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País dos delatores

Buratti acerta acordo de delação premiada com o MP

O advogado do empresário Rogério Tadeu Buratti fez um acordo com o Ministério Público para que o empresário receba os benefícios da delação premiada em troca de informações que ajudem as investigações o suposto acerto de empreiteiras em licitações de lixo em cidades de São Paulo e Minas Gerais. A informação é da Agência Estado.

Buratti é acusado também de fazer a intermediação no acordo para a renovação do contrato entre a Caixa Econômica Federal e a multinacional GTech. De acordo com o delegado seccional, Benedito Antonio Valencise, Buratti terá de apresentar provas para todas as acusações que fizer no seu depoimento.

O empresário foi secretário de Governo de Antonio Palocci, quando o ministro da Fazenda era prefeito de Ribeirão Preto (1993-1996), no interior paulista.

Rogério Buratti, foi preso na tarde desta quarta-feira (17/8), em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. A prisão temporária por cinco dias foi decretada pelo juiz Luiz Augusto Freire Tetônio atendendo a pedido do Ministério Público do Estado de São Paulo que acusa Buratti de destruir provas contra ele, fraude em licitação, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

Segundo o Ministério Público do Estado de São Paulo, por meio de interceptações telefônicas realizadas desde a semana passada, foram gravadas conversas em que Buratti combinava um esquema para destruir provas dos crimes de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. O inquérito foi aberto nesta quarta. Também foi decretada a prisão do corretor Claudinei Maud, acusado de gerenciar o esquema de lavagem.


Revista Consultor Jurídico, 18 de agosto de 2005, 20h15

Comentários de leitores

1 comentário

O Brasil está se tornando o país dos delatores,...

Francisco Lobo da Costa Ruiz - advocacia criminal (Advogado Autônomo - Criminal)

O Brasil está se tornando o país dos delatores, mas, por imposição do próprio Estado, via prepostos. Veja-se que o mecanismo que estamos chamando de "caguetão" tem como pressuposto a ameaça de prisão com os acessórios humilhação, execração e outras medidas menores, todas com o condão de destruir o cidadão. Esse tal de "caguetão, alías, já é usado, de há muito, em repartições policiais, de forma totalmente informal, como que se fosse poder discricionário da autoridade. Por óbvio que na maioria das vezes é um blefe contra aquele que já está subjugado e acaba dando o "serviço" (com verdade ou mentira). Avizinha-se a banalização do instituto, cujos pressupostos não estão sendo bem esclarecidos aos leigos, que acham que é só delatar e tudo resolvido. A propósito, historicamente o delator é um ser sem personalidade, cujos objetivos estão encerrados no fundo secreto da mente, vazia de bons propósitos. O "caguetão" vai substituir o "mensalão", ainda com economia. Já que é Brasil, a mesma coisa que estão fazendo com os "grampos", será feita quando alguem quiser entrar no programa "caguetão", cujo teor (obtido reservadamente)funcionará como moedade de troca, voltando tudo como era. Certo? Quem não concordar, que aguarde. Em tempo: Na América do Norte o Promotor é eleito, e os eleitores só aceitam representantes que cumprem o que proproem. Ou seja, blefou, acabou!

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