para a sociedade a sua inutilidade em se apelar. Uma Justiça que passou a proteger os adultos contra as crianças que alegam que foram “mal cantadas” e que suas famílias reclamam na justiça o que seria dever da mesma, por lei, agir em proteção aos mais fracos. Encontramos o seguinte parecer do MP sobre uma menor de 13 anos: “presunção de violência prevista no art.224, “a”, do CP, (é) inconstitucional por afrontar o princípio constitucional da inocência (do adulto), bem como por considerar válido o consentimento da adolescente ..., que, por vontade própria manteve relações sexuais”. No caso da menina de Bagé, de 13 anos, o capataz casado de 33 anos alegou que ele é que teria sido seduzido pela menor de idade e “não conseguiu” resistir à mesma! Penso que não foram as meninas que amadureceram mais precocemente do que as suas capacidades neurológicas, mas os adultos é que involuíram moralmente! Por Paulo Bento Bandarra, médico

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