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Falso veneno

Falsificadores de agrotóxico são presos em operação da PF

Contrabandistas e falsificadores de agrotóxicos são presos em operação conjunta entre Polícia Federal e Ministério Público Federal na segunda-feira (15/8). De acordo com as investigações, os presos participam de uma quadrilha que atua nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Goiás.

A operação chamada de Caa-eté teve por objetivo desmantelar a organização criminosa responsável pela comercialização mensal de aproximadamente 5 toneladas de agrotóxicos contrabandeados e falsificados, movimentando cerca de R$ 1,5 milhão ao mês.As informações são da Procuradoria da República do Rio Grande do Sul.

A quadrilha, formada por empresários e funcionários públicos, é investigada pelos crimes de contrabando, falsificação de agrotóxicos, estelionato, crime contra a ordem tributária, formação de quadrilha, falsidade ideológica e crime contra o meio ambiente, além de transporte de agrotóxicos descumprindo exigências estabelecidas nas leis e regulamentos.

“Todo o agrotóxico falsificado e contrabandeado vinha do Paraguai e, principalmente do Uruguai, via Montevideu e Rivera”, explica o procurador da República no município de Erechim, Mário Sérgio Ghanngé Barbosa, responsável pela solicitação junto à Justiça Federal do pedido de busca e apreensão e prisão dos responsáveis pela falsificação e contrabando.

A quadrilha funcionava como uma verdadeira empresa, destaca o procurador. "Através do contrabando e falsificação de agrotóxicos, ela tinha por único objetivo o lucro financeiro". As investigações, segundo Barbosa, iniciaram em julho de 2004, quando a Polícia Federal fez apreensão de agrotóxicos falsificados, através de uma operação de rotina.

No entender do procurador Mário Sérgio Ghanngé Barbosa um dos principais objetivos da operação Caa-Eté, é o pedagógico. "Com tanto agrotóxico falsificado circulando pelo país há um grande risco de que ocorram problemas de saúde pública", alerta ele. "Muitos empresários se valem do agrotóxico falsificado por ser mais barato, ocorre que ele não produz o mesmo efeito do legalizado". O procurador alerta para que as pessoas tenham muito cuidado na hora comprar o produto. "Às vezes", acrescenta ele, "o agrotóxico falsificado é muito semelhante ao original e o empresário-comprador pode vir a ser ludibriado".

Revista Consultor Jurídico, 16 de agosto de 2005, 15h34

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